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Confira as principais notícias sobre música: shows, festivais, premiações e eventos musicais de bandas e cantores do Brasil e do mundo.
Atualizado: 7 minutos 16 segundos atrás

George Ezra anuncia show gratuito no Cultura Inglesa Festival em SP no dia 10 de junho

seg, 23/04/2018 - 18:34

Cantor britânico do hit 'Budapest' fará seu primeiro show no Brasil. Iza também vai participar com suas músicas em português e covers em inglês. George Ezra Divulgação O cantor britânico George Ezra vai ser a atração principal do Cultura Inglesa Festival 2018, que acontece no dia 10 de junho no Memorial da América Latina, em São Paulo. O festival tem engrada gratuita. Os ingressos começam a ser distribuídos para o público geral no dia 28 de maio. Será o primeiro show de George Ezra no Brasil. Ele estourou com o single "Budapest", em 2014, e acaba de lançar o segundo disco, "Staying at Tamara's". Outra atração do Cultura Inglesa Festival em 2018 será a cantora brasileira Iza. Ela vai tocar suas músicas, como o hit "Pesadão", e covers em inglês. A bandas Staff only e Madame Groove também se apresentam. Cultura Inglesa Festival 2018 Data: 10 de junho (domingo) Shows: George Ezra, Iza, Madame Groove e Staff Only Horários: 15h: abertura dos portões; 16h: início dos shows Local: Memorial da América Latina – Praça Cívica Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Próximo à estação de metrô Barra Funda Capacidade: 20 mil pessoas Ingressos: retirada gratuita Datas de retirada: 14 a 27/05 - Retirada exclusiva para alunos e funcionários da Cultura Inglesa; 28/05 a 09/06 - Retirada para o público geral; sujeito a disponibilidade Retirada no site www.livepass.com.br, no aplicativo da Livepass e nas unidades FNAC Paulista, Pinheiros e Morumbi. Veja mais informações no site do festival.

Show da banda Capital Inicial em Rio Preto está com ingressos à venda

seg, 23/04/2018 - 12:53

Venda dos ingressos está no segundo lote. Apresentação será no dia 19 de maio. Banda Capital Inicial vai se apresentar em São José do Rio Preto (SP) Alexandre Durão/G1/Arquivo Estão à venda os ingressos para o show da banda Capital Inicial, que vai se apresentar no Centro Regional de Eventos, em São José do Rio Preto (SP) no dia 19 de maio. O cantor Dinho Ouro Preto junto aos músicos vão apresentar os sucessos do grupo, como “Depois da Meia Noite”, “À Sua Maneira”, “Quatro Vezes Você” e “Não Olhe Pra Trás”. A venda dos ingressos está no segundo lote e está sendo feita na internet. O preço da arquibancada é de R$ 50. O valor da área VIP com open bar é R$ 90. Também estão sendo vendidas mesas para oito pessoas em diferentes setores. Serviço O show da banda Capital Inicial será a partir das 22h de sábado, dia 19 de maio, no Centro Regional de Eventos de São José do Rio Preto, localizado na avenida José Munia, 5650. Mais informações podem ser obtidas nos telefones Informações: (17) 3022-1894. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba

Radiohead em São Paulo; FOTOS

dom, 22/04/2018 - 20:07

Banda inglesa faz apresentação no Allianz Parque, na capital paulista, em sua segunda passagem pelo Brasil. Thom Yorke, da banda Radiohead, faz apresentação no Allianz Parque em São Paulo neste domingo (22) Celso Tavares/G1 Thom Yorke, da banda Radiohead, faz apresentação no Allianz Parque em São Paulo neste domingo (22). Celso Tavares/G1 Thom Yorke canta no Allianz Parque em São Paulo neste domingo (22) Celso Tavares/G1 Jonny Greenwood durante show do Radiohead no Allianz Parque, em São Paulo, neste domingo (22) Celso Tavares/G1 Show da banda Radiohead no Allianz Parque, em São Paulo, neste domingo (22) Celso Tavares/G1 Thom Yorke, da banda Radiohead, faz apresentação no Allianz Parque em São Paulo neste domingo (22) Celso Tavares/G1 Thom Yorke, da banda Radiohead, faz apresentação no Allianz Parque em São Paulo neste domingo (22) Celso Tavares/G1

Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio

ter, 17/04/2018 - 10:32

Ela morreu por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Família quer recuperar canções inéditas da sambista. Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra do Império Serrano Gabriel Barreira / G1 O corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, na manhã desta terça-feira (17), em Madureira, Zona Norte do Rio. A sambista morreu na noite desta segunda-feira (16) por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Ela estava internada desde sexta-feira (13), data em que completou 96 anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul da cidade. "Ao mesmo tempo que é um dia de muita tristeza temos que celebrar essa carreira maravilhosa. Minha avó foi um ser de luz. Ela era muito humilde, às vezes não tinha noção dessa representatividade dela para a música e para o país. É muito orgulho para mim (ser neto)", diz André Lara. Segundo ele, as composições inéditas da avó devem ser recuperadas. "Ela sempre compôs e teve muitos parceiros. São coisas que não foram gravadas, músicas que foram resgatadas e finalizamos. Se Deus quiser vamos tirá-las do baú". O sepultamento do corpo de Dona Ivone Lara está marcado para as 16h30 no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. A cantora e compositora Dona Ivone Lara se apresenta no evento Tim Festival, no auditório do ibirapuera, em São Paulo, em outubro de 2005 Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo Dona Ivone Lara já vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, a família comentou a morte da sambista. "Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima", contou a nora Eliana Lara Martins da Costa. O filho, Alfredo Lara da Costa, destacou a mulher forte e guerreira que ela foi, sempre pensando em música. "Vai deixar muita saudade, mas sinto muito orgulho do legado que ela deixa", disse. Segundo o colunista Mauro Ferreira, Dona Ivone Lara morreu aos 96 anos e não aos 97 anos, como informam quase todas as fontes, pois nasceu em 1922, não em 1921. A data de 1921 foi forjada pela mãe da artista em 1932 para que ela pudesse ser admitida em colégio interno, cuja idade mínima para o ingresso era 11 anos. O ano de 1921 passou a constar até nos documentos de Ivone, mas ela nasceu de fato em 13 de abril de 1922. Essa questão já foi esclarecida na biografia de Ivone. Conhecida como a “Grande Dama do Samba”, ela nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista. Seu maior sucesso é “Sonho meu”, música que estourou nas paradas de sucesso com Maria Bethânia e Gal Costa. A cantora e compositora Dona Ivone Lara durante o Viradão Carioca, no centro do Rio de Janeiro, em abril de 2010 Wilton Júnior/Estadão Conteúdo/Arquivo Initial plugin text

