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Atualizado: 32 minutos 36 segundos atrás

Gessinger apresenta quarta e última música inédita de DVD que sai em março

1 hora 38 minutos atrás

Com o lançamento do single e do clipe com a música inédita Saudade zero, disponibilizados nas plataformas digitais neste último fim de semana de fevereiro de 2018, Humberto Gessinger encerra o projeto de apresentar previamente o lote de composições inéditas incluídas como bônus no vindouro DVD Ao vivo pra caramba – A revolta dos dândis 30 anos. O DVD tem lançamento programado para março pela gravadora Deck. Sob direção de Pietro Grassia, a canção Saudade zero foi captada ao vivo em agosto de 2017, em Porto Alegre (RS), com os toques do violão de Gessinger, do bandolim de Felipe Rotta e do contrabaixo de Nando Peters. Aliás, Peters é parceiro do artista gaúcho na composição da música. Saudade zero forma com Pra caramba (Humberto Gessinger), Cadê – outra parceria de Gessinger com Nando Peters – e Das tripas coração (Humberto Gessinger) o lote de músicas inéditas adicionadas ao DVD com o registro do show originalmente intitulado Desde aquele dia – A revolta dos dândis 30 anos e estreado em 2017 com o intuito de celebrar as três décadas do lançamento do segundo (e melhor) álbum do grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, A revolta dos dândis (1987). Todas as quatro músicas foram gravadas ao vivo, sem plateia, para dar origem aos clipes inseridos no DVD.

Thiago Pach cai no samba com Áurea Martins em disco em que exalta Elza Soares

3 horas 1 minuto atrás

O currículo do cantor, compositor, ator e dramaturgo e diretor carioca Thiago Pach é bem mais extenso na área teatral do que no universo musical, ainda que música e teatro tenham se entrelaçado quando o artista interpretou cantores como Cauby Peixoto (1931 – 2016) e Nelson Gonçalves (1919 – 1998) em musicais encenados na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Contudo, Pach planejou nos últimos anos dar mais atenção ao trabalho de cantor e compositor. O lançamento do disco Canto de Aruanda na próxima sexta-feira, 2 de março de 2018, é o resultado concreto desse investimento na área musical. Capa do álbum 'Canto de Aruanda', de Thiago Pach Divulgação Com formato situado na fronteira entre EP e álbum, por ter somente sete faixas, Canto de Aruanda apresenta músicas autorais como Movimento interestelar, Muitos vão dizer e Sim, Salabim , além da composição que dá nome ao disco produzido pelo pianista Nelson Freitas. Ainda dentro do terreno autoral, Pach cai no samba com a cantora carioca Áurea Martins em Podem avisar, música composta pelo artista com letra escrita em parceria com Wladimir Pinheiro. Somente duas das sete músicas do disco Canto de Aruanda não trazem a assinatura de Pach. Desamuá é composição de Ralphen Rocca, Nelson Freitas, Bil-Rait Buchecha e Xandim Dêraudê. Já Gata Elza – música criada em exaltação à cantora carioca Elza Soares – é parceria de Bil-Rait Buchecha com o produtor Nelson Freitas.

Sai de cena Glauton Campello, pianista presente em discos de Djavan e Ed Motta

sab, 24/02/2018 - 15:53

O pianista Glauton Campello Reprodução / Facebook Somente o fato de ter tocado em discos e/ou shows de Djavan e Ed Motta – dois artistas conhecidos pelo apurado ouvido musical e pelo rigor com que escolhem os músicos com quem gravam discos – já basta para atestar o talento do pianista, tecladista, compositor e arranjador carioca Glauton Campello (22 de junho de 1960 – 23 de fevereiro de 2018). A quatro meses de completar 58 anos, Campello saiu de cena na noite de ontem, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), de causa não revelada, enlutando o universo pop brasileiro, no qual atuou desde a década de 1980. Requisitado músico de estúdio, Campello tocou piano no ainda inédito álbum de músicas em inglês que Ed Motta vai lançar neste ano de 2018. Filho de mãe pianista, Campello foi instrumentista de requintada musicalidade. Sabia inclusive falar a língua do jazz, tendo sido influenciado pelo pianista norte-americano Herbie Hancock. Tal conhecimento de causa no exercício cotidiano do ofício fez com que Campello fosse respeitado por todos os músicos e cantores do Brasil com quem dividiu estúdios e palcos. Como compositor, o artista abriu parcerias com nomes como Leoni (Tudo por você, música assinada também por Torcuato Mariano e lançada em 1994 na voz do cantor Edmon Costa) e Thalma de Freitas (Eu quero tanta coisa, música lançada em 1996 na voz da própria Thalma). A morte de Glauton Campello está sendo lamentada em redes sociais por artistas como Ed Motta.

Fotos em estúdio indicam gravação em Miami de single de Anitta com Rita Ora

sab, 24/02/2018 - 15:10

Anitta e Rita Ora Reprodução / Instagram Anitta encerrou em 2017 o projeto CheckMate, calcado em parcerias da cantora e compositora carioca com estrelas do universo pop internacional. Mas continua fazendo conexões fora do Brasil. Fotos tiradas em estúdio de Miami (Flórida, EUA) – e postadas ontem, 23 de fevereiro de 2018, nas redes sociais de Anitta e de Rita Ora – sinalizam gravação feita pela artista brasileira com a cantora britânica. Rita Ora, Justin Quiles, Andrew Watt e Anitta Reprodução / Instagram As presenças numa das fotos dos compositores Andrew Watt e Justin Quiles, ambos atuantes no mercado latino de música hispânica, reforçam a ideia de que Anitta aproveitou a ida a Miami – onde se apresentou com o astro colombiano J. Balvin na edição de 2018 do prêmio de música latina Lo Nuestro na noite de quinta-feira, 22 de fevereiro – para gravar single com Rita Ora. Por enquanto, não há detalhes sobre a música inédita que abre a parceria das duas cantoras.

Joyce refaz álbum de 1968 com Marcos Valle, Menescal, Danilo, Del-Penho e Zélia

sab, 24/02/2018 - 11:20

Marcos Valle e Joyce Moreno em estúdio Facebook / Joyce Moreno Joyce Moreno ocupa o estúdio da gravadora Biscoito Fino, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda quinzena de fevereiro de 2018. Celebrando 70 anos de vida e 50 de carreira, a cantora, compositora e violonista carioca refaz em estúdio o primeiro álbum, intitulado Joyce e lançado em 1968 pela gravadora Philips. Danilo Caymmi, Joyce Moreno, Roberto Menescal e Miguel Bacellar Chaves Facebook / Joyce Moreno Para regravar músicas como Anoiteceu (Francis Hime e Vinicius de Moraes, 1966), Ansiedade (Paulinho da Viola, 1968), Ave Maria (Caetano Veloso, 1968) e Choro chorado (Joyce Moreno e Jards Macalé, 1968), entre outras composições que há 50 anos eram inéditas ou recentes, a artista chamou músicos e cantores como Alfredo Del-Penho, Danilo Caymmi, Roberto Menescal, Zélia Duncan, Marcos Valle – convidado a fazer o arranjo e tocar o piano de Bloco do eu sozinho (Marcos Valle e Ruy Guerra, 1968) – e o bandolinista Fábio Peron, entre outros nomes. Zélia Duncan e Joyce Moreno Facebook / Joyce Moreno As gravações do remake do álbum Joyce terminam na próxima semana. O disco tem lançamento previsto para meados deste ano de 2018.

Rappin' Hood relança música de 2012 em single e clipe gravados com Emicida

sab, 24/02/2018 - 04:00

Os rappers Emicida e Rappin' Hood Divulgação / Som Livre Em julho de 2012, Rappin' Hood lançou na web o rap Da Estação São Bento ao Metrô Santa Cruz, música então inédita que havia gravado anos antes com a adesão vocal do mano Emicida e com a batida do produtor musical Alexandre Muzzillo Lopes (1980 – 2008), o paranaense DJ Primo, morto há dez anos. É essa gravação que o rapper paulistano, nascido em 1971 com o nome de Antônio Luiz Júnior, recicla em clipe e em single lançados hoje, 23 de fevereiro de 2018. O single rebobina o dueto de Rappin' Hood com o conterrâneo Emicida, parceiro de Hood na composição deste tema que exalta a rua – cenário fundamental no universo do hip hop – e em especial locais importantes para o desenvolvimento do rap cultivado desde os anos 1980 nos guetos e ruas da cidade de São Paulo (SP). Mesmo que a gravação já seja antiga, o single lançado via Som Livre e o clipe gerado pela composição Da Estação São Bento ao Metrô Santa Cruz marcam a volta ao mercado musical de Rappin' Hood, rapper famoso pelas fusões com o universo da MPB e o terreirão do samba. Lançado há 13 anos, o último álbum de Hood, Sujeito homem 2 (2005), alinhou participações de Arlindo Cruz, Caetano Veloso, Dudu Nobre e Gilberto Gil, entre outros nomes. Rappin' Hood, aliás, tem despistado, mas alimenta a ideia de concluir a trilogia de álbuns com a edição de Sujeito homem 3.

Kassin lança single em que revive, com Clarice Falcão, hit de Leno & Lilian em 1967

sex, 23/02/2018 - 10:02

Em 1967, a dupla Leno & Lilian fez sucesso no reino encantado da Jovem Guarda com Coisinha estúpida, versão em português – escrita pelo próprio Leno – de Something stupid (Clarence Carson Parks), música de 1966 que obteve sucesso mundial naquele ano de 1967 ao ser regravada pelo cantor norte-americano Frank Sinatra (1915 – 1998) em dueto com a filha Nancy Sinatra. Quarenta anos depois, o produtor, músico e compositor carioca Alexandre Kassin regravou Coisinha estúpida em dueto com Clarice Falcão para o álbum solo Relax, lançado em 2017 no Japão. É esta gravação que está sendo lançada no Brasil em single disponibilizado hoje, 23 de fevereiro de 2018, nas plataformas digitais, antecedendo a edição nacional do álbum Relax, programada para 30 de março pelo selo carioca Lab 344. Em gravação feita com os toques dos teclados de Diogo Strausz (filho de Leno, aliás), do piano de Danilo Andrade e da bateria de Stephane San Juan, Kassin toca baixo e guitarra. O single deverá surtir pouco efeito. O dueto de Kassin com Clarice não chega a soar letárgico, mas carece de vivacidade, desperdiçando o apelo pop da melodia aliciante e da letra pautada pela simplicidade estupidamente romântica.

Cordel do Fogo Encantado oficializa retorno e anuncia lançamento do quarto álbum

sex, 23/02/2018 - 08:24

Os rumores tinham fundamento. Grupo desativado em fevereiro de 2010, o Cordel do Fogo Encantado volta à cena com o lançamento do quarto álbum, Viagem ao coração do sol. O anúncio do retorno foi feito oficialmente na manhã de hoje, 23 de fevereiro de 2018, mas desde anteontem já circulavam na web notícias sobre a efetiva volta do grupo pernambucano surgido em 1999 a partir de grupo teatral que entrara em cena em 1997 na cidade de Arcoverde (PE). Juntamente com o anúncio do retorno, mantido em sigilo em estratégia similar à adotada no ano passado pelo trio Tribalistas, Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz) – vistos em foto de Tiago Calazans – revelam que o álbum Viagem ao coração do sol chega ao mercado fonográfico em 6 de abril. Capa do álbum 'Viagem ao coração do sol', do Cordel do Fogo Encantado Arte de Lucas Basic e Lucas Falcão Fernando Catatau assina a produção do disco gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo (SP), e no Totem Estúdio em Fortaleza (CE). O repertório de Viagem ao coração do sol mistura canções guardadas há anos com outras compostas ao longo de 2017, quando o Cordel do Fogo Encantado decidiu se reunir com a formação original. "Fizemos uma opção estética de não sermos um grupo de releitura ou de glorificação do passado. As novas letras vão dialogar com os sentimentos humanos, com aquilo que nos cerca. Já musicalmente o Cordel mantém a característica de sempre surpreender", teoriza José Paes Lira, o Lirinha, que lançou dois álbuns individuais, Lira (2011) e O labirinto e o desmantelo (2015), em carreira solo iniciada após o fim do grupo. Enquanto anuncia o quarto álbum, o quinteto revela que os três álbuns anteriores – Cordel do Fogo Encantado (2001), O palhaço do circo sem futuro (2002) e Transfiguração (2006) – ganham edições digitais, disponíveis nas plataformas digitais a partir de hoje.

Marina faz história ao reproduzir códigos e linguajar do funk com o imortal Cicero

sex, 23/02/2018 - 06:54

Tulipa Ruiz acaba de regravar música do grupo Os Mutantes em dueto com a funkeira MC Carol. Tiê promove música cantada com Luan Santana e assinada por compositores como Rafael Castro e Adriano Cintra. Gal Costa se prepara para lançar álbum de músicas inéditas com repertório que inclui composição de Marília Mendonça, hitmaker do universo sertanejo. Enfim, está tudo junto e misturado na geleia geral musical brasileira. Desde que o samba é samba é assim, ainda que as viúvas da MPB continuem praguejando nas redes sociais contra o estouro de Pabllo Vittar, as ambições planetárias de Anitta e a popularidade irreversível do funk carioca e das ramificações do gênero. É nesse contexto libertário, sem muros estéticos, que deve ser entendido e avaliado o funk Só os coxinhas, lançado por Marina Lima em single disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de fevereiro de 2018, dando saborosa prévia do álbum Novas famílias, programado para chegar ao mercado fonográfico em 16 de março em edição da gravadora Joia Moderna. Só os coxinhas é funk mesmo! Tem os códigos e o linguajar do gênero. Capa do single 'Só os coxinhas', de Marina Lima Divulgação O funk Só os coxinhas poderia ter sido criado e/ou gravado por Anitta, mas é uma composição assinada por Marina Lima com Antonio Cicero, retomando parceria emblemática na história do pop do Brasil. Coproduzida por João Brasil, a gravação de Só os coxinhas emula o batidão com dose de eletrônica que credencia o funk a ser hit em bailes em que a trilha sonora é dominada por sucessos de Jojo Todynho e Ludmilla, entre outras estrelas do gênero tão marginalizado pelas elites. Até (e sobretudo) por isso Só os coxinhas chega em boa hora, para dar um nó no raciocínio binário de quem nunca ousou pensar ouvir Marina Lima, a "sofisticada" compositora pop de músicas como Fullgás (1984) e Virgem (1987), cantando um tema tão "popular". Com mordacidade, o funk alveja os coxinhas, termo usado em comentários sobre política para designar, já com ironia, gente de bom poder aquisitivo alinhada com a ideologia dos partidos de direita. "Desce agarradinho / Mexendo o umbiguinho / Você é tão safadinho / ... / Só pagando cofrinho / Bem no seu quadradinho / Agora só no biquinho", ordena Marina nos versos imperativos da letra, entremeados com o coro que reproduz o verso-título Só os coxinhas. A gravação do funk contabiliza somente dois minutos e 30 segundos. Meros dois minutos e meio! Tempo suficiente para fazer história na música pop brasileira, inclusive porque, como já dito, o funk é assinado por Marina com o irmão Antonio Cicero, compositor (letrista) e poeta afinado com a norma culta da língua portuguesa tanto no meio musical quanto no literário. E cabe lembrar que – em requinte supremo de ironia! – Cicero foi admitido em agosto de 2017 na Academia Brasileira de Letras. Ou seja, é um integrante do panteão dos imortais assinando, e avalizando com tal assinatura, uma letra que fala a língua popular do funk, com versos habitualmente caracterizados como "vulgares" pela elite cultural que insiste em avaliar qualquer música de acordo com os rebuscados padrões melódicos, harmônicos e rítmicos de uma MPB que, embora genial, já perdeu a hegemonia no mercado e jamais deve ser vista como o único parâmetro a medir o valor de qualquer música feita no Brasil. Uma MPB à qual a geração de Anitta e Ludmilla não pede a benção e da qual tampouco é seguidora. A cantora e compositora Marina Lima Divulgação / Rogério Cavalcanti Desde que surgiu em 1979, no boom feminino que projetou cantoras e compositoras como Angela RoRo e Fátima Guedes no universo da MPB, Marina Lima sempre se mostrou moderna, antenada com o universo pop, seguindo caminho próprio, com opiniões próprias. Quando o Brasil ainda cantava embevecido os boleros havaianos de Lulu Santos, ela já chamava a atenção para Condição, funk que o colega contemporâneo – também ele antenado e simpatizante do som dos bailes da pesada – lançara em álbum de 1986. Trinta e poucos anos depois, Marina elogia publicamente as estrelas do funk como Anitta e soa sincera. Primeira música revelada de álbum que a compositora caracteriza como "realista" e que apresentará parcerias da artista com nomes mais jovens como Marcelo Jeneci e Silva, Só os coxinhas soa natural dentro do currículo musical da artista. Haverá quem jogue pedras na Geni da vez por divergências políticas e/ou musicais. Haverá quem ressuscite a questão da voz para detonar um funk que lhe causa desconforto por razões que nada têm a ver com a voz em si da cantora, ela própria já resolvida com tal questão. Mas o fato é que Marina Lima – em foto de Rogério Cavalcanti – está fazendo história hoje com o lançamento do funk Só os coxinhas. Aos detratores, o recado está dado na letra: "Bota o seu chapeuzinho / Sai abanando o rabinho".

Música inédita flagra Luiz Melodia de bem com a vida, pop, mas sem o brilho da voz

sex, 23/02/2018 - 04:16

"A felicidade chegou aqui agora / A gente quer, a gente tem, a gente pede, a gente nunca se incomoda / A felicidade chegou em sua porta / Tá no perfume, nos seus olhos, no azul do horizonte, a gente goza" Os versos acima são do viciante refrão de Felicidade agora, música inédita composta por Luiz Carlos dos Santos (7 de janeiro de 1951 – 4 de agosto de 2017) com os parceiros Ricardo Augusto e Paulinho Andrade. O lançamento da música em single – disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de fevereiro de 2018 – é acontecimento relevante porque Luiz Carlos dos Santos foi ninguém menos do que Luiz Melodia. Assim como a música, o fonograma é inédito. O single faz parte da gravação ao vivo que será lançada neste primeiro semestre de 2018 pela gravadora Universal Music com o registro de show feito pelo cantor, compositor e músico carioca em 29 de junho de 2016, no Teatro da UFF, na cidade fluminense de Niterói (RJ). A apresentação foi calcada no repertório do show e disco Zerima, lançado por Melodia em 2014. Felicidade agora não fazia parte do roteiro original do show Zerima e o single tampouco tem clima de gravação ao vivo. De todo modo, a composição é sedutora. Poucas vezes Melodia lançou uma música de arquitetura tão pop, evidenciada pelo arranjo simples e eficiente. O veludo da voz ainda está lá, embora já sem o viço de tempos idos. Mas o que contagia são a levada e o alto astral da música. "A felicidade está junto de mim", reitera Melodia ao fim do fonograma, entre improvisos com os vocalistas da faixa. Infelizmente, o Negro Gato teve pouco tempo para vivenciar o momento feliz, de bem com a vida. Diagnosticado em julho de 2016, um câncer na medula óssea se agravou em 2017 e tirou Melodia de cena no ano passado, aos 66 anos. A partir de hoje, Felicidade agora se integra postumamente e oficialmente a um cancioneiro singular que ficou como testamento do talento do grande cantor e compositor.

Phil Collins emociona e põe público para dançar no Maracanã

sex, 23/02/2018 - 00:50

Grandes sucessos da carreira solo do cantor e hits do Genesis animaram a plateia de pouco mais de 40 mil pessoas. Phil Collins nos primeiros momentos da apresentação. Marcos Serra Lima Sejamos francos: nos últimos 40 anos, poucos artistas souberam correr para a galera tão bem quanto Phil Collins. Sua sensibilidade para criar canções pop que caem no gosto do grande público já é mais que conhecida. Seu desdém em relação à crítica – bastante severa com os momentos mais carregados de glicose de sua obra –, também é bem registrado. Postura que seu público costuma seguir. Isso ficou bem claro quando, às 21h29 desta quinta-feira (22), o eterno baterista/vocalista do Genesis pisou no palco do Maracanã para o primeiro show de sua turnê no Brasil – terra na qual não colocava os pés desde o longínquo 1977, época em que ainda caminhava no intrincado terreno progressivo. Público se emocionou com a apresentação Marcos Serra Lima E Collins jogou para ganhar. Logo de cara entregou "Against all odds (Take a look at me now)", canção feita sob encomenda para a trilha do filme de Taylor Hackford, "Paixões violentas", de 1985. Os acordes inicias de piano fazem com que as 40 mil pessoas pulem na palma da mão do cantor de forma imediata. Essa impressão acaba reforçada logo em seguida quando "Another day in paradise" é apresentada. A canção do álbum "...But seriously", de 1989, teve o refrão cantado com força pelo público, já familiarizado com a letra que trata de pessoas que não têm onde morar - e que, à época de seu lançamento, se transformou em uma dor de cabeça para o cantor. Muitos consideraram uma atitude hipócrita o fato de um astro milionário da música tentar se colocar no lugar de uma pessoa sem teto. Por conta dos problemas de locomoção, Collins permanece sentado ao longo do show. Marcos Serra Lima Antes de falar sobre o restante da apresentação, cabe uma explicação. Desde que lesionou uma das vértebras do pescoço durante a última turnê do Genesis, em 2009, Collins tem grande dificuldade para andar – desloca-se com o auxílio de uma bengala e, em vários momentos da apresentação, suas expressões denotam considerável dor física. Por conta do incidente, ele perdeu parte da sensibilidade das mãos. Desde então, não pode mais tocar piano e – talvez o maior prejuízo – precisou se afastar da bateria, seu instrumento de formação. O baixista Leland Sklar é um dos fiéis escudeiros de Collins. Marcos Serra Lima Por todos esses fatores, Collins permanece sentado durante todo o tempo do show em uma cadeira. Isso não impede que ele interaja com o público em conversas muito breves e divertidas – "Obrigado. Boa noite. Esse é todo o português que eu sei", ele disse logo assim que entrou no palco – e com sua banda, composta por velhos escudeiros, como o baixista Leland Sklar, o guitarrista Daryl Stuermer e o trompetista Harry Kim. O guitarrista Daryl Stuermer é antigo colaborador de Collins. Marcos Serra Lima O novato do grupo é Nic, filho de Collins. Com apenas 16 anos, ele demonstra desenvoltura na bateria. Algumas das canções mais populares do Genesis não poderiam ficar de fora. A apresentação de hits da banda começa com "Throwing it all away", sétima faixa do álbum "Invisible touch", de 1986 – do ponto de vista comercial, o mais bem sucedido do grupo. Logo em seguida, foi a vez de "Follow you, follow me", nona canção de "...And then there were three...", de 1978. Durante sua execução, várias imagens de shows e clipes do Genesis foram apresentadas nos telões do palco. Ao olhar para a plateia, era possível notar antigos fãs da banda emocionados ao verem registros antigos de Collins, Mike Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Peter Gabriel. Foi a saída deste último, em 1974, logo depois da turnê do álbum "The lamb lies down on Broadway", que catapultou Collins do posto de baterista – posição que ocupava desde 1971, quando entrou na banda como baterista durante as gravações de "The nursery crime" – para a função de vocalista. Público fez menção a "You'll be in my heart", mas canção, que garantiu ao cantor um Oscar pela trilha do desenho "Tarzan", não fez parte do setlist. Marcos Serra Lima Pista de dança Seguiram-se "Separate lives", em dueto com Bridget Bryant, e "Something happened on the way to heaven", com a tradicional presença dos metais. Ela transformou o Maracanã em uma gigantesca pista de dança. Chega, enfim, um dos momentos mais aguardados do show. A sequência repetida de uma bateria eletrônica e as luzes reduzidas no palco anunciam que, enfim, é a hora de "In the air tonight". Canção mais emblemática de "Face value", primeiro álbum solo de Collins, de 1981, a composição de atmosfera e letra sombria já deu margem a várias interpretações sobre possíveis assassinatos e crimes. Todas foram negadas pelo cantor que, durante o processo de criação da música, apenas externava a dor que sentia pelo fim de seu primeiro casamento. Phil Collins à frente de sua banda. Marcos Serra Lima O público acompanha com atenção a execução da primeira parte e, depois da marcante virada de bateria no meio da canção, começa a pular e gritar o refrão até o fim marcado pelo andamento acelarado e os gritos mais agudos de Collins. Do peso para a leveza. Fã confesso da soul music dos álbuns da Motown, o cantor emenda "You can't hurry love", das Supremes, e "Dance into the light", canção mais conhecida do álbum homônimo – um dos menos inspirados de Collins –, lançado em 1996. Público de 40 mil pessoas cantou boa parte das canções. Marcos Serra Lima O Genesis é visitado mais uma vez – agora com "Invisible touch", canção lançada em 1986 e talvez o maior hit da banda, àquela altura já um grupo pop-rock que havia deixado definitivamente para trás o hermetismo e a complexidade do rock progressivo no qual havia mergulhado ao longo da década de 1970. "Easy lover" – na versão original, uma parceria com o vocalista do Earth, Wind & Fire, Philip Bailey – se transformou em uma grande sessão de catarse coletiva e foi seguida por "Sussudio". Esta última, graças a uma colorida explosão de confetes e serpentinas vindas do palco, ganhou improvável sabor carnavalesco. O que não deixa de ser coerente, uma vez que, olhando-se para trás, é possível ver que o reinado de Momo ainda está ali na esquina. Uma breve pausa antecedeu o bis, que veio com "Take me home", tradicional encerramento dos shows de Collins. Ele deixou o palco logo em seguida – com visível dificuldades para caminhar, mas ainda senhor absoluto de sua longa lista de sucessos.

Duo paraibano de música eletrônica lança EP produzido e gravado em um único dia

qui, 22/02/2018 - 18:06

Disco lançado hoje pelo D_M_G, duo paraibano de música eletrônica formado em 2014 em João Pessoa (PB) pelos músicos Daniel Jesi e Rieg Rodig, o EP H.I.D. se diferencia pelo fato de ter sido produzido e gravado ao longo de 24 horas. Até a capa, assinada pelo ilustrador J. Caetano Júnior, foi criada durante a única e extensa sessão de gravação feita no estúdio da empresa BBS Crew, na cidade natal do duo. Quatro das cinco músicas do EP – AfroPad, Cuba, Exotic e Urban destroyer – foram montadas e gravadas ao vivo na longa sessão iniciada ontem, 21 de fevereiro, e concluída hoje. Jesi e Rodig pilotam sintetizadores, samplers, MPC e teclados no disco feito com produção musical do próprio duo D_M_G com Alberto de Araújo. A única música previamente gravada, Ghosting, foi lançada pelo D_M_G há quatro anos na coletânea Music from Paraíba – Brazil – Vol. 2 (2014). Capa do EP "H.I.D.", do D_M_G Arte J. Caetano Júnior O título do disco, H.I.D., é a sigla em inglês que significa human interface device, cuja tradução em português é dispositivo de interface humana. Ou seja, H.I.D. são dispositivos de entrada e saída de dados que permitem que seres humanos controlem e recebam respostas de máquinas computacionais.

Trio adolescente BFF Girls faz 'cover' de sucesso da dupla Anavitória em single

qui, 22/02/2018 - 16:43

Adolescentes que participaram da primeira edição do programa The voice Brasil – Kids, exibida pela TV Globo em 2016, a goiana Bia Torres (12 anos), a paulistana Giulia Nassa (14 anos) e a gaúcha Laura Schadeck (14 anos) são as integrantes do trio teen BFF Girls. Grupo apresentado em janeiro deste ano de 2018, com a intenção empresarial de conquistar o público adolescente feminino, BBF Girls lança esta semana single com cover de Trevo (Tu), canção composta por Ana Caetano em parceria com Tiago Iorc que se tornou um dos maiores sucessos de Anavitória na gravação lançada em 2016 pela dupla com a participação de Iorc. BFF é a sigla, em inglês, da expressão best friends forever – melhores amigas para sempre, em bom português. BFF é também o nome da primeira música lançada pelo trio, em janeiro, já com o suporte da Sony Music, gravadora multinacional que aposta no sucesso mercadológico do projeto musical adolescente. Tal como a música BFF, o cover de Trevo (Tu) tem produção assinada por Umberto Tavares, compositor e produtor presente nas fichas técnicas de discos de Anitta e Ludmilla, entre outras estrelas do funk de cepa pop.

Geraldo Azevedo reforça elenco de álbum em que Casuarina recebe Criolo e Martinho

qui, 22/02/2018 - 15:28

Geraldo Azevedo com o grupo Casuarina em estúdio Clara Nascimento Geraldo Azevedo é mais um nome confirmado no elenco do álbum que está sendo gravado pelo grupo carioca Casuarina na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ). O cantor e compositor pernambucano figura na música inédita intitulada Embira. Ciente de que o álbum + 100 é trabalho decisivo na carreira do grupo, por ser o primeiro gravado após a saída do vocalista e frontman João Cavalcanti, o Casuarina vem se cercando de convidados estelares no disco que será lançado pela gravadora Biscoito Fino em meados deste ano de 2018. O cantor fluminense Martinho da Vila pôs voz no inédito samba Tempo bom (Ivor Lancellotti e Roque Ferreira). Já o rapper paulistano Criolo é o convidado Quero mais um samba (Rogério Bicudo e Raul Sampaio). Com título alusivo ao fato de o samba já estar no segundo século de vida, o álbum + 100 já gerou, em dezembro de 2017, single com o samba Eta lelê (Serginho Meriti e Claudemir).

Cantora paraibana Gabriella Grisi é indicada para prêmio de música independente em Nova York

qui, 22/02/2018 - 09:20

Artista é uma das cinco brasileiras na lista de indicados e concorre na categoria EP - World Music, com o disco "Cravo e Canela", lançado em 2016. Gabriella Grisi Vilmar Costa/Divulgação A cantora Gabriella Grisi foi indicada ao prêmio Independent Music Awards (IMA), que acontece anualmente em Nova York, nos Estados Unidos, na categoria EP, com o disco “Cravo e Canela”, lançado em 2016. A premiação acontece no dia 31 de março e a cantora é a única paraibana entre os cinco artistas brasileiros indicados ao prêmio. Veja lista de artistas indicados no 16º Independent Music Awards Saiba mais sobre música na Paraíba Reveja todos os episódios do programa Som Nascente De acordo com Gabriella, a lista de indicados foi divulgada no dia 13 de fevereiro, mas ela só ficou sabendo que estava entre os nomes na terça-feira (20). “Eu me inscrevi no prêmio em dezembro, mas como é muito concorrido, nem imaginava que estaria no resultado. Acontece que saiu a lista, me mandaram e-mails informando e eu não cheguei a ver. Foi só então que sete dias depois os organizadores entraram em contato comigo pelas redes sociais para comunicar a indicação”, disse a cantora. A indicação é para a categoria EP, na subcategoria World Music. Além de Gabriella, concorrem nesta modalidade três artistas, da República Dominicana, da Rússia e da Argentina. Gabriella Grisi abriu uma campanha de financiamento coletivo na internet para ajudar no custo de passagem e hospedagem para representar a Paraíba e o Brasil na cerimônia de premiação, que acontece no Lincoln Center, em Nova York. Além do financiamento, a artista também faz um show, junto com outros cantores, como Tony Leon, Renan Uchôa, Os Gonzagas, Fuba, Gabriella Villar e Trio Baobá, cujos ingressos vão ser destinados a ajudar na viagem. A apresentação, na modalidade jam session, acontece no Alohai, no Jardim Oceania, em João Pessoa, no dia 1º de março. Os ingressos custam R$ 15. EP "Cravo e Canela", de Gabriella Grisi Arte/Luyse Costa/Divulgação Inspirado no livro de Jorge Amado, o EP “Cravo e Canela” surgiu depois de um show homônimo apresentado por Gabriella Grisi em 2013. O disco tem quatro músicas autorais, entre elas “A Flor do Sertão”, que foi gravada com a participação da cantora Lucy Alves. Gabriella Grisi é envolvida com a música desde criança. Influenciada pela avó, que tocava piano, e pelo pai, que cantava como hobby, a artista subiu aos palcos pela primeira vez aos nove anos, para fazer um dueto com o cantor Benito Di Paula. A primeira composição da artista surgiu aos 16 anos, quando uma professora sugeriu que ela escrevesse uma música como trabalho escolar, a música foi intitulada “Meninos do Brasil”. Além de cantar, Gabriella também toca violão, piano, guitarra, escaleta e flauta doce.

Com Senise e Peranzzetta, Wanda Sá canta Tom & Vinicius entre o drama e a leveza

qui, 22/02/2018 - 09:00

Justiça seja feita: Wanda Sá bem que tentou renovar o próprio repertório com o álbum Cá entre nós (2016), lançado há dois anos com músicas menos ouvidas de compositores associados à mesma Bossa Nova à qual a voz da cantora está ligada desde 1964. Contudo, a indústria fonográfica e o mercado de shows são mais receptivos a projetos calcados em sucessos, a tributos como o recém-lançado álbum A música de Tom e Vinicius (Biscoito Fino). Como o título já explicita, trata-se de disco de repertório dedicado à fundamental parceria de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), compositores que criaram obra que nortearam a bossa já sexagenária, mas sempre nova. Não se trata de álbum solo de uma cantora, mas de um disco de trio que junta uma intérprete solista – Wanda, claro – a dois extraordinários músicos, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. Pianista, Peranzzetta é o autor dos arranjos que trazem a maioria das 11 músicas do álbum para atmosfera mais íntima, noturna, às vezes jazzy. Basta ouvir a gravação de Janelas abertas (1958) para perceber o clima de boa parte do disco produzido por Regina Oreiro. É nesse ambiente metaforicamente esfumaçado que o trio traz o samba O grande amor (1960) para o escurinho de uma boate e que Wanda dá voz a canções clássicas como Eu não existo sem você (1958), música lançada de forma magistral há 60 anos na voz precisa de Elizeth Cardoso (1920 – 1990), divina cantora de mais técnica do que bossa. A questão é, por vezes, é que falta densidade à intérprete para encarar todo o drama de letras como a da fatalista O que tinha de ser (1959), música mais talhada para cantoras teatrais como Maria Bethânia. Porque Vinicius era poeta que versava magistralmente sobre a arte do desencontro. Capa do álbum 'A música de Tom e Vinicius', de Wanda Sá, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise René Machado A bossa é música de natureza essencialmente ensolarada. Só que, por vezes, os versos do poeta eram nublados. Tanto que o momento mais ousado do álbum A música de Tom e Vinicius é o registro de Garota de Ipanema (1962). Na contramão da ginga que normalmente norteia o samba cheio de graça, o arranjo de Peranzzetta evidencia melancolia que, sim, está na letra, por mais que quase ninguém perceba por conta da bossa da melodia e do ritmo aliciante. Quando a voz de Wanda Sá entra a partir dos versos "Ah, por que estou tão sozinho? / Ah, por que tudo é tão triste?", tudo faz um sentido inusual em Garota de Ipanema em gravação na qual a cantora experimenta até novas divisões. E, verdade seja dita, o registro acariciante da voz de Wanda valoriza o disco, alcançando momentos sedutores nas interpretações das canções Amor em paz (1960) – destaque do álbum ao lado de Garota de Ipanema – e É preciso dizer adeus (1958), título menos ouvido e abordado da parceria de Tom & Vinicius. De todo modo, é fato que Wanda traduz mais a essência da bossa nova quando canta com leveza. Veículo para a exposição do sopro arejado do sax soprano de Senise, Brigas nuncas mais (1959) sobressai no disco por conta dessa leveza tão carioca e, ao mesmo tempo, tão universal. Senise, aliás, faz a festa no toque serelepe do piccolo (instrumento da dinastia da flauta) que dá o tom alegre de Frevo (1959). Além de conduzir com maestria o toque do piano nas composições mais densas, Peranzzetta consegue a proeza de criar arranjos que, por vezes, parecem renovar as músicas, caso do arranjo de Canta, canta mais (1959), faixa que fecha disco enobrecido pela fina sintonia entre os músicos de banda que, além dos coprotagonistas Senise e Peranzzetta, inclui o baterista João Cortez (bateria), Nelson Faria (guitarra) e Zeca Assumpção (baixo). Tal entrosamento é perceptível no registro instrumental de Por toda minha vida (1959). Enfim, há quem questione – com certa razão – a necessidade se fazer mais um disco com músicas já tão gravadas como Se todos fossem iguais a você (1956). Por outro lado, há também quem argumente – com a mesma dose de razão – que sempre haverá a necessidade de se cantar mais e mais uma obra eterna como a construída por Antonio Carlos Jobim em parceria com Vinicius de Moraes. Entre o drama e a leveza, o álbum A música de Tom e Vinicius dá razão aos dois lados. (Cotação: * * * 1/2)

Recesso dos Racionais MC's indica que o grupo talvez saiba que perdeu relevância

qua, 21/02/2018 - 18:06

Nada nem ninguém tira ou ameniza a importância que o grupo paulistano de rap Racionais MC's teve no desenvolvimento da cena de hip hop do Brasil. Se o rap nacional hoje tem voz ativa no mercado musical e nos guetos, fazendo a cabeça dos manos com discurso contra a opressão social, muito se deve a Edi Rock, Ice Blue, KL Jay e Mano Brown, nomes fundamentais para a construção da identidade do hip hop brasileiro. Contudo, o tempo nunca espera por ninguém. Outros rappers, como Criolo e Emicida, e mais recentemente Rincon Sapiência e Baco Exu do Blues, foram renovando o hip hop nacional e ampliando o público, indo além dos guetos, mas sem deixar de valorizar esses guetos tanto na música quanto na atitude. O anúncio de que o quarteto decidiu em dezembro entrar em recesso por tempo indeterminado – decisão somente agora revelada por KL Jay em entrevista à revista Rolling Stone – sinaliza que talvez o próprio grupo perceba que perdeu a importância de outrora e precisa se reciclar para se tornar novamente relevante. Lançado há quatro anos, o autorreferente sexto disco de músicas inéditas do Racionais MC's, Cores & valores (2014), causou mais impacto pela capa do que pelo repertório em si, frustrando quem havia esperado doze anos por um álbum de estúdio do grupo. A questão é que, para Edi Rock, Ice Blue, KL Jay e Mano Brown, talvez seja mais interessante atualmente focar em projetos paralelos do que trabalhar em novo álbum dos Racionais MC's. Até porque o grupo – em foto de Klaus Mitteldorf – é refém do próprio glorioso passado. Em cena há 20 anos, tendo sido formado em 1988 na cidade de São Paulo (SP), o grupo deu voz ao gueto através de álbuns emblemáticos como Sobrevivendo no inferno (1997). É difícil superar um disco referencial como esse. Aliada ao interesse dos integrantes pela experimentação individual de outros sons e ritmos, essa dificuldade motiva o recesso, que talvez seja mesmo o caminho mais indicado por ora. Até para o quarteto voltar – quando voltar e se voltar – com fôlego renovado para honrar o histórico de um grupo fundamental na história da música popular do Brasil.

Racionais MC's vão dar pausa na carreira por tempo indeterminado, diz KL Jay a revista

qua, 21/02/2018 - 15:47

Músico disse que a banda está vai interromper atividades no palco e no estúdio sem previsão de retorno, em entrevista à revista 'Rolling Stone Brasil'. Racionais MCs Divulgação Os Racionais MC's estão em uma pausa na carreira sem previsão de retorno, disse KL Jay, DJ do grupo, em entrevista à revista "Rolling Stone Brasil", publicada nesta quarta-feira (21). O último álbum de estúdio do quarteto de rap de SP foi "Cores & Valores", lançado em 2014, o quarto disco dos Racionais. Os membros agora vão de dedicar às suas carreiras solo e projetos paralelos. Um dos compromissos é o show do vocalista Mano Brown no festival Lollapalooza SP. Ele se apresenta no sábado, dia 24, segundo dos três dias do evento (veja a programação completa). “O Racionais está de férias coletivas por tempo indeterminado. De show também, inclusive de shows. É muito peso. Racionais é uma carga muito forte, né? Se continuar fazendo show [a gente] fica louco. Os quatro, fica tudo louco. Trabalhamos muito no ano passado. Tipo, muito mesmo. Isso tudo cansa, cansa espiritualmente", disse o DJ à revista.

Após testar 'Fórmula do amor', Paula Toller aposta em 'Céu azul', música de Chorão

qua, 21/02/2018 - 14:33

Três meses após lançar single com remake do sucesso radiofônico A fórmula do amor (Leoni e Leo Jaime, 1985), Paula Toller apresenta esta semana o segundo single do projeto Como eu quero! – show com o qual está em turnê pelo Brasil deste outubro de 2017 em cronograma que inclui gravação, com produção de Liminha, para gerar DVD previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano 2018. Nas plataformas digitais a partir da próxima sexta-feira, 23 de fevereiro, o segundo single do projeto da cantora e compositora carioca traz regravação de Céu azul (Chorão e Thiago Castanho, 2011), música mais melodiosa do repertório da extinta banda paulista Charlie Brown Jr. que curiosamente também gerou single da cantora paulista Ana Gabriela, lançado em 19 de janeiro. Paula Toller descortina Céu azul com o apelo pop que caracteriza o trabalho da vocalista do desativado grupo Kid Abelha. O single chega ao mercado fonográfico pela gravadora Universal Music.

Trio de rap 3030 lança em março 'Alquimia', álbum gravado com Emicida e MV Bill

qua, 21/02/2018 - 09:05

O álbum Alquimia, do grupo de rap 3030, chega ao mercado fonográfico a partir de 2 de março com capa que expõe Bruno Chelles, LK e Rod em foto de Daryan Dornelles. O lançamento do álbum é o passo mais ousado na trajetória iniciada pelo trio no município baiano de Arraial d'Ajuda (BA), mas pavimentada efetivamente na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde o trio se radicou na comunidade do Vidigal. Com participações dos rappers Emicida (em Febre da mudança) e MV Bill (em A verdade tem que ser dita), o álbum Alquimia já teve dois singles lançados, Meu Deus (em 2017) e Desde o início, este gravado com a adesão do rapper Rodrigo Cartier e apresentado já neste ano de 2018. A partir de amanhã, 22 de fevereiro, o trio 3030 disponibiliza mais uma faixa do disco, Reis e tronos, produzida por LK. Com 13 músicas, o álbum Alquimia também tem a participação do maestro Arthur Verocai. O disco será lançado pelo selo Novo Egito, criado pelo próprio 3030 e cujo elenco inclui o já mencionado rapper Rodrigo Cartier. A discografia do trio já inclui a mixtape Universo adverso (2010) e os EPs De volta ao início (2011) e A iniciação do alquimista (2017), além dos álbuns Quinta dimensão (2012), Entre a carne e a alma (2015) e Acústico 3030 (2016).

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