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Confira as principais notícias sobre música: shows, festivais, premiações e eventos musicais de bandas e cantores do Brasil e do mundo.
Atualizado: 54 segundos atrás

Banda Placa Luminosa tem o primeiro (e já raro) álbum, de 1977, lançado em CD

dom, 04/03/2018 - 10:38

Em 1989, o público telespectador que acompanhava a novela Top model, sucesso da TV Globo no horário das 19h, certamente ouviu diversas vezes a gravação da música Fica comigo (Thomas Roth e Arnaldo Saccomani), lançada pela banda paulista Placa Luminosa naquele ano no álbum Parece real (1989). Escolhida para ser tema de um dos casais adolescentes da trama, Fica comigo virou o maior sucesso da discografia desse grupo cujas origens remontam ao ano de 1975, quando o cantor fluminense Jessé (1952 – 1993) formou o conjunto Corrente de Força em Brasília (DF) com os músicos Ari Nascimento (baixo), Ribah Nascimento (guitarra), Mário Lúcio Marques (saxofones e flauta) e Luiz (bateria e percussão). Esse conjunto gerou, no estado de São Paulo, o grupo Placa Luminosa, criado em 1977, ano em que o quinteto gravou e lançou o primeiro álbum, batizado com o nome da banda. É esse até então raríssimo álbum, lançado originalmente pela extinta gravadora RGE e muito cobiçado por colecionadores de discos, que ganha a primeira edição em CD neste mês de março de 2018 através de série de relançamentos produzidos por Marcelo Fróes para o selo Discobertas. Produzido por Reinaldo Barriga Brito, o álbum Placa Luminosa apresentou músicas como Velho demais (Clodo e Zeca Bahia) e Rock no rolo (Ribah Nascimento). Jessé, cantor que seguiria carreira solo na década de 1980, ainda era o vocalista da banda. Trata-se de disco lançado numa época em que começou a ser esboçada uma cena de música pop brasileira feita sem devoção cega aos cânones então vigentes da MPB. Não por acaso, 1977 também é o ano da fundação da banda A Cor do Som. Contudo, embora tenha sido requisitada para tocar em discos e/ou shows de cantores como Ney Matogrosso e Tim Maia (1942 – 1998) nos anos 1980, a banda Placa Luminosa não conquistou sucesso imediato ou massivo, embora tenha alcançado projeção nacional ao ajudar a defender a música Mira ira (Povo mel) (Lula Barbosa e Wanderley de Castro) na primeira e única edição do Festival dos festivais (TV Globo, 1985). De todo modo, o grupo continuou em atividade ao longo desses 41 anos de vida, se apresentando sobretudo em bailes pelo interior do Brasil – com Willian Sant'ana se revezando nos vocais com Marcos Falcão – e dando prosseguimento a uma história iniciada em 1977 com o álbum Placa Luminosa, ora oportunamente reeditado em CD.

Trilha sonora da novela 'Orgulho & paixão' inclui primeira parceria de Iorc e Milton

dom, 04/03/2018 - 04:00

A trama da próxima novela das 18h da TV Globo – Orgulho & paixão, escrita por Marcos Bernstein com livre inspiração em romances da escritora inglesa Jane Austen (1775 – 1817) – é situada no início do século XX. Nem por isso o público deixará de ouvir músicas dos dias de hoje na trilha sonora da novela programada para estrear em 20 de março. Uma dessas músicas atuais, já propagada nas chamadas da novela, é Mais bonito não há. Composição que abriu a parceria de Milton Nascimento com Tiago Iorc (vistos em foto de Rafael Trindade), Mais bonito não há foi lançada em single disponibilizado em outubro do ano passado nas plataformas digitais. A música impulsionou a turnê nacional feita pelos artistas no segundo semestre de 2017.

Time de compositores cria música que vai reunir Luan, Vittar e Simone & Simaria

sab, 03/03/2018 - 22:02

Caberá ao Brabo Music Team assinar, com o produtor musical Dudu Borges, a música inédita que será gravada e lançada em single pelo cantor Luan Santana com a cantora Pabllo Vittar e com a dupla Simone & Simaria. O Brabo Music Team é um conglomerado formado pelos compositores Arthur Marques, Maffalda (codinome artístico do produtor Arthur Gomes), Pablo Bispo, Rodrigo Gorky e Zebu para produzir hits em escala industrial para os cantores mais populares do universo pop brasileiro. O coletivo empresarial é similar aos que unem, nos Estados Unidos, diversos compositores e produtores musicais com o mesmo objetivo. O single que juntará Luan, Vittar e Simone & Simaria é resultante de campanha publicitária lançada em dezembro de 2017 por marca de refrigerante que promoveu eleição popular para apontar os artistas que serão reunidos na gravação. Além da música inédita, os artistas eleitos gravarão clipe que será filmado sob direção de Bruno Iglotti. Single e clipe serão lançados neste primeiro semestre de 2018.