Paula Fernandes agradece irmãos que devolveram mala esquecida em aeroporto: 'Nosso país ainda tem jeito'

ter, 17/04/2018 - 10:16

Cantora esqueceu bagagem na área de desembarque do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Moradores de São Roque (SP) contam que se surpreenderam quando viram quem era a dona da mala. Paula Fernandes postou vídeo para agradecer dupla que devolveu mala esquecida no aeroporto de Congonhasesqueceu no aeroporto de COngonhas Reprodução/Instagram A cantora Paula Fernandes postou um vídeo de agradecimento após recuperar uma mala que esqueceu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na segunda-feira (16). A bagagem foi encontrada por dois moradores de São Roque (SP) que ligaram para o número de telefone que estava na etiqueta e avisaram sobre o esquecimento. No vídeo ela agradece os rapazes várias vezes. "Esses dois são a prova de que o Brasil ainda tem jeito. Vocês merecem palmas. Sem palavras, estou chocada", afirma a cantora. (Veja o vídeo abaixo) Paula Fernandes agradece dupla de São Roque que devolveu mala esquecida em aeroporto Paula Fernandes contou, em seu perfil no Instagram, como aconteceu o esquecimento e o gesto de honestidade que a deixou surpresa. A publicação foi curtida mais de 23 mil vezes: "Agora há pouco pousamos em Congonhas e na correria para colocar as bagagens no carro acabamos esquecendo uma das malas na calçada! Seguimos viagem... De repente, um número desconhecido liga insistentemente no cel (o número estava na tag da mala) e atendemos! Dois rapazes estavam com minha mala e gentilmente nos esperaram para devolvê-la, lá onde a deixamos! Detalhe: eles não sabiam que a mala era minha! É por gestos como este que acredito que nosso país ainda tem jeito! Ninguém perde por ser honesto! Nossa! Muito obrigada Wellington e Udenilton de São Roque! Deus os abençoe!" Initial plugin text Surpresa Em entrevista ao G1, o microempresário Udenilton Almeida de Jesus, de 36 anos, contou que ele e o irmão, o caminhoneiro Wellington Almeida de Jesus, 37 anos, não sabiam que a mala era da cantora quando a encontraram no aeroporto. “A gente tinha acabado de chegar de viagem, estávamos saindo do aeroporto quando vimos que parou um carrão enorme lá na frente. O motorista estava colocando as malas no porta-malas e, de repente, fechou o carro e foi embora, deixando uma para trás." Ele e o irmão pegaram a mala e ligaram várias vezes para o número que constava na etiqueta. O motorista da cantora atendeu e combinou de buscar a bagagem na frente do aeroporto. Udenilton conta que, quando soube quem era a passageira esquecida, levou um susto. “Ela desceu do carro e a gente não a reconheceu. O motorista que falou que era a Paula Fernandes e na hora deu um choque. Foi bacana não só por ser a mala dela, porque a gente faria isso para qualquer um. Nosso pai nos ensinou a pegar só o que é nosso e não mexer nas coisas dos outros." Sobre a repercussão do vídeo postado pela cantora na internet, os irmãos garantem que se surpreenderam, mas que ficaram felizes ao ver que tanta gente os parabenizou pela atitude. “É um sentimento que eu vou guardar para o resto da minha vida, vou repassar para a minha filha e o meu irmão para as filhas dele, o quanto a honestidade nos faz bem. É a lei da causa e efeito, se você faz o bem para uma pessoa, você vai receber o bem.”

Veja FOTOS com momentos de Dona Ivone Lara

ter, 17/04/2018 - 01:49

Cantora morreu no Rio, nesta segunda-feira (17), aos 97 anos. Dona Ivone Lara, atração do projeto "Flores em vida", no CCBB de Brasília Silvana Marques / Divulgação Dona Ivone Lara morreu aos 97 anos Arquivo pessoal Cantores homenageiam Dona Ivone Lara (sentada) ao final da cerimônia de entrega do 21º Prêmio de Música Brasileira, no Theatro Municipal, no Rio, cantando a música 'Sonho meu' Henrique Porto / G1 Dona Ivone Lara no Viradão Carioca Rodrigo Vianna / G1 Constelação da MPB se reúne em homenagem a Dona Ivone Lara TV Globo Mostra conta com áudios e vídeos da Dona Ivone Lara Christina Rufatto Dona Ivone Lara lutou para poder seguir a carreira artística. Cedoc / TV Globo

Veja vídeos com momentos de Dona Ivone Lara

ter, 17/04/2018 - 01:42
Cantora morreu no Rio na noite de segunda-feira (16), aos 97 anos. Conheça a história de Dona Ivone Lara Dona Ivone Lara relembra sambas inesquecíveis e fala sobre a carreira Astros da MPB participam de homenagem a Dona Ivone Lara Exposição homenageia Dona Ivone Lara, de 94 anos, na Avenida Paulista Dona Ivone Lara canta 'Nasci pra sonhar e cantar' Dona Ivone Lara canta 'Os cinco bailes da história do Rio' Dona Ivone Lara canta com Candeia e Clementina de Jesus em roda de samba Dona Ivone Lara relembra sambas inesquecíveis e fala sobre a carreira

