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Confira as principais notícias sobre música: shows, festivais, premiações e eventos musicais de bandas e cantores do Brasil e do mundo.
Atualizado: 27 minutos atrás

Tulipa Ruiz grava música dos Mutantes com MC Carol para trilha sonora de filme

qua, 21/02/2018 - 08:09

MC Carol e Tulipa Ruiz com os produtores Fabio Góes e Duda e com o cineasta Luiz Pinheiro Reprodução / Instagram Uma das poucas músicas realmente boas da parceria de Rita Lee com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, Top top (1971) volta à cena em gravação feita pela cantora paulistana Tulipa Ruiz em dueto com a funkeira fluminense MC Carol. A gravação foi feita no dia 8 deste mês de fevereiro de 2018 para a trilha sonora do ainda inédito filme Mulheres alteradas, do cineasta Luis Pinheiro. Fabio Góes e Duda assinam a produção da gravação. Música lançada pelos Mutantes no quarto álbum do grupo, Jardim elétrico (1971), Top top ganhou 30 anos mais tarde a voz de Cássia Eller (1962 – 2001) em gravação feita para o Acústico MTV da cantora. Existem também gravações de Top top com os grupos Roupa Nova e Celebrare, lançadas em 1984 e em 1997, respectivamente. MC Carol e Tulipa Ruiz no estúdio Reprodução / Instagram

Cantora Beth Carvalho cancela show no Teatro Polytheama em Jundiaí

qua, 21/02/2018 - 06:57

Produtora informou que artista cancelou apresentação no próximo domingo (25) por problemas de saúde. Dinheiro do ingresso pode ser ressarcido na bilheteria. Beth Carvalho cancelou show em Jundiaí por motivos de saúde Washington Possato/Arquivo Pessoal A cantora Beth Carvalho cancelou o show agendado para o próximo domingo (25), às 20h, no Teatro Polytheama, em Jundiaí (SP). Segundo a produtora da artista, a apresentação foi cancelada por motivos de saúde de Beth. A produção não deu mais detalhes. Quem comprou ingressos no teatro, a orientação da produtora é que o ressarcimento seja requerido na bilheteria a partir desta quarta-feira (21). Já para aqueles que adquiriram os ingressos pelo site da Ingresso Rápido, a orientação é seguir as instruções que constam no link. Em nota, a produtora e o Departamento de Teatros da Unidade de Gestão de Cultura pediram desculpas pelos transtornos e estimaram as melhoras na recuperação da cantora, esperando também poder realizar o show em breve. Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí

Eis a capa de 'Incendeia', álbum autoral de inéditas que Caio Prado lança em março

ter, 20/02/2018 - 19:07

Esta é a capa de Incendeia, álbum que o cantor e compositor carioca Caio Prado vai lançar em 2 de março, em edição da Maianga Discos. Com design assinado pelo Estúdio Mezanino, a capa expõe o artista em foto de Rafo Coelho, diretor de arte do álbum que chegará ao mercado fonográfico simultaneamente em edição digital e no formato de CD. Alê Siqueira assina a produção do disco. Precedido pelos singles É proibido estacionar na merda (Caio Prado) e Mera (Caio Prado), duas das nove músicas autorais de repertório completado com regravação de Zera a reza (Caetano Veloso, 2000), o álbum Incendeia é o segundo de Caio Prado e sucede Variável eloquente (2014) na discografia do artista. Eis, na disposição do disco, as dez músicas que compõem o repertório de Incendeia: 1. Turbilhão (Caio Prado) 2. Pífio (Caio Prado) 3. É proibido estacionar na merda (Caio Prado) 4. O mesmo e o outro (Caio Prado) 5. Mera (Caio Prado) 6. Personagem entojado (Caio Prado) 7. Xeque mate (Caio Prado) 8. Incendeia (Caio Prado) 9. Nossa sorte (Caio Prado) 10. Zero a reza (Caetano Veloso, 2000)