Funkeiro Guimê divide fãs ao adotar batida e prosódia do rap no single 'Pare o mundo'

sab, 03/03/2018 - 16:20

"Pare o mundo que ela quer descer / Ela vai descer, até o chão / Ao som do Guimê e do RD / Ela vai descer, até o chão" Os versos autorreferentes do refrão do single lançado ontem por MC Guimê, Pare o mundo, sugerem tratar-se de funk. Mas a música inédita que chegou às plataformas digitais na sexta-feira, 2 de março de 2018, marca a aproximação do cantor e compositor paulista com o universo do hip hop. O RD citado no refrão é o DJ RD, responsável pela batida do single, calcada na pulsação do rap. O próprio canto de Guimê é influenciado pela prosódia típica dos rappers. Capa do single 'Pare o mundo', de MC Guimê Divulgação Justamente pela proximidade com os códigos do hip hop, a gravação de Pare o mundo dividiu opiniões entre os fãs do artista, frustrando quem esperava ouvir mais um funk de Guimê – visto em foto de Léo Caldas, do Canal KondZilla. Assim como o single anterior do ostensivo funkeiro, No auge (2017), Pare o mundo gerou clipe e produzido por KondZilla, nome artístico de Konrad Cunha Dantas, diretor e roteirista paulista que fez fama com vídeos de artistas ligados ao funk. Com ares futuristas, o vídeo foi filmado sob direção de Thiago Fernandes (conhecido como Tico Fernandes) em galpão no bairro paulistano do Brás (SP).

Com samba raro de Paulinho da Viola, álbum de Sonia Santos é editado em CD

sab, 03/03/2018 - 10:33

Seis meses após o primeiro álbum da cantora carioca Sonia Santos ter sido lançado pela primeira vez em CD, o segundo álbum dessa voz do samba que migrou para os Estados Unidos na década de 1980, Crioula, volta ao catálogo neste mês de março de 2018 no mesmo formato de CD. Tal como o antecessor Sonia Santos (1975), Crioula (1977) é álbum originalmente editado pela gravadora Som Livre com produção dirigida por Guto Graça Mello. Com arranjos do maestro carioca Edson Frederico (1948 – 2011), Crioula apresentou no repertório um então inédito samba-acalanto da lavra nobre de Paulinho da Viola, Quando nasce o filho de um sambista, título que se tornaria obscuro e raro na obra do compositor carioca pelo fato de nunca ter ganhado registro posterior do autor ou de qualquer outro intérprete ao longo desses 41 anos. Parceira de Angela Suarez na composição do sacolejante samba que batiza o disco, Crioula, Sonia Santos dá voz no álbum aos nostálgicos e melancólicos sambas-canção A distância (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca, 1977) e Fracasso (Mário Lago, 1946), este lançado na voz do cantor carioca Francisco Alves (1898 – 1952). Menos sedutor do que o primeiro álbum de Sonia Santos, Crioula ganha a primeira edição em CD dentro de coleção de reedições produzidas pelo pesquisador Marcelo Fróes para o selo Discobertas com títulos das gravadoras Som Livre e RGE, todos inéditos no formato de CD. O relançamento é oportuno para que novas gerações de colecionares de CDs descubram a voz dessa artista surgida em 1975 no boom de cantoras propagadas como sambistas pela indústria do disco no rastro do estouro, em 1974, da cantora mineira Clara Nunes (1942 – 1983). Algumas, como Alcione, se firmaram na carreira. Outras, como Geovana e Sonia Santos, não conseguiram pavimentar trajetória regular no mercado fonográfico.