Kendrick Lamar é o primeiro artista pop a ganhar prêmio Pulitzer de música

seg, 16/04/2018 - 15:19

Antes do rapper, apenas artistas de jazz e música clássica já tinham ganhado o prêmio. Ele foi consagrado pelo álbum 'Damn'. Kendrick Lamar se apresenta no Grammy 2018 REUTERS/Lucas Jackson O rapper Kendrik Lamar se tornou o primeiro vencedor do prêmio Pulitzer de música fora da música clássica e do jazz. Ele foi premiado nesta segunda-feira (16) pelo álbum "Damn". O prêmio Music Pulitzer existe desde 1943, e nestes 75 anos, tinha sempre dado o reconhecimento a um músico erudito ou de jazz. O Pulitzer é mais conhecido por seus prêmios de jornalismo e literatura. Em 2018, uma das vitórias foi da série de reportagens sobre os abusos do produtor de cinema Harvey Weinsten, pelo jornal "The New York Times" e a revista "New Yorker".

Spotify compra empresa de licenciamento de 'música cover' para conter riscos de direitos autorais

qui, 12/04/2018 - 20:48

Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. Shannon Stapleton/Reuters O Spotify, maior serviço de transmissão de música pela Internet do mundo, anunciou nesta quinta-feira (12) a compra da Loudr.fm, uma empresa de tecnologia de licenciamento baseada em São Francisco para localizar compositores e pagar royalties devidos. A aquisição ajudará a Spotify a encontrar os artistas e garantir que eles sejam pagos por seu trabalho protegido por direitos autorais, uma questão que se deixada sem resposta, deixará a empresa aberta a ações judiciais. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. A Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Isso pode incluir versões cover de músicas, amostras, remixes ou medleys. A Loudr se mudará para os escritórios da Spotify em Nova York, informou a empresa. A Spotify, listada na bolsa de valores de Nova York no início deste mês, fez pelo menos dez aquisições pequenas, geralmente focadas na tecnologia, nos últimos anos para melhorar seu serviço.

Arrocha, brega e funk: como os MCs e o batidão do Nordeste estão se espalhando pelo Brasil

qui, 12/04/2018 - 05:00

União do funk com o arrocha e o brega ganha espaço no Sudeste. Funkeiros de SP incorporam mistura; ídolos nordestinos aproveitam porta nacional aberta por MC Loma. VEJA VÍDEO. Como o funk está ganhando sabor nordestino e O funk paulista está ficando mais nordestino, enquanto o arrocha e o brega-funk do Nordeste se espalham pelo Brasil. Basta ouvir que é tocado em SP nos "paredões", as caixas de som que embalam festas de rua. Ou ver vídeos do canal do Kondzilla, rei do funk de SP, com cada vez mais clipes de astros de outros lugares. Percebe-se que: Funkeiros de São Paulo adotaram as batidas do arrocha nordestino em várias produções. Artistas do Nordeste, especialmente ídolos do brega-funk do Recife, expandem seu público pelo Sudeste, seguindo o rastro da MC Loma. Entenda a mistura no VÍDEO acima e leia mais abaixo. O G1 conversou com personagens que estão reforçando esta ponte Nordeste-Sudeste na música brasileira. Sementes no Rio e Recife Esta história tem dois inícios. Um deles é no Recife, onde os artistas do brega começaram a ouvir e emular os MCs de funk do Sudeste, e viraram ídolos locais do chamado "brega-funk". O outro é no Rio, onde os bailes funk começaram a tocar uma versão local do arrocha baiano. No fim de 2015, na favela da Penha, Zona Norte do Rio, Rennan Santos da Silva, 24 anos colocou uma batida de arrocha em um vocal do MC Flavinho. "No início, nego me chamou de maluco", lembra o DJ Rennan. Segundo ele, já havia "brincadeiras" com o ritmo nordestino circulando entre DJs do Rio. "Um amigo meu, o RD da Nova Holanda, tinha feito um arrocha. Achei engraçada." A mistura ficou na cabeça dele. "Peguei a voz do Flavinho e procurei um arranjo de baixo de arrocha no YouTube. Eu não sabia produzir, peguei pedaços de outras músicas'", ele conta. O 'Arrocha da Penha' causou estranhamento inicial mas, ao longo de 2016, virou febre em bailes funk do Rio. 'Quando tocava no baile, era gritaria', descreve Rennan ao G1. Assim os bailes funk do Rio viram nascer a versão carioca do arrocha. O estilo surgiu na Bahia na década passada e pode abarcar de canções mais românticas, puxadas para o brega, a outras mais dançantes, para o forró. O arrocha também já firmou sua influência no sertanejo - aquela dancinha de cantores sertanejos rebolando com o braço para frente e a mão na cabeça vem dali. Uma conexão entre o arrocha e o funk foi a alta dose sexual. Há alguns anos o funk é dominado pela "ousadia" - acima de ostentação, do "proibidão" puxado para a violência e outras vertentes. O arrocha também é sensual por princípio: seu nome vem de uma forma mais ousada de dançar forró. "O arrocha é uma coisa que tu dança bem colado", resume Rennan. Era questão de tempo até a mistura se espalhar. "Quando eu fiquei sabendo que o arrocha [carioca] tinha entrado em SP, fiquei bem feliz", diz Rennan. O curioso é que, no Rio, essa onda já passou e hoje foi engolida por outra vertente, o 150BPM, com levadas mais rápidas e agressivas. Mas em São Paulo a união prosperou... 'Arrocha do Helipa' Wanderson Cardoso de Oliveira, 26 anos, o Mano DJ, já era influente no mundo do funk paulista quando virou um entusiasta do arrocha. Ele nasceu em São Luís (MA), mas foi criado em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Virou DJ e ajudou no início da carreira de MCs de sucesso, como Bin Laden, Brinquedo e 2K. Em 2016, ele ouviu o "Arrocha da Penha" e enxergou o futuro. Imigrante do Maranhão, Mano sabia do potencial desse estilo num lugar como Heliópolis, com imensa comunidade nordestina. "Aqui já tinham muitos paredões em bares com donos que vieram do Nordeste, e que antes tocavam mais forró mesmo", ele lembra. Mano DJ Divulgação No começo do ano passado, ele produziu "Arrocha do Helipa", com MC DH, e seguiu no embalo com “Patricinha do Arrocha“, do MC Tchelinho e “Sentinela”, com MC Bin Laden. Nenhuma delas foi um grande hit, mas junto com produções de DJs bombados como R7 e Perera, começaram a entrar nos tais paredões. Talvez a maior contribuição do Mano DJ nesta virada tenha sido nos bastidores, em conversas com um amigo cantor: Jerry Smith. Ele tinha estourado com o ex-parceiro Zaac em "Bumbum granada". "O Jerry foi ao meu estúdio e mostrou várias músicas, entre elas 'Pode se soltar', um arrocha. Eu falei: para tudo! P**a que pariu, isso vai estourar. Mas ele mesmo ficou em dúvida", conta Mano. Jerry nasceu na Bahia e foi criado em Diadema (SP). Mas a origem não falou alto de cara, segundo Mano. "Ele tinha uma data para gravar clipe com Kondzilla, mas estava em dúvida sobre a faixa. Eu falei de novo: 'Grava esse arrocha, vai dar bom, sua voz é maneira, ficou muito dançante.' No fim ele concordou. Estou até no clipe [Mano é o cara que toca flauta no vídeo]." O resultado finalmente acertou no alvo que Mano previu: "Teve 200 milhões de views, o Jerry começou a fazer shows no Nordeste, no Brasil todo, e as pessoas começaram a botar mais fé", diz Mano. O DJ acha que o intercâmbio está só no começo. "Estou focando minha atenção no Nordeste porque lá tem vários sucessos que ainda não chegam a São Paulo. E a maioria dos MCs daqui ainda não vai para o Nordeste." 'A gente tem agora a chance de fazer essa ponte', acredita Mano. Não é só ele que está de olho na conexão. A agência de SP Start Music, que tem Jerry no elenco, já estava ligada no crescimento do arrocha-funk em SP e do brega-funk no Recife (que, na prática, têm um som bem parecido). No ano passado, quando o vídeo caseiro de uma cantora de 15 anos começou a repercutir, o empresário Marcelo Pantchos, um dos sócios da Start, pegou um avião para Recife na hora e contratou MC Loma e as Gêmeas Lacração. Conexão Recife-SP A Start também já tinha em seu elenco Kelvin Andrade, 20 anos, o DJ Kelvinho. Ele foi um dos produtores de "Bumbum granada" - conhecia Zaac e Jerry desde a adolescência em Diadema. Em uma viagem ao Rio com o MC Magrinho, ele conheceu o poder do "Arrocha da Penha". 'Vi que aquilo ali era inovação', diz Kelvinho. Kelvinho virou "o cara" da Start para este tipo de produção. Ele já tinha feito o "Arrocha Bundante", dos MCs Jhowzinho, Kadinho e 2K, e "Taca essa tabaca", d'Os Cretinos, com boa repercussão. Quando a Start levou Loma e as gêmeas de Pernambuco a SP, o escalou para o estúdio com as garotas. "Treme treme", a faixa de maior sucesso delas após "Envolvimento", é obra de Kelvinho. A missão atual de Kelvinho é produzir músicas do segundo contratado pernambucano da Start Music. O MC Elvis é a próxima aposta deles, após MC Loma, para continuar a espalhar o brega-funk do Recife por SP e pelo resto do Brasil. MC Elvis é aposta da agência que levou MC Loma para SP Divulgação / Facebook do cantor "O ritmo aqui de SP é mais 'batidão', mais 'baile de favela', e o deles [do Recife] é mais melódico, 'suingadinho'", ele define. O desafio é chegar a um denominador comum entre a levada de Loma, Elvis e conterrâneos com o formato que a mistura tomou em São Paulo. Dadá Boladão, Aldair Playboy, Tocha, Troinha... Se você não conhece os nomes acima, não deve morar em Pernambuco (e nem em outro estado do Nordeste). Mas onde quer que você more, tem chance de ouvi-los em breve. Todos são do Recife, exceto o paraibano Aldair Playboy. E todos já apareceram no canal do Kondzilla no YouTube. "Graças a Deus a gente está começando a ter aceitação do público de SP e outros lugares", diz Alef Flavio Duarte Pereira, 24 anos, o Dadá Boladão. O astro do brega-funk nasceu em Itapissiuma (PE) e mora em Olinda. No ano passado, foi ao Rio assinar contrato com a Sony Music. Dadá Boladão Divulgação Ele começou em dupla com o MC Tocha, que também segue em carreira solo. Além de cantor, Dadá Boladão também tem se destacado como compositor. Ele escreveu "Revoltada", gravada por Solange Almeida e Ivete Sangalo. A trajetória de Dadá mostra bem a retroalimentação de influências entre músicos do Nordeste e do Sudeste. Ele diz que começou cantando funk e é fã dos MCs paulistas - tem tatuagem com o nome de Felipe Boladão, cantor assassinado em 2011 que virou lenda do funk de SP. Ele e Tocha incorporaram o brega por influência de MCs locais como Sheldon, Metal & Cego e Leozinho, Dadá conta. "O que a gente canta não é brega, é mais um funk acelerado. Aqui se chama de brega-funk, em SP de arrocha-funk, no Rio de Arrocha da Penha, mas é tudo parecido", ele explica. Ligado nas tendências paulistas, ele percebeu sua chance após o estouro de "Pode se soltar", do MC Jerry Smith. "O povo de SP começou a curtir o som da gente depois que os MCs de lá começaram a gravar esse ritmo. À partir do momento em que essa batida começou a chegar ao Sudeste, eu aproveitei para gravar o clipe 'De ladin' com o Kondzilla", ele diz. Outro sinal verde para Dadá Boadao foi a explosão da MC Loma no início do ano. O empresário dele, Igor Rodrigues, 33 anos, diz: "A Loma abriu uma porta para o ritmo. Ela estourou no Brasil todo antes mesmo de fazer show em Recife. Ela era fã do Dadá e levou nosso ritmo para fora". "O Dadá aqui no Nordeste é como o MC Livinho aí em SP", compara Igor. "O mercado nordestino a gente já domina, agora a gente quer o mercado funkeiro e o nacional". Dadá comemora por ter sua próxima música produzida por um ídolo de SP. "Eu sempre quis ter uma música com o DJ Perera. Acho que ele tem um pouco dessa raiz do Nordeste. Faz umas paradas que parecem swingueira", comenta. Parcerias nesta seara como a de Dadá Boladão com DJ Perera têm pipocado tanto entre artistas locais (Márcia Fellipe e MC Troia em "Vai descendo") como do Sudeste e Nordeste (MC Petter e Aldair Playboy em "Popozão"). Dadá Boladão negocia viagens nas próximas semanas a SP para gravar outro clipe e fazer shows. Recentemente, ele encontrou Jerry Smith em um baile no Recife. "A gente trocou uma ideia sobre música. Mostrei as minhas, ele mostrou as dele. Tenho certeza que vamos nos encontrar muitas outras vezes em shows pelo Brasil", aposta Dadá.