Anemia melódica esvazia o recheio de 'Taurina', apesar da farta poesia de Anelis

ter, 20/02/2018 - 17:53

Anelis Assumpção é filha de Itamar Assumpção (1949 – 2003) e sempre honrou o sobrenome do pai sem se escorar na nobre dinastia, trilhando caminho próprio. Disponível em edição digital e nos formatos de CD e LP, o álbum Taurina (Scubibu Music) é o passo mais recente e mais titubeante de trajetória individual pavimentada pela cantora e compositora paulistana desde 2011, ano em que apresentou o primeiro álbum solo, Sou suspeita Estou sujeita Não sou santa. Produzido por Beto Villares e coproduzido por Zé Nigro, sob direção artística da própria Anelis Assumpção, Taurina chega ao mercado fonográfico quatro anos após Anelis Assumpção & Os Amigos Imaginários (2014), versando sobre a gula e a comida como fonte de arte, prazer e (dis)sabores. Contudo, o título também alude ao sentido metafórico da palavra taurina, no caso com o significado de vaca, nome tão sagrado quanto profano, dependendo do sentido a ele atribuído. A associação da vaca de divinas tetas com a mulher é traduzida pela imagem que salta aos olhos na capa do álbum, com exposição de pintura de Camile Sproesser. Capa do álbum 'Taurina', de Anelis Assumpção Pintura de Camile Sproesser Em que pese a fartura poética das letras de Anelis, dona de versos que jorram livres, ora cantados ora recitados como corpos estranhos inseridos no início ou no fim das faixas, como no reggae Paint it my dreams (Anelis Assumpção), a anemia melódica da inédita safra autoral esvazia o recheio de Taurina. Essa equação mal-resolvida entre letras e melodias é recorrente no disco em músicas como Mortal à toa, parceria de Anelis com a (superestimada) compositora Ava Rocha. Com toque de dub e dos agudos sobressalentes de Tulipa Ruiz, convidada da faixa ao lado da própria Ava e de Liniker Barros, Mortal à toa é música insossa que jamais realça o sabor da poesia que escorre urgente, incontida, vertiginosa, como o sangue que condimenta os versos de Mergulho interior (Anelis Assumpção), faixa de síncopes súbitas. O próprio João Donato – parceiro de Anelis em Escalafobética, música de rimas próprias gravadas com a adição da voz de Thalma de Freitas – se mostra sem fôlego melódico e rítmico para acompanhar a cadência dos versos. Anelis Assumpção Divulgação / Caroline Bittencourt Repleto de vozes e ruídos cotidianos, como já sinalizara o single Segunda à sexta (Anelis Assumpção), Taurina é álbum de poesia ágil como o ritmo de Chá de jasmim (Anelis Assumpção e Serena Assumpção) que evoca a receita de um choro, evidenciando a pulsação forte do baixo tocado por MAU. Música gravada com o registro da voz do filho da artista (Benedito) ao fim da faixa, Pastel de vento (Anelis Assumpção) se ressente da falta de recheio que enfraquece álbum em que a cantora-poeta se permite questionamentos em Gosto Serena (Anelis Assumpção) sempre com os versos no ponto. No samba Caroço, composto por Anelis em parceria com o baiano Russo Passapusso, falta tempero e pimenta à gravação cool. O samba pode crescer quando ganhar calor e chegar ao ponto ideal de fervura em prováveis registros futuros. Dentro do terreirão do samba, Amor de vidro – outra composição de Anelis com Russo Passapusso, esta feita com a adesão de Saulo Duarte – merece menção honrosa por se impor como uma das melhores músicas da safra esmaecida. Na primeira parte, Anelis canta Amor de vidro como se fosse estilhaçar o samba. Quando a letra começa a ser repetida, na segunda metade da faixa, entra um acompanhamento mais perto do formato tradicional do samba, com direito ao toque do cavaco de Lelena Anhaia, voz presente no coro. Anelis Assumpção Divulgação / Caroline Bittencourt Ainda no quintal particular de Anelis, Água é samba que ganha registro de tom seco, encorpado com guitarras e com baticum inusual que evidencia o toque da kalimba manuesada por Décio Gioielli. Água é samba da fonte rica de Rodrigo Campos, compositor paulistano que assina o tema em parceria com Anelis. No fim do disco, quem vai na própria fonte é Anelis, se banhando na praia do reggae ao seguir Receita rápida (Itamar Assumpção e Vera Lúcia Motta, 1996) com propriedade, honrando tanto o nome quanto o sobrenome. Até porque, como diz versos da letra, "quem é farinha no bolo não sola". (Cotação: * * 1/2)

Banda de reggae Maneva anuncia registro ao vivo de show acústico em São Paulo

ter, 20/02/2018 - 14:24

Embora o funk e a música sertaneja sejam os gêneros musicais com maior visibilidade atualmente no universo musical do Brasil, o reggae continua com público fiel que permanece alheio aos ritmos do momento. É nessa cena e para esse público que atua a Maneva, banda de reggae que surgiu em 2005 na cidade de São Paulo (SP). Em atividade há 13 anos, o quinteto anunciou hoje, 20 de fevereiro de 2018, o registro audiovisual de show acústico para dar origem a um DVD, o quarto da videografia do grupo paulistano. A gravação ao vivo está programada para 2 de junho em show que será feito por Maneva na Casa do Lago, em São Bernardo do Campo (SP). O DVD acústico sucederá outro registro audiovisual de show, Maneva ao vivo em São Paulo (2017), lançado no ano passado por Tales de Polli (voz e guitarra), Diego Andrade (percussão e vocal), Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo) e Fábio Araújo (bateria) com turnê nacional que passou por 160 cidades de 19 estados do Brasil.

Banda Vieira lança EP 'Parahyba Vive', gravado em São Paulo após vencer concurso nacional

ter, 20/02/2018 - 12:40

Com cinco faixas, disco é o segundo trabalho da banda pessoense e nome homenageia a cidade de João Pessoa. A banda pessoense Vieira lançou nesta terça-feira (20) o EP “Parahyba Vive”, gravado em São Paulo após a banda vencer um concurso nacional de bandas universitárias. O disco é o segundo da banda, que tem também o EP “Comercial Sul”, de 2015. O show de lançamento do novo trabalho do Vieira vai ser no dia 9 de março, na Vila do Porto, no Centro Histórico. Ouça acima. Banda Vieira Marcelo Rodrigues/Divulgação Com cinco faixas, o “Parahyba Vive” reúne retalhos e recortes de experiências vividas pelos integrantes da banda na capital paraibana, além de homenagear o antigo nome de João Pessoa. Segundo o grupo, as canções abordam de forma lúdica essas vivências e são compostas com a intenção de transmitir a sinceridade que o ambiente passa para os compositores. Atualmente, a Vieira é formada pelos músicos Arthur Vieira (voz e guitarra), Pedro Chico (guitarra e voz), Marcus Menezes (bateria) e Daniel Jesi (baixo). O EP também está disponível em plataforma de streaming de áudio e nas redes sociais da banda. O disco foi gravado em agosto de 2017, por Rodrigo Funai Costa e Alejandra Luciani, no Red Bull Studios, em São Paulo. O álbum foi mixado por Rodrigo Funai Costa e masterizado por Maurício Gargel. A arte da capa é assinada por Daniel Vincent e a produção executiva da banda é da Toroh Música&Cultura. Capa do álbum "Parahyba Vive", da banda Vieira Arte/Daniel Vincent/Divulgação

Álbum lançado por Tom Zé em 1972 ganha edição em LP com a capa original

ter, 20/02/2018 - 07:59

Os telespectadores que acompanharam a novela Velho Chico (TV Globo, 2016) ouviram diversas vezes a música Senhor cidadão, composta por Tom Zé e gravada pelo artista baiano com a récita do poema Cidade city cité na voz do autor dos versos concretistas, Augusto de Campos. Senhor cidadão reverberou na trilha sonora da novela, selecionada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, através da gravação original feita pelo cantor e compositor em 1972 para o álbum Se o caso é chorar, lançado há 46 anos pela extinta gravadora Continental. Disco em que o artista apresentou músicas como Frevo (Pecadinho) (Tom Zé e Tuzé de Abreu, 1972) e Menina amanhã de amanhã (Tom Zé e Perna), regravadas nos anos 2000 pelas cantoras Márcia Castro e Mônica Salmaso, o álbum Se o caso é chorar ganha edição em LP na série Clássicos em vinil, da Polysom. A edição restaura a capa original do álbum, criada sem o título Se o caso é chorar, grafado somente na contracapa do LP de 1972, embora reedições posteriores tenham reapresentado o disco com o título exposto na capa.

Zeca tem vida levada para o cinema na onda de filmes sobre astros da música

seg, 19/02/2018 - 20:09

Depois de gerar musical de teatro, a vida de Zeca Pagodinho está sendo levada para o cinema. Já está em fase de pré-produção um filme de ficção sobre a vida do cantor, compositor e músico carioca – um dos bambas da geração de sambistas projetados na década de 1980. Pagodinho – em foto de Guto Costa – avaliza o projeto. A iniciativa – quase simultânea com os anúncios de que as vidas de Rita Lee e Roberto Carlos também estão sendo roteirizadas para dar origem a dois longa-metragens sobre as trajetórias desses artistas – sinaliza onda de cinebiografias ficcionais de estrelas da música brasileira. Trata-se de efeito provável dos sucessos de bilheteria obtidos pelos filmes Elis (2016) e Tim Maia (2014). Parece que, como o filão já dá sinais de exaustão na área teatral, a ordem é levar a vida de cantores para o cinema. E por falar na onda, o filme sobre a vida de Erasmo Carlos tem estreia programada para este ano de 2018.

Grupo Fresno anuncia 'nova fase' com o lançamento do single 'Natureza caos'

seg, 19/02/2018 - 19:38

Capa do single 'Natureza caos', do grupo Fresno Divulgação A caminho dos 20 anos de vida, a serem festejados em 2019, o grupo gaúcho Fresno anuncia o que caracteriza como "nova fase" com o lançamento do single Natureza caos. O single chega às plataformas digitais em 2 de março, sendo seguido por turnê nacional também intitulada Natureza caos e programada para estrear em 4 de março em São Paulo no Buzina Experience Festival. Fundado em dezembro de 1999, na cidade de Porto Alegre (RS), o grupo Fresno já passou por diversas formações, sendo desde 2013 um quarteto integrado por Lucas Silveira (voz e guitarra) e Gustavo Mantovani (guitarra) – remanescentes da formação original da banda – com Mario Camelo (teclados) e Thiago Guerra (bateria). O último álbum do Fresno, A sinfonia de tudo que há (Edição independente, 2013), foi lançado há dois anos.

Grupo 5 a Seco apresenta a capa do segundo álbum de estúdio, 'Síntese'

seg, 19/02/2018 - 16:19

Grupo 5 a Seco Divulgação Com capa criada por Anna Turra a partir de foto de Dani Gurgel, o segundo álbum de estúdio do grupo paulistano 5 a Seco, Síntese, chega ao mercado fonográfico na próxima sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018. Capa do álbum 'Síntese', do grupo 5 a Seco Divulgação No disco, gravado no estúdio Gargolândia (SP) e previsto inicialmente para ter sido lançado em 2017, Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni dão vozes a músicas como Ventos de Netuno (Pedro Altério e Pedro Viáfora), já previamente apresentada pelo grupo. O último álbum do quinteto, Policromo (2014), saiu há quatro anos. A discografia do grupo, que está em cena desde 2009, foi iniciada em 2012 com registro ao vivo de show captado no Auditório Ibirapuera, na cidade natal do 5 a Seco, São Paulo (SP).

Encontro de Bethânia e Zeca no palco segue tendência dos shows gregários

seg, 19/02/2018 - 08:19

Como o mercado de shows no Brasil continua refratário, em virtude do dinheiro mais escasso e também dos altos preços cobrados pelos ingressos, uma das saídas para driblar a crise (inclusive a de interesse do público) tem sido a criação de espetáculos que promovem encontros inéditos de dois ou mais artistas em cena para motivar os admiradores desses artistas a vê-los juntos no palco. O vindouro show De Santo Amaro a Xerém, que reúne Maria Bethânia com Zeca Pagodinho, se enquadra nessa tendência gregária. A aproximação dos artistas aconteceu em 2016 durante a gravação ao vivo da terceira edição do projeto Quintal do Pagodinho. Como o título já explicita, o show traçará no roteiro um mapa musical que vai de Santo Amaro da Purificação (BA), cidade natal da intérprete baiana, ao município fluminense de Xerém (RJ), onde reside o carioca Zeca. Estão previstos alguns números em dueto. Já a turnê nacional, programada para acontecer entre abril e maio deste ano de 2018, seguirá rota que começa pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), indo depois para Olinda (PE), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

Ao desfilar na Mangueira, Beth Carvalho mostra que é campeã há 50 Carnavais

dom, 18/02/2018 - 15:37

Beth Carvalho de certa forma celebrou mais um campeonato ao reaparecer publicamente na noite de ontem, entronizada em carro alegórico apresentado pela Mangueira no desfile das escolas campeãs do Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro. Às voltas com problemas de saúde nos últimos dez anos, a cantora carioca se viu impedida de desfilar pela escola verde-e-rosa no desfile do domingo passado, 11 de fevereiro, como tinha sido acordado com o carnavalesco da escola, Leandro Vieira. Por isso mesmo, a aparição de Beth no desfile de sábado, 17 de fevereiro, teve ar de vitória para a artista, para os mangueirenses e até para o público de outras agremiações. Inclusive porque Beth – vista no desfile na foto de Marcos Serra Lima, do G1 – está festejando em 2018 exatos 50 anos de sucesso. A cantora já está em cena desde meados da década de 1960, tendo gravado o primeiro disco – um compacto simples – em 1965. Mas foi em 1968 que Beth foi realmente (re)conhecida pelo Brasil ao defender a canção Andança (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, 1968) na terceira edição do Festival Internacional da Canção (FIC). De lá para cá, Beth se tornou cantora referencial no universo do samba. A cantora que avalizou toda a geração de sambistas que projetou Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, entre outros bambas, após ter colaborado para popularizar o repertório de Cartola (1908 – 1980) a partir de 1976. Beth tem aparecido pouco, por conta dos problemas de saúde que limitam os movimentos da artista. Nem por isso deixa de ser campeã invicta há 50 Carnavais.

Censurado samba para Pixinguinha chega ao disco com Áurea Martins e Cristovão

dom, 18/02/2018 - 08:33

Meses após ter saído de cena, o genial compositor, músico e arranjador carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, foi saudado pelos compositores Antonio Valente, Elton Medeiros e Cristovão Bastos no samba Flor negra. Criado em 1973, o samba foi censurado na época – com o descabido argumento de ser racista por conta de versos que citavam a escravidão – e somente neste ano de 2018, 45 anos após a composição do tema, ganhará o primeiro registro fonográfico. O samba Flor negra tem presença confirmada no repertório do álbum que a cantora carioca Áurea Martins gravará em duo com o pianista, arranjador e compositor conterrâneo Cristovão Bastos. O samba chegou a ser cantado por Áurea em setembro de 2017 em show em tributo a Pixinguinha feito no Instituto Moreira Salles, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mas nunca foi gravado em disco. Além de Flor negra, o repertório do álbum de Áurea Martins e Cristovão Bastos – vistos em foto de divulgação de Mariza Lima – inclui a inédita Rede branca (de Cristovão Bastos com Paulo César Pinheiro) e a valsa Amigo amado (Alaíde Costa e Vinicius de Moraes, 1973). A gravação do disco está prevista para este primeiro semestre de 2018.

Disco com ópera-rock dos Titãs tem cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum

dom, 18/02/2018 - 07:43

Titãs com o produtor Rafael Ramos e Jaques Morelenbaum Reprodução / Facebook Rafael Ramos O grupo paulistano Titãs aproveitou a vinda à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na semana passada, para apresentação do show Uma noite no teatro em palco carioca, para dar continuidade à gravação do álbum que lançará neste ano de 2018 – disco que começou a ser efetivamente formatado no último trimestre de 2017. Trata-se do álbum de músicas inéditas que registra a trilha sonora da ópera-rock criada pelos integrantes da banda com com os dramaturgos Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva. Na recente sessão de estúdio, o produtor Rafael Ramos gravou as cordas orquestradas pelo maestro e violoncelista Jaques Morelenbaum. Na foto acima, tirada no estúdio carioca Tambor, Rafael (à frente, de barba) aparece com Morelenbaum (no alto, à esquerda) e com Sergio Britto (de boné) e Tony Bellotto, dois dos três titãs remanescentes da formação clássica da banda formada no alvorecer da década de 1980. O repertório da ópera-rock dos Titãs inclui as músicas 12 flores amarelas (Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto e Beto Lee), A festa (Sergio Britto e Branco Mello) e Me estuprem (Sergio Britto e Tony Bellotto), as três já apresentadas pelo grupo desde 2017 em shows feitos pelo Brasil.

Álbum de Erasmo após o fim da Jovem Guarda em 1968 volta em LP após 50 anos

dom, 18/02/2018 - 06:47

A Jovem Guarda já era um movimento em agonia quando Erasmo Carlos gravou, no primeiro semestre de 1968, o quinto álbum solo. Quando o LP foi lançado, no último trimestre daquele ano interminável, o programa Jovem Guarda já tinha saído do ar e o Tremendão sentava à beira do caminho, perplexo, sem rumo profissional imediato. Talvez por isso mesmo, Erasmo Carlos – o álbum gravado e lançado pelo cantor e compositor carioca pela extinta gravadora RGE – tenha sido um dos menos ouvidos da discografia do artista ao longo dos tempos. É este disco que volta ao catálogo via Polysom neste ano de 2018, no formato original de LP, 50 anos após o lançamento, com as mesmas 12 músicas da edição original. Cinco dessas 12 composições – A próxima dança, Nunca mais vou fazer você sofrer, O maior amor da cidade, Senhor, estou aqui e Vou chorar, vou chorar, vou chorar – ostentam as assinaturas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, então em processo de retomada da parceria após briga que interrompera momentaneamente a produção da dupla. Sintomaticamente, nenhuma das cinco músicas se tornou um sucesso da lavra de Roberto & Erasmo. Capa do álbum 'Erasmo Carlos', de 1968 Divulgação Mais digna de nota é a dupla presença no disco do então desconhecido Tim Maia (1942 – 1998), colega de Erasmo na adolescência musical vivida no bairro carioca da Tijuca, onde eles formaram nos anos 1950, com Roberto, o efêmero, histórico e lendário conjunto The Sputniks. Além de ter feito os vocais de Baby baby (Santos Dumont), Tim é o compositor da música Não quero nem saber, uma das primeiras composições do futuro Síndico a ganhar registro fonográfico. Precedido em junho de 1968 pelo compacto que apresentou a música Para o diabo com os conselhos de vocês (Carlos Imperial e Neneo), tentativa vã de evocar o rock que alavancou definitivamente a carreira de Roberto Carlos, Quero que vá tudo pro inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965), o álbum Erasmo Carlos perde no confronto com álbuns anteriores e posteriores do cantor, mas é retrato fiel das hesitações de Erasmo naquele momento de transição para o mundo adulto.

À luz de velas, Valle repõe 'bloco' na rua para o 'remake' de álbum de Joyce

sab, 17/02/2018 - 17:06

O cantor e compositor Marcos Valle Reprodução / Instagram Em 1968, Marcos Valle estava no auge da produção como compositor, em parceria com o irmão Paulo Sérgio Valle, quando pôs na rua Bloco do eu sozinho, música feita com letra de Ruy Guerra e gravada pela então novata Joyce Moreno no primeiro álbum da artista. Decorridos 50 anos, Valle trabalha no arranjo da regravação de Bloco do eu sozinho para o remake do disco de Joyce. Ao celebrar 70 anos de vida e 50 anos de carreira neste ano de 2018, a cantora e compositora carioca decidiu refazer o álbum de estreia Joyce (Philips, 1968) com a maturidade adquirida nas cinco décadas de estrada. Mesmo com a casa às escuras, Valle burilou na tarde deste sábado, à luz de velas, o arranjo da faixa.

Lollapalooza 2018: ingressos de sábado estão esgotados

sab, 17/02/2018 - 16:24

Organização também confirmou que não há mais Lolla Pass, que vale para os três dias. Segundo dia do festival terá Imagine Dragons e Pearl Jam. Palco do Lollapalooza 2017 G1 A organização do Lollapalooza 2018 anunciou neste sábado (17) no Twitter que os ingressos para o sábado estão esgotados. O festival acontece no Autódromo de Interlagos nos dias 23, 24 e 25 de março. As principais atrações do segundo dia são as bandas Pearl Jam e Imagine Dragons. Sem ingressos para sábado, as entradas para os três dias do festival, chamadas de Lolla Pass, também não estão mais disponíveis. Initial plugin text O preço da entrada, chamada Lolla Day, é de R$ 800, com a meia-entrada a R$ 400. Ainda há ingressos para sexta e domingo. Já o Lolla Pass, que dá direito aos 3 dias do festival, estava no 4º lote, e custava R$ 2 mil, com meia-entrada a R$ 1 mil. A banda Imagine Dragons, que se apresenta no Lollapalooza 2018 Eliot Lee Hazel/Divulgação

Coletânea reúne fonogramas de DJs e produtores brasileiros em voga nas pistas

sab, 17/02/2018 - 10:20

Capa da coletânea 'Summer eletrohits 18' Divulgação / Som Livre Série de coletâneas de música eletrônica criada pela gravadora Som Livre, Summer eletrohits chega ao mercado fonográfico neste ano de 2018 com a marca do Austro Music, selo criado pela companhia em 2016 para concentrar lançamentos de gravações feitas por DJs e produtores para as pistas. Por isso mesmo, a compilação Summer eletrohits 18 reúne 14 fonogramas de nomes ligados ao selo Austro Music, sendo que muitos desses nomes são brasileiros em ascensão na cena eletrônica, alguns com visibilidade fora do Brasil. A faixa que abre o disco, Your power, junta WAO (nome artístico do DJ e produtor carioca Victor Costa) com Gannah (duo formado em 2016 por Priscila Benner com o DJ e Produtor Bruno Fogliato). Já One nation traz a assinatura de D.I.B. – jovem produtor e DJ gaúcho – em conexão com o cantor, compositor e produtor norte-americano Luizor Eim. O mesmo B.I.D. reaparece com o registro de I'm not dreaming feito com o cantor (de origem cearense) Sam Alves. O produtor e DJ goiano Bhaskar está representado pelo remix da gravação de Infinito particular (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2006) com o cantor Silva. A faixa Summer love traz a onda de Chemical Surf, duo formado pelos irmãos paranaenses Hugo Sanches e Lucas Sanches, enquanto She says fecha a coletânea Summer eletrohits 18 com o toque do DJ e produtor paulista Nato Medrado.

Desafio de roteirizar vida de Rita Lee é evitar filme em 'cor-de-rosa choque'

sab, 17/02/2018 - 07:16

A grande notícia da semana no universo pop brasileiro é a compra dos direitos do livro Rita Lee – Uma autobiografia (Editora Globo, 2016) para ser transformado em filme e em série de TV. A vida de Rita Lee Jones dá mesmo filme. Mas é preciso cuidado ao roteirizar a vida da cantora, compositora e escritora paulistana para evitar um filme em cor-de-rosa choque. Até porque essa mesma vida já rendeu risível musical de teatro em que salvou-se somente a interpretação crível da atriz Mel Lisboa na pele da roqueira protagonista do espetáculo encenado em 2014 na cidade de São Paulo (SP). Parceiros na escrita do roteiro que deverá ser filmado em 2019, Nelson Motta e Patrícia Andrade têm excelente matéria-prima nas mãos. Merecido best-seller editorial, um dos maiores sucessos do gênero literário nos últimos anos, a autobiografia de Rita Lee tem escrita pautada pelo humor espirituoso que caracteriza a artista aos olhos do público. Rita trata com leveza as coisas da vida, inclusive as coisas mais duras e traumáticas, como o abuso sexual sofrido na infância por técnico que consertava eletrodoméstico da casa em que a então menina de seis anos vivia com os pais e as irmãs. Por isso mesmo, o livro resultou tão saboroso, viciante mesmo, justificando as vendas superlativas. Contudo, como toda autobiografia, o livro de Rita oferece somente uma única visão dos fatos: a da própria protagonista. O que torna delicada a abordagem de acontecimentos controvertidos como a saída (expulsão?) de Rita do grupo Os Mutantes – questão nunca bem assimilada por Rita e ainda envolvida em controvérsias. Se os roteiristas conseguirem resolver bem a equação entre a visão de Rita e a realidade (sempre questionável por depender da ótica de cada um) dos fatos, o resultado pode ser um filme essencial para o entendimento da história da música pop no Brasil. História que passa, necessariamente e inevitavelmente, pelo nome de Rita Lee Jones.

Erasmo finaliza álbum de inéditas em que assina 'Termos e condições' com Emicida

sab, 17/02/2018 - 05:45

O rapper Emicida com Erasmo Carlos Divulgação Erasmo Carlos terminou de gravar o 31º álbum da carreira neste mês de fevereiro de 2018. Iniciadas no ano passado, as gravações foram retomadas na segunda quinzena de janeiro. Com músicas inéditas como Amor é isso, composta pelo artista carioca sem parceiros, o álbum produzido por Pupillo apresenta a primeira parceria do Tremendão com o rapper paulistano Emicida, Termos e condições, e uma canção de Adriana Calcanhotto, Seu sim. Além de Emicida (com quem Erasmo compôs uma segunda música para o próximo álbum de Gal Costa), o cantor, compositor e músico carioca abre parceria com Milton Nascimento. Essas parcerias inéditas foram articuladas por Marcus Preto, diretor artístico desse álbum que já teve um primeiro single, Não existe saudade no Cosmos (Teago Oliveira), lançado em dezembro de 2017.

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