Enquanto faz disco de samba, Wado lança gravação ao vivo de show que inclui Otto

sab, 03/03/2018 - 09:37

Enquanto prepara álbum de samba, ainda sem data para ser lançado, o cantor e compositor catarinense Oswaldo Schlikmann Filho, o Wado, apresenta na próxima sexta-feira, 9 de março de 2018, o álbum Ao vivo no Rex Jazzbar. O registro audiovisual será lançado nos formatos de filme e de disco, que trará o áudio da gravação ao vivo captada em show feito pelo artista em 15 de junho de 2017 no bar situado na cidade de Maceió (AL), na qual Wado reside desde a década de 1980. No show, Otto faz dueto com Wado em Crua (2009), música da lavra solitária do cantor e compositor pernambucano. Já amigos, parceiros e/ou simpatizantes de Wado – como André Abujamra, Carlos Eduardo Miranda, Curumin e Zeca Baleiro, entre outros – avalizam o artista através de depoimentos inseridos no filme gerado a partir das imagens captadas no Rex Jazzbar. Ao longo do roteiro do show, além do dueto com Otto em Crua, Wado se exercita como intérprete ao dar voz às músicas Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973) e Um passo à frente (Moreno Veloso e Quito Ribeiro, 2005), ambas sintonizas com o universo musical do último álbum do artista, Ivete (2016), lançado há dois anos com repertório inspirado na música afro-pop-baiana rotulada como axé music. Em que pesem as abordagens de obras alheias, Wado segue por trilho essencialmente autoral ao apresentar o repertório do show, rebobinando parcerias com Chico César (Surdos de escolas de samba, de 2011), Cícero (Rosa, de 2013) e Thiago Silva (Alabama e Sexo, ambas de 2016). Duas músicas, Cidade grande (Wado, 2011) e Fortalece aí (Wado e Adriano Siri, 2008), foram alocadas como faixas-bônus exclusivas da edição em disco da gravação ao vivo.

Marina junta samba, funk e até tecnobrega na atualidade do álbum 'Novas famílias'

sab, 03/03/2018 - 08:22

Capa do álbum 'Novas famílias', de Marina Lima Rogério Cavalcanti Com capa que expõe Marina Lima com adereço de black bloc na foto de Rogério Cavalcanti, o 21º álbum da cantora, compositora e instrumentista carioca, Novas famílias, chega ao mercado fonográfico a partir de 16 de março com repertório autoral composto por oito músicas inéditas e pela regravação de Pra começar (Marina Lima e Antonio Cicero), sucesso dos anos 1980 lançado por Marina no álbum Todas as vivo (1986). Primeiro disco de estúdio e de músicas inéditas da artista deste o subestimado Clímax (2011), lançado há sete anos, Novas famílias é álbum em que, como sugere o título, Marina aborda temas e ritmos atuais no repertório composto com parceiros como Arthur Kunz, Letícia Novaes, Marcelo Jeneci e Silva, além do irmão Antonio Cicero, com quem retoma parceria interrompida momentaneamente no fim dos anos 2000. Trata-se do terceiro disco gestado por Marina na cidade de São Paulo (SP), para onde a artista se mudou em 2010. Marina Lima Rogério Cavalcanti O leque rítmico do disco Novas famílias vai do funk (Só os coxinhas, controvertida parceria com Cicero lançada previamente em 23 de fevereiro como primeiro single do álbum) ao tecnobrega (É sexy, é gostoso), passando por samba (Climática), balada (Do Mercosul) e por samba-funk (Juntas). Antenada com o universo da música eletrônica desde os anos 1990, Marina põe beats sintetizados em Mãe gentil – parceria da artista com Arthur Kunz e com Letícia Novaes, convidada da faixa – e em Árvores alheias, música composta pela artista para a trilha sonora do ainda inédito filme Baleia, no qual Marina também aparece como atriz na ficha técnica.

Show de Bethânia com Zeca marca reunião da cantora com o maestro Jaime Alem

sex, 02/03/2018 - 20:33

Zeca Pagodinho e Maria Bethânia Divulgação / Daryan Dornelles Além de promover a inusitada reunião de Maria Bethânia com o sambista carioca Zeca Pagodinho no palco, o vindouro show De Santo Amaro a Xerém – cuja turnê nacional prevê apresentações em cinco cidades do Brasil entre abril e maio deste ano de 2018 – marca o reencontro da cantora baiana com Jaime Alem, escalado para tocar um dos violões da banda formada para o espetáculo com os músicos Jaguara (percussão), Marcelo Costa (percussão), Marcos Esguleba (percussão), Paulão Sete Cordas (violão), Paulo Galeto (cavaquinho), Rômulo Gomes (baixo) e Vitor Motta (saxofone e flauta). O reencontro da cantora com Alem é emblemático. Compositor, arranjador e músico paulista, Jaime Além cuidou da direção musical dos discos e shows de Bethânia a partir de 1988, ano em que a intérprete lançou um dos mais belos e um dos menos ouvidos álbuns da carreira, Maria. Por 22 anos, de 1988 a 2010, Alem foi o maestro de Bethânia em conexão profissional que, a rigor, tinha sido iniciada em 1982, quando Alem assinou os arranjos vocais do show Nossos momentos, perpetuado em estupendo álbum ao vivo naquele mesmo ano de 1982. Na função de maestro de Bethânia, ele trabalhou com a cantora do mencionado álbum Maria ao show Amor, festa, devoção (2009), lançado em CD e DVD em 2010. Em outubro de 2012, a interrupção da parceria profissional de Bethânia com Alem ficou evidenciada com o anúncio de que o maestro mineiro Wagner Tiso faria a direção musical do então inédito show Carta de amor, estreado em novembro daquele ano de 2012 e lançado em CD e DVD em 2013.