Pabllo Vittar: figurino da cantora no clipe de 'Indestrutível' será leiloado para ajudar projeto LGBT

qua, 11/04/2018 - 20:04

Roupas do clipe são oferecidas em leilão na internet para arrecadar verbas para casa em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Pabllo Vittar em cena do clipe de 'Indestrutível' Divulgação O figurino de Pabllo Vittar no clipe recém-lançado de "Indestrutível" será leiloado para arrecadar verbas para a Casa 1, projeto em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Os lances no leilão das roupas podem ser feitos pela interenet, no site Queremos. O resultado será divulgado no dia 24 de abril. Pabllo Vittar lançou, nesta terça-feira (10), o clipe da música "Indestrutível". A balada está no álbum "Vai passar mal", que saiu em janeiro de 2017. O novo vídeo abre com uma cena no banheiro de uma escola. Lá, um jovem tem a cabeça colocada na privada por um grupo de quatro rapazes. Em seguida, antes ainda de a música começar a tocar, a tela exibe o seguinte recado: "73% dos jovens LGBTQ+ no Brasil são vítimas de bullying e violência nas escolas".

Zezé Motta faz show continuar e lança disco de samba em que canta com Arlindo

sex, 06/04/2018 - 06:00

Aos 51 anos de carreira e quase 74 de vida, Zezé Motta volta ao disco e lança neste mês de abril O samba mandou me chamar, décimo álbum da cantora e atriz fluminense e o primeiro em sete anos. Como o título já anuncia, trata-se de disco de samba, o primeiro inteiramente dedicado ao gênero por Zezé – em foto de Steph Munnier – em carreira fonográfica iniciada em 1975. O álbum está sendo promovido com o bonito samba Missão (Lourenço e Docsantana), cujo clipe entrou ontem, 5 de abril, em rotação na web, mostrando Zezé dar voz aos versos do refrão "Vou pelos palcos da vida, vou / Fazendo o povo vibrar / Coisa de bamba / Vou vendo o povo aplaudir / O show continuar / Cantar meu samba". O repertório do álbum O samba mandou me chamar se desvia de músicas muito conhecidas, ainda que inclua abordagem de Louco (Ela é seu mundo) (Wilson Baptista e Henrique de Almeida, 1943). Dentre os sambas selecionados por Zezé, há um com a assinatura de Arlindo Cruz, Nós dois, composto pelo bamba com Maurição e lançado há 14 anos sem repercussão pelo cantor Evair Rabello no álbum independente Xeque-mate (2004). A regravação de Zezé foi feita com a participação de Arlindo, que está fora de cena desde março do ano passado por conta de problemas de saúde. Outro convidado do disco é Xande de Pilares, cuja voz é ouvida em Alma gêmea (André da Mata, Mingo Silva e Kinho, 2015), pagode romântico lançado em disco há três anos na voz de André da Mata, um dos compositores do samba. Ficar a seu lado (Christiano Moreno e Flavinho Silva) e Batuque de Angola (André Karta Markada e Juninho Mangueira) são sambas propagados ao longo do ano passado na trilha sonora da novela Ouro verde, apresentada em Portugal em 2017 com Zezé no elenco. Já o inédito samba Vem traz as assinaturas de Leandro Fregonesi, Ciraninho e Rafael dos Santos. Fora do terreirão do samba, Zezé regrava Mais um na multidão (Erasmo Carlos, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2001), canção lançada há 17 anos por Erasmo, diretor da Coqueiro Verde Records, gravadora que edita o disco de sambas acalentado pela cantora desde 2007.

De olho no lance, Rincon bate bolão com Rael e Conka em samba-rap sobre futebol

sex, 06/04/2018 - 05:30

Daqui a dois meses, a bola vai começar a rolar nos gramados da Rússia, dando início a mais uma Copa do Mundo. No campo da música, o jogo já começou. Badalado rapper que participa de recém-lançado single da cantora carioca Iza, Ginga, o paulistano Rincon Sapiência já está de olho no lance e promove a gravação de música inédita, Resenha de futebol, composta por Rincon em parceria com Rael, outro mano do hip hop de São Paulo (SP). Na gravação desse samba-rap que cai no suingue para versar sobre as jogadas do futebol, Rincon e Rael convidaram Karol Conka, a também incensada rapper curitibana, para formar trio da pesada. "Seja bem-vindo ao planeta do futebol", saúda Conka na gravação produzida pelo próprio Rincon Sapiência. Iniciado na cadência bonita do samba, o single Resenha de futebol (Boia Fria Produções) – que gerou clipe filmado sob direção de Fred Ouro Preto e já posto em rotação na web – logo cai na batida sintética do rap, sem perder de vista o balanço do samba. Resenha de futebol bate um bolão, tanto pela batida quanto pelos versos ágeis como o drible de um craque dos gramados. "O balanço da rede é a grande meta", resume Rincon, jogando bem com as palavras e se confirmando ele próprio um craque do escrete do hip hop brasileiro.

Anna Ratto corrige distorção e vai mais longe no álbum de intérprete 'Tantas'

sex, 06/04/2018 - 05:00

No quinto álbum de estúdio, Tantas, Anna Ratto corrige distorção que prejudicou o anterior disco de músicas inéditas da artista carioca, lançado há seis anos. Em Anna Ratto (2012), a cantora e compositora investiu de forma radical em repertório autoral que soou irregular, ainda que tivesse destaques eventuais como Nem sequer dormi (Anna Ratto, 2012), canção que ganhou clipe em 2015 com a participação de Roberta Sá, cantora de timbre e leveza similares aos de Ratto. Disponível no mercado fonográfico a partir de hoje, 6 de abril de 2018, em edição da gravadora Biscoito Fino, Tantas torna a evidenciar o canto suave de Ratto como intérprete de canções alheias. A compositora assina somente uma (boa) música no disco, a inédita Frevolenta, parceria com Jam da Silva que evoca o regionalismo pop contemporâneo que deu o tom do segundo e até então melhor álbum de Ratto, Girando (2008), lançado há dez anos. Com imponente arranjo de vozes, Frevolenta também expõe uma das marcas de boa parte do disco: a pressão do som tirado pelos produtores de Tantas, JR Tostoi e Marcelo Vig, que tocam guitarra e bateria, respectivamente, além de terem pilotado as programações na medida certa, sem pecar pelo excesso de eletrônica. A pegada roqueira da dupla de produtores sobressai na funkeada Inemurchecível (2012), música do primeiro álbum solo de João Cavalcanti, compositor revelado no grupo carioca de samba Casuarina. E por falar em samba, tem cadência bonita o toque do violão de Fernando Caneca que conduz o registro de Aviéntame (Emmanuel Del Real e Enrique Rangel Arroyo, Issac Ruben Albarran Ortega, 2000), música gravada pelo grupo mexicano de indie rock Café Tacvba para a trilha sonora do filme Amores perros (México, 2000). No mesmo clima ameno, mas aquecida pelo arranjo de metais orquestradas por Jessé Sadoc, a canção Pra você dar o nome (Tó Brandileone, 2011) evidencia a delicadeza da composição em bela gravação que supera os registros fonográficos do cantor Pedro Mariano e do grupo 5 a Seco. Capa do álbum 'Tantas', de Anna Ratto Nana Moraes Disco que começa bem e festivo no tom convidativo de Pode me chamar (Fábio Trummer, 2006), lembrança oportuna dessa música do repertório da pernambucana banda Eddie, o álbum Tantas transita entre a delicadeza e a pegada. Desbunde (Matheus Von Krüger e João Bernardo) carnavaliza a festa no inebriante passo contemporâneo do frevo, com recado político mandado na voz de Carlos Posada e com vocação para o sucesso popular. Já Nicho é canção amorosa que jorra a poesia de Caio Prado, um dos compositores emergentes a que Ratto dá voz com canto que por vezes remete ao tom de Roberta Sá, embora a (natural) semelhança seja atenuada pela identidade do som do álbum Tantas. Com o toque sobressalente da guitarra de Tostoi no arranjo que valoriza canção a rigor mediana, Dom (Ana Clara Horta e Rodrigo Cascardo) evidencia o acerto da escolha dos produtores. Tostoi e Vig formataram o repertório do álbum Tantas com exuberância precisa, incrementando músicas como Nem pensar (Bruna Caram e Duda Brack). A cantora Anna Ratto Divulgação / Nana Moraes O requinte do álbum é sublinhado na canção Ana Luísa (Rodrigo Maranhão) pelas cordas líricas do Quinteto da Paraíba, arranjadas pelo contrabaixista Xisto Medeiros para a gravação desta música que reitera a identidade plural de Anna Ratto, artista nascida há quase 40 anos, em setembro de 1978, com o nome de Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto. Uma cantora que teve que adotar o nome artístico de Anna Ratto em 2009 por questões jurídicas, mas que continuou sendo ela mesma. "E mais longe eu vou / Pra quem aprendeu de cor / Ana, só Ana, e todas eu sou", avisa nos versos da bonita canção de Maranhão. Sim, ao corrigir em Tantas a distorção do anterior álbum de estúdio, Anna Ratto vai realmente mais longe com este álbum revigorante. (Cotação: * * * *)

Grupo Ponto de Equilíbrio lança disco gravado em show em festival de reggae

qui, 05/04/2018 - 23:02

Bairro carioca imortalizado no cancioneiro do compositor Noel Rosa (1910 – 1937), Vila Isabel deu muito samba desde a década de 1930, mas décadas depois também serviu de cenário para o plantio do reggae. Disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 6 de abril, o álbum Ponto de Equilíbrio ao vivo no República do Reggae em Salvador expõe os frutos colhidos pelo grupo carioca Ponto de Equilíbrio em quase 20 anos de carreira. Formado em 1999 por Helio Bentes (voz), Pedro 'Pedrada' Caetano (baixo), Márcio Sampaio (guitarra), Tiago Caetano (teclado), Lucas Kastrup (bateria) e Marcelo Campos (percussão), o grupo faz resumo dessa trajetória no repertório autoral do álbum gravado em 18 de novembro de 2017 no show apresentado pelo Ponto de Equilíbrio no festival República do reggae, em Salvador (BA), para público estimado em mais de 20 mil pessoas. Três semanas após o lançamento do áudio da gravação ao vivo nas plataformas digitais, o grupo irá disponibilizar na íntegra, em 27 de abril, o registro audiovisual do show no canal oficial da banda no YouTube. O VJ Guigga Tomaz assina a produção do material audiovisual captado na apresentação do festival. Já a direção artística do disco em si – uma produção independente – foi orquestrada pelos próprios músicos do grupo Ponto de Equilíbrio, fiéis ao lema de que reggae (também) é resistência.

Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e outros refazem clássicos românticos com letras LGBT

qui, 05/04/2018 - 18:25

EP 'Universal love' reimagina músicas românticas com letras gays e lésbicas. Dylan transforma 'She's Funny That Way' em 'He's funny that way'; ouça. Bob Dylan se apresenta em Port Chester, Nova York na terça-feira (4). The New York Times Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e Valerie June estão entre os músicos e cantores que estão reimaginando clássicas músicas de amor como hinos lésbicos, gays, bissexuais e transgênero em um novo álbum divulgado nesta quinta-feira. O EP "Universal Love", de seis músicas, tem o objetivo de dar à comunidade músicas que reflitam sua própria identidade de gênero ao inverter pronomes ou ter cantores homens e mulheres invertendo papeis tradicionais. Dylan, o compositor e artista ganhador do prêmio Nobel, interpreta "He's Funny That Way", uma música cantada por Ella Fitzgerald e Diana Ross que também já fez parte de álbuns de Frank Sinatra e Bing Crosby como "She's Funny That Way". A guitarrista e cantora St. Vincent, que já disse publicamente que não se identifica nem como gay nem como heterosexual, apresenta "And Then She Kissed Me", uma versão do hit de 1963 do grupo feminino The Crystals "Then He Kissed Me". "A grande coisa sobre música é que transcende todas as barreiras e fronteiras e vai direto ao coração das pessoas", disse St. Vincent. "E todo mundo tem um coração".

Narrada por Rita Lee, ópera rock dos Titãs estreia em Curitiba antes de gerar DVD

qui, 05/04/2018 - 06:02

Primeira ópera-rock criada por banda do Brasil, no caso pelo grupo paulistano Titãs, Doze flores amarelas entrou em cena nesta primeira semana de abril, em duas apresentações feitas dentro da programação da 27ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, como mostra a foto de Annelize Tozetto. A primeira apresentação foi um ensaio aberto e a segunda – feita na noite de ontem, 4 de abril – foi caracterizada pelos Titãs como pré-estreia. Já prevista pelo grupo para ganhar registro audiovisual em DVD no decorrer da turnê nacional, a ópera-rock tem narração de Rita Lee – mãe do guitarrista Beto Lee, músico admitido nos Titãs em 2016 – e apresenta 29 músicas em três atos que versam sobre assédio e vingança. Titãs na ópera rock 'Doze flores amarelas' Divulgação Festival de Teatro de Curitiba / Annelize Tozetto A violência sexual contra a mulher é o (atual) tema central do repertório autoral e do libreto escrito por Hugo Possolo a partir de argumento desenvolvido pelo dramaturgo com o escritor Marcelo Rubens Paiva e com os músicos e compositores Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto – o trio remanescente da formação clássica dos Titãs. Possolo também assina, com Otavio Juliano, a direção do espetáculo. O texto da ópera-rock Doze flores amarelas expõe, em canções e textos linkados pela narração de Rita Lee, o assédio sexual sofrido por três estudantes universitárias chamadas Maria em festa a que elas vão por indicação de aplicativo intitulado Facilitador. Abusadas por cinco garotos, as três Marias (apresentadas no texto como Maria A, Maria B e Maria C e vividas em cena pelas atrizes Corina Sabba, Cynthia Mendes e Yas Werneck) decidem se vingar e consultam novamente o aplicativo, sendo instruídas a lançar mão da magia Doze flores amarelas para concretizar a vingança, que provoca a morte de um dos cinco homens abusadores e, posteriormente, também a decisão de denunciar os rapazes, em atitude que motiva o abandono do plano inicial de vingança. Os integrantes dos Titãs são os compositores de todas as músicas da trilha sonora original, algumas assinadas em parceria com Hugo Possolo e com o violoncelista Jaques Morelenbaum, casos de Sei que seremos e de É você. A produção musical é de Rafael Ramos. Eis o roteiro da ópera-rock dos Titãs, reproduzido do programa do espetáculo Doze flores amarelas: Roteiro da ópera rock dos Titãs 'Doze flores amarelas' Reprodução / Programa do espetáculo

Dupla Zezé Di Camargo & Luciano invade a praia do reggae sem sair da roça

qui, 05/04/2018 - 06:00

O sertão ainda não virou mar, mas já começa a invadir lentamente a praia do reggae. Tanto que Zezé Di Camargo & Luciano estão indo na onda de outra dupla sertaneja, Otávio Augusto e Gabriel. Os irmãos goianos lançam single com a regravação de Reggae in roça, feita com a participação dos próprios Otávio Augusto e Gabriel, intérpretes originais da canção lançada em janeiro deste ano de 2018. Composição de autoria de Otávio Augusto, Gabriel Dias, Rodrigo Lisboa, Júnior Lucas e Léo Vinicius, Reggae in roça não é exatamente um reggae, como o título sugere, mas evoca a cadência do ritmo jamaicano. Mais evidente no registro original de Otávio Augusto e Gabriel, essa evocação é mais sutil na gravação de Zezé Di Camargo & Luciano, conduzida pela levada de um violão, mas turbinada com o toque de uma sanfona. Se há algo de reggae na gravação, já em rotação nas rádios e na web, é mais o clima do que o ritmo. De todo modo, dentro da discografia da dupla goiana projetada em 1991, Reggae in roça representa certa novidade justamente por conta da leveza pop da canção. O lançamento oficial do single Reggae in roça, de Zezé Di Camargo & Luciano, está programado para amanhã, 6 de abril, nas plataformas digitais.

Com novo samba de Calcanhotto, Bethânia saúda a Mangueira em show com Zeca

qui, 05/04/2018 - 05:00

Rota principal do show que reúne Maria Bethânia e Zeca Pagodinho pela primeira vez no palco, a viagem de Santo Amaro (BA) a Xerém (RJ) prevê conexão na Estação Primeira de Mangueira, no subúrbio carioca. No show que estreia em Olinda (PE) no sábado, 7 de abril, seguindo depois para outras cidades do Brasil, Bethânia apresenta A surdo 1, até então inédito samba que ganhou de Adriana Calcanhotto quando a escola de samba Mangueira se sagrou campeã em 2017 com enredo que festejava a vida e a arte da cantora baiana. Composição que integra o set individual de Bethânia, o samba A surdo 1 é uma das quatro músicas inéditas do roteiro do show De Santo Amaro a Xerém. Sozinha, Bethânia também canta Pertinho de Salvador, samba de autoria de Leandro Fregonesi, feito em tributo à cidade de Santo Amaro da Purificação (BA). Compositor carioca, Fregonesi também é o autor do samba de roda homônimo do show, De Santo Amaro a Xerém. Eis o roteiro ensaiado por Maria Bethânia e Zeca Pagodinho – em foto de Daryan Dornelles – para o show De Santo Amaro a Xerém, com as músicas, os compositores e o ano em que elas formam lançadas em disco: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 1. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) 2. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) 3. Você não entende nada (Caetano Veloso, 1970) 4. Cotidiano (Chico Buarque, 1972) 5. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944) 6. A voz do morro (Zé Kétti, 1955) Zeca Pagodinho: 7. Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) 8. Maneiras (Silvio da Silva, 1987) 9. Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, 1996) 10. Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989) 11. Vai vadiar (Monarco e Ratinho, 1998) 12. Coração em desalinho (Monarco e Ratinho, 1986) 13. Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle, 1995) 14. Ogum (Marquinhos PQD e Claudemir, 2008) Maria Bethânia: 15. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1968) 16. Pano legal (Billy Blanco, 1956) 17. Café soçaite (Miguel Gustavo, 1955) 18. Ronda (Paulo Vanzolini, 1953) 19. Negue (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, 1960) 20. Pertinho de Salvador (Leandro Fregonesi, 2018) 21. Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) 22. De Santo Amaro a Xerém (Leandro Fregonesi, 2018) Zeca Pagodinho (tributo à escola de samba Portela): 23. Portela na avenida (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1981) 24. Lendas e mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Valtenir, 1970) 25. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970) Maria Bethânia (tributo à escola de samba Mangueira): 26. Jequitibá (José Ramos, 1949) 27. Exaltação à Mangueira (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, 1955) 28. Chico Buarque de Mangueira (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas, 1997) 29. Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto, 1993) 30. A surdo 1 (Adriana Calcanhotto, 2018) Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 31. Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964) 32. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1992) 33. Naquela mesa (Sérgio Bittencourt, 1972) 34. Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937) 35. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) Bis: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 36. Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002) 37. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)

Parceiro de Lulu, Jorge Ailton faz R&B à moda brasileira no álbum autoral 'Arembi'

qua, 04/04/2018 - 23:02

Neologismo que expressa um R&B de sotaque brasileiro, Arembi é o título do terceiro álbum solo de Jorge Ailton, cantor, compositor e baixista carioca que transita no universo da black music nacional. A música-título Arembi é parceria do artista com o conterrâneo Lulu Santos, de cuja banda Ailton faz parte desde 2010. "O som que eu faço, o R&B, é um estilo muito americano, mas eu por ter aprendido a gostar dessa onda já ouvindo a tradução dos mestres Tim Maia, Cassiano, Hyldon e Carlos Dafé, resolvi 'desamericanizar' o nome e escrevê-lo de um jeito mais brasileiro possível. Arembi é tipo um lugar, como Cachambi, Morumbi, Ipanema, Anhembi. É a minha versão das influências de soul, R&B e funk que ouvi a vida inteira", situa Ailton. O cantor, compositor e baixista Jorge Ailton Divulgação / Marcelo Faustini Gravado em 2016 com repertório inédito de autoria de Ailton, o álbum Arembi chega ao mercado fonográfico a partir de 25 de maio em edição do selo carioca Lab 344. Mas o primeiro single, Isso que não tem nome, já está em rotação no YouTube desde terça-feira, 3 de abril, embora o lançamento oficial do single nas plataformas digitais esteja programado para amanhã, 6 de abril. Fael Mondego assina a programação de bateria, o baixo synth e os teclados do single, também gravado com o toque da guitarra de Claudio Costa. Arembi sucede os álbuns O ano 1 (2010) e Jorge Ailton apresenta canções em ritmo jovem (2013) na discografia solo do artista, que debutou no mercado fonográfico em 2005 com o álbum da banda black Funk U, criada por Ailton antes de o artista decidir construir obra fonográfica individual.

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