Cantora maranhense Alexandra Nícolas faz política no apimentado 'Coco fulero'

sex, 02/03/2018 - 15:57

Seis anos após cair no samba com o álbum Festejos (2012), sem esquecer as origens nordestinas, a cantora maranhense Alexandra Nícolas volta ao mercado fonográfico com álbum de tom igualmente brejeiro, mas mais arretado, temperado com a malícia dos vivazes ritmos musicais agrupados sob o genérico rótulo de forró. O álbum Feita na pimenta será lançado em 23 de março, mas o primeiro single, Coco fulero, já está disponível desde hoje, 2 de março, nas plataformas digitais. O coco é parceria de Zeh Rocha com o violonista João Lyra, arranjador e músico da gravação formatada com o toque da sanfona de Adelson Viana, com a batida da zabumba e dos pandeiros de Durval Pereira e com a percussão do triângulo e do pandeiro de Zé Leal. A letra de Coco fulero mete a mão na cumbuca da política nacional, pregando contra o voto nulo na voz de Alexandra Nícolas (em foto de Veruska de Oliveira). Capa do single 'Coco fulero', de Alexandra Nícolas Divulgação Coco Fulero (João Lyra e Zeh Rocha) Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada Dá um pipoco Brasileiro no sufoco Meu pandeiro quer o troco Fulero voto mais não Foi um quixote tanto miolo de pote Presepeiro deu um bote Urucubaca do patrão Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada Acorda povo coco maneiro Anima o fuá de mão em mão De fé que dá pé Brasileiro quando quer Bota pimenta na panela Fulero voto mais não Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada No vuco-vuco a cambada de canalha Empresário de cangalha Na Papuda dá mais não Emparelhado coco sem rima eu deixo Mexe-­mexe quebra-­queixo Fulero voto mais não Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada

Titane percorre em segurança a estrada do sertão que a conduz à obra de Elomar

sex, 02/03/2018 - 09:07

A obra do compositor baiano Elomar Figueira Mello está entranhada nos rincões do Brasil sertanejo. Mas o sertão de Elomar nada tem a ver com os campos em que, na década de 1930, brotou a música inicialmente rotulada como caipira. Produto singular, resultante da conjunção de elementos do folk e da música ibérica, o cancioneiro ruralista deste compositor de atuais 80 anos é a trilha sonora de cantoria nordestina que se enquadra até em moldura sinfônica tal o refinamento com que a obra foi burilada pelo ourives. Voz de Minas Gerais, estado também sertanejo, a cantora Titane aborda a obra de Elomar com respeito às estruturas básicas do repertório autoral do cantador em disco que se desvia dos clichês ruralistas. Na recriação da moda O violeiro (1973), a viola (no caso, de 14 cordas) está lá, sobressalente no toque de André Siqueira, mas o álbum Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro (Edição independente) expõe diversos matizes da obra do compositor, cronista da vida, dos costumes, dos amores e dos dissabores do homem do sertão. Por estar situada intrinsecamente nesse universo sertanejo, o sotaque caipira de temas como Chula no terreiro (1979) soa perfeitamente natural nessa faixa em que a voz aguda de Titane se harmoniza com o canto grave de Pereira da Viola. Violeiro respeitado no universo musical do Brasil rural, Pereira é o convidado da gravação conduzida pelos violões de Hudson Lacerda, colaborador de Kristoff Silva, diretor musical do disco produzido pela própria Titane em parceria com Kristoff. Capa do álbum 'Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro' Divulgação Contudo, o álbum Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro abre a porteira do sertão, expondo em Corban (1983), no toque do violão de Hudson, a influência ibérica que pauta parte do cancioneiro do inimitável compositor. Na música-título Na estrada das areias de ouro (1973), a voz de Titane – já em si responsável pelo tom de salutar estranheza do disco pelo fato de ser um timbre feminino a se fazer ouvir no mundo predominantemente masculino dos cantadores e violeiros – se afina somente com o toque do acordeom Toninho Ferragutti. O mesmo acordeom virtuoso de Ferragutti vai dar o tom forrozeiro de Clariô (1979), faixa de maior vivacidade rítmica de álbum enraizado no folk à moda do sertão brasileiro. Em Acalanto (1973), o toque da marimba de porcelana manuseada por Kristoff Silva evoca um tempo de delicadeza onírica em sintonia com a letra em que Elomar narra fábula de amor medieval. Aliás, os versos de Elomar são construídos no idioma particular do homem sertanejo, prosódia que Titane respeita ao dar voz a composições como Segundo pidido (1983). A cantora Titane Divulgação Ao caminhar pelas estradas sertanejas de Elomar, a cantora também carrega melancolia de amores desfeitos e saudade de um sertão já corroído pela força da natureza e do bicho homem. Esses sentimentos brotam na bela estrada melódica percorrida por Cavaleiro do São Joaquim (1973) e também na rota da Cantiga do estradar (1983). Como sinalizam versos de Na quadrada das águas perdidas (1979), música que deu título ao segundo álbum do cantador, há muito desencanto no caminho que conduz ao reino onírico e sertanejo de Elomar. Cruzando tons flamencos e caipiras, a épica gravação de Na quadrada das águas perdidas representa o fim do caminho de Titane pela estrada que a conduz com propriedade pela obra de Elomar Figueira Mello, ourives de cancioneiro que merece ser revisitado sem ranços folclóricos, como faz essa cantora do sertão mineiro neste disco tão bonito quanto relevante. (Cotação: * * * *)

Autor de hits de Roberto Carlos, Getúlio Côrtes lança primeiro álbum aos 80 anos

sex, 02/03/2018 - 06:27

O compositor carioca Getúlio Côrtes faz 80 anos neste mês de março e, no embalo da efeméride, lança o primeiro álbum de carreira iniciada no alvorecer da década de 1960. Intitulado As histórias de Getúlio Côrtes, o álbum reapresenta as principais músicas do cancioneiro autoral do artista com o toque contemporâneo de músicos como Gustavo Benjão, Marcelo Callado e Melvin. Nascido em 22 de março de 1938 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Getúlio Francisco Côrtes – irmão de Gérson Rodrigues Côrtes, o cantor de funk conhecido como Gerson King Combo – se criou no bairro de Madureira, um dos berços do samba carioca, mas contrariou a lógica racista da época de que negro tinha que ser sambista ao entrar no mundo da música. Roqueiro pela própria natureza musical, Getúlio se associou nos anos 1960 à turma da Jovem Guarda e, com isso, teve músicas gravadas por Roberto Carlos, o rei da juventude daquela década. A música de Getúlio que alcançou maior projeção na voz do cantor, sobrevivendo inclusive ao fim da Jovem Guarda, foi Negro gato (1965), gravada por Roberto em 1966, um ano após ter sido lançada pelo grupo Renato e seus Blue Caps no álbum Viva a juventude! (1965), e desde então revisitada por intérpretes como Marisa Monte. Mas são da lavra de Getúlio várias outras músicas gravadas por Roberto Carlos, com quem o compositor se enturmou em 1961, anos antes do estouro do cantor. Entre essas músicas, há O feio (1965), Pega ladrão (1965), O gênio (1966), O sósia (1967), Quase fui lhe procurar (1968), O tempo vai apagar (parceria com Paulo César Barros, lançada por Roberto em 1968), Nada tenho a perder (1969), Uma palavra amiga (1970), Eu só tenho um caminho (1971) e Atitudes (1973). Algumas dessas composições são repaginadas no álbum As histórias de Getúlio Côrtes na voz do autor, que esboçou carreira de cantor na década de 1960 ao formar o grupo vocal The Wonderful Boys. O disco foi gravado com produção musical de André Paixão, sob a direção artística de Marcelo Fróes.

Família Lima anuncia que o patriarca Zeca sai do grupo gaúcho após 24 anos

qui, 01/03/2018 - 19:01

Em cena desde 1994 com mistura digestiva de música erudita e música pop, o grupo gaúcho Família Lima passa a ser um quarteto a partir de hoje, 1º de março de 2018. Após 24 anos, o patriarca da família, Zeca Lima, está deixando o grupo para se dedicar a projetos individuais, em especial ao show Dançando a bordo. O anúncio da saída de Zeca foi feito por um dos filhos do patriarca, Lucas Lima, em texto publicado em redes sociais. A Família Lima segue em cena com os irmãos Amon-Rá, Lucas e Moisés, além do primo Allen. Eis o texto publicado por Lucas Lima sobre a saída de Zeca Lima do grupo: "Fala, gurizada!!!! Lucas aqui!! Cresci ouvindo meu pai dizendo que 'os filhos devem seguir seus próprios caminhos tão logo suas asas estejam prontas para isso. Os pais devem desbravar o caminho para os filhos e depois passar o bastão'. Na história dele como professor, a função também era a mesma: formar alunos e abrir espaço para que estes pudessem voar independentes do mestre. Agora que sou pai, entendo perfeitamente esse sentimento e dá um certo orgulho de ver que ele nos enxerga assim: prontos para escrevermos a nossa história! A Família Lima “banda” agora segue sem ele no palco, mas para sempre com ele no legado! A nossa família “Família” permanece unida, sempre um torcendo pelo outro e o pai já tá chegando com vários projetos incríveis que a gente vai divulgar por aqui. Já aproveita e segue ele nos perfis oficiais para ficar sabendo de todas as novidades que já começaram a rolar! Muito sucesso pra todos nós!!!"

Caio Prado resiste no calor da poesia e da temperatura oscilante do disco 'Incendeia'

qui, 01/03/2018 - 18:18

Cantor e compositor carioca inserido em cena artística que batalha pela afirmação política de minorias, inclusive sexuais e raciais, Caio Prado faz o que caracteriza de "poesia de resistência" no segundo álbum, Incendeia (Maianga Discos). Disponível no mercado fonográfico a partir de amanhã, 2 de março, Incendeia mira a fervura da música negra ao longo das dez músicas, sendo que as nove inéditas são todas assinadas solitariamente por esse artista projetado como integrante do trio queer carioca Não Recomendados. Ritmos matriciais como soul, funk e R&B são diluídos em soluções contemporâneas do produtor Alê Siqueira, com a providencial dose de eletrônica. As programações do tecladista baiano Mikael Mutti (re)forçam a atualidade de músicas como É proibido estacionar na merda, faixa já previamente apresentada em novembro, como primeiro single do álbum Incendeia. Conceituada como "trap baiano" por Prado, É proibido estacionar na merda ostenta discurso menos sutil do que a ideologia exposta nos versos de Turbilhão e de Pífio, músicas em que a "poesia de resistência" soa mais burilada e afinada com a música. Contudo, Incendeia é disco pautado pela urgência, pela explosão do calor da hora e dos metais soprados por Marcelus Leone. Capa do álbum 'Incendeia', de Caio Prado Rafo Coelho Dentro desse contexto musical e poético, Personagem entojado esquenta a chapa tanto no som cortante quanto no discurso que descortina hipocrisias sociais. Já O mesmo e o outro tem poesia que resiste até sem a música menos imponente. Se a música-título Incendeia expõe a tentativa do artista de se comunicar com público maior do que o círculo indie que ouviu o independente álbum anterior Variável eloquente (2014), Nossa sorte reitera essa veia em tese popular com melodia mais serena e com a participação da cantora amiga Maria Gadú. No fecho, a majestosa regravação no toque do ijexá de Zera a reza (2000) – música pouco ouvida da lavra de Caetano Veloso, artista referencial na formação de Prado, compositor ainda em progresso – eleva a temperatura de Incendeia, com citação da gravação de Estórias de Ganhadeiras nas vozes do grupo baiano Ganhadeiras de Itapuã. Juntamente com Mera, bela canção de melodia e poesia transcendental que ameniza o calor sonoro do disco, a abordagem de Zera a reza recomenda o nome de Caio Prado nessa cena que busca a afirmação da diversidade ao dar voz ativa às minorias, dispensando a servidão.

Álbum que junta Dori Caymmi, Edu Lobo e Marcos Valle sai até o fim deste semestre

qui, 01/03/2018 - 15:14

Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi Reprodução / Instagram A foto acima mostra Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi no estúdio da gravadora Biscoito Fino durante as sessões de fotos para o álbum que reúne o afinado trio de cantores, compositores e músicos cariocas, todos nascidos em 1943. O álbum Dori, Edu e Marcos tem lançamento previsto para abril ou maio. No disco, gravado no segundo semestre de 2017 na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), os artistas abordam as obras uns dos outros, se alternando em solos, duetos e trios. O álbum chega ao mercado cerca de 55 anos após os então iniciantes artistas terem formado grupo no início da década de 1960 – com Marcos Valle ao piano e com Dori e Edu aos violões. O trio chegou a se apresentar em programas de TV, mas nunca gravou um disco, sequer um compacto. O efêmero trio se desfez porque logo Valle engatou carreira solo, sendo seguido na sequência por Edu e Dori. Mas a amizade permaneceu ao longo desses mais de 50 anos. Até que, em 2016, um reencontro dos três no palco, em show feito por Valle com a cantora norte-americana Stacey Kent, acendeu a ideia do álbum que sai neste primeiro semestre de 2018.

Fora de cena há 20 anos, Tim Maia ainda é a voz mais forte do soul e do funk do Brasil

qui, 01/03/2018 - 10:52

Na noite de 8 de março de 1998, um domingo, haveria show de Tim Maia no Teatro Municipal de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Mas não houve. Ou quase houve. Tim – "o cantor que mais comparece a shows no Brasil", como ele se autodefinia, gozador, para ironizar a justa fama de faltar aos próprios shows – foi. Mas não conseguiu cantar. Até soltou o vozeirão grave no primeiro verso de Não quero dinheiro (Só quero amar), o petardo autoral de 1971 que era tiro certeiro na plateia. Mas a voz de baixo-barítono não completava o verso da primeira música do roteiro do show que Tim tinha idealizado, com orquestra, para ser gravado ao vivo e dar origem a um disco acústico. Tim, então, saiu de cena. E não voltou. Nunca mais. Internado em hospital da cidade fluminense de Niterói (RJ), Sebastião Rodrigues Maia (28 de setembro de 1942 – 15 de março de 1998) sairia definitivamente de cena dali a uma semana, em outro domingo. Vítima dos excessos dos 56 anos incompletos que tinha vivido a mil por hora. Sem freios, inclusive na língua. Fora de cena há 20 anos, Tim Maia permanece lendário, mitológico e memorável como a voz mais forte e bem-sucedida do soul do Brasil. Muitos tentam seguir a receita desse cantor e compositor carioca que traduziu o soul e o funk norte-americanos para o idioma da música brasileira. Mas todos soam como genéricos ou, no máximo, como discípulos que somente reforçam a personalidade do mestre, tão talentoso quanto temperamental, a ponto de ter tido passagens atribuladas por todas as gravadoras do Brasil. Criado na Tijuca, bairro da Zona Norte da partida cidade do Rio de Janeiro (RJ), Tim se deixou contagiar pelo rock'n'roll dos anos 1950, pela batida diferente que João Gilberto apresentou ao mundo em 1958 no toque do violão revolucionário e pela bossa das vozes do grupo Os Cariocas (com o qual gravaria álbum em 1997, Amigo do rei, na fase crepuscular da carreira fonográfica). Mas Tim se encontrou mesmo quando, em viagem atribulada pelos Estados Unidos entre o fim dos anos 1950 e o início da década de 1960, foi na fonte da música negra-americana, bebendo do soul, do funk que emergiu nos anos 1960 e do R&B propagado pelo som da (gravadora) Motown. Na volta ao Brasil, Tim se revelou um gênio ao misturar tudo isso com os ritmos brasileiros. Juntou soul com samba, soul com baião, soul com xaxado. E compôs baladas matadoras como Azul da cor do mar (Tim Maia, 1970) e funkaços como Não vou ficar (Tim Maia, 1969), tiro certeiro de Roberto Carlos nas paradas quando o Rei da juventude dos anos 1960 resolveu enegrecer a discografia no fim daquela década de 1960. Mais tarde, esse artista de peso – em todos os sentidos – ainda misturou soul e funk com a batida da disco music, fusão que deu o tom festivo do álbum Tim Maia Disco Club (1978), um dos melhores títulos de discografia irregular que foi sendo adoçada com doses progressivas de glicose a partir dos anos 1980, década do tecnopop e do império da dupla de compositores Michael Sullivan & Paulo Massadas nas paradas musicais do Brasil (dupla, aliás, lançada por Tim em 1983 com a gravação da balada Me dê motivo). Tim Maia Reprodução da capa do álbum 'Sufocante', de 1984 O suprassumo da obra fonográfica de Tim Maia está concentrado nos quatro álbuns que o cantor lançou pela gravadora Polydor entre 1970 e 1973, todos batizados com o nome do artista. O Tim Maia de 1970 é antológico, um dos melhores discos da história da música brasileira. O Tim Maia de 1971 roça o alto nível do álbum de estreia do cantor. Já o de 1972 soa (bem) inferior. O cantor recupera (parcialmente) a forma no Tim Maia de 1973, por conta de dois irresistíveis sambas com acento de soul, Gostava tanto de você (Edson Trindade) e Réu confesso (Tim Maia). De 1975 em diante, os repertórios dos álbuns se tornam menos coesos, ainda que uma ou outra música tenha se destacado a ponto de garantir lugar nos roteiros pouco variáveis dos shows do Síndico, casos de Você eu, eu e você (Juntinhos) (Tim Maia, 1980) e Do Leme ao Pontal (Tim Maia, 1981). Quando Tim ia, os shows dele eram inesquecíveis. Uma festa que alternava as músicas feitas para esquentar sovaco com as canções criadas para melar cuecas, como ele fazia questão de explicar, dando a receita de um sucesso que somente deu certo porque se tratava de um cantor e de um compositor singular como Sebastião Rodrigues Maia, grande nome da música do Brasil.

Banda Eddie surfa na correnteza  tropical do marítimo álbum 'Mundo engano'

qua, 28/02/2018 - 18:56

A caminho dos 30 anos de vida, a serem festejados em 2019, a banda pernambucana Eddie lança o sétimo álbum, Mundo engano, nesta última semana de fevereiro de 2018. Baterista da conterrânea e contemporânea Nação Zumbi, Pupillo assina a produção do disco em que Fábio Trummer (voz e guitarras), Alexandre Urêa (percussão e voz), Andret Oliveira (trompete, teclados e sampler), Rob Meira (baixo) e Kiko Meira (bateria) apresentam músicas como De pouco em pouco e A correnteza, composição inspirada no livro Os trabalhadores do mar (1866), obra do poeta, dramaturgo e romancista francês Victor Hugo (1802 – 1885). Precedido em janeiro pelo single com Girando o mundo, tema carnavalesco em que a olindense Eddie se aproximou do passo do frevo, o álbum Mundo engano se deixa levar por correnteza pop tropical, esboçando fusão de samba e surf music em O mar apaga. Já Para Yemanjá tem versos do poeta Marcelino Freire. Outra música, intitulada O mar lá fora, exemplifica a recorrente temática marítima do repertório, reforçada pela ilustração de Helder Santos exposta na capa do disco. Capa do álbum 'Mundo engano', da banda Eddie Ilustração de Helder Santos O álbum Mundo engano começou a ser gestado em novembro de 2016, fruto da aproximação do vocalista Fábio Trummer com Romário Menezes de Oliveira Jr. – o músico e produtor pernambucano conhecido no universo pop como Pupillo. Trummer e Pupillo entraram em estúdio naquele (fim de) ano de 2016 em decorrência da proximidade surgida com convite para que criassem juntos a trilha sonora de filme baseado na peça A serpente (1980), do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912 – 1980), e lançado em 2016. Sob a batuta de Pupillo, e com a linguagem pop do rock, a banda Eddie flerta em Mundo engano com o universo musical caribenho em Dobra esquina, evoca a malícia do forró em Vivo tendo fogo e se inspira pelo clima pesado do mundo do hip hop em Brooklin. Já Medo da rua é regravação do repertório do grupo Trummer Super Sub América, projeto paralelo do vocalista Fábio Trummer.

Em EP de série de Moska, Zé Ramalho revive canções que lançou há 40 anos

qua, 28/02/2018 - 17:15

Capa do EP 'Moska apresenta Zoombido – Zé Ramalho' Divulgação Lançado em 1978, o primeiro álbum solo de Zé Ramalho apresentou, na voz cavernosa do artista, músicas que se tornariam emblemáticas dentro do cancioneiro autoral desse singular cantor, compositor e músico paraibano. Tanto que, decorridos 40 anos, Ramalho ainda recorre de forma regular a essas canções que lhe renderam epítetos como Bob Dylan do sertão. Três músicas do álbum Zé Ramalho – Avohai (música que havia sido lançada no ano anterior em disco da cantora Vanusa), Chão de giz e Vila do sossego – formam o repertório do nono título da série de EPs intitulada Moska apresenta Zoombido. Os EPs da coleção reúnem números musicais extraídos das gravações de Zoombido, programa apresentado desde 2006 no Canal Brasil pelo cantor, compositor e músico carioca Paulinho Moska. No caso do EP de Ramalho, a faixa mais inusitada é o dueto do anfitrião Moska com o convidado na canção Chão de giz. A série Moska apresenta Zoombido já inclui EPs com gravações de Alceu Valença, Dani Black, Frejat, Herbert Vianna, Marcelo Camelo, Milton Nascimento, Nando Reis e Roberta Campos. A cada 15 dias, um título inédito chega às plataformas digitais com três números do programa, sendo um feito pelo artista convidado em dueto com Moska.

Badi Assad fala sobre Elza, Gismonti e Ney no livro 'Volta ao mundo em 80 artistas'

qua, 28/02/2018 - 14:15

"Seu olhar cheio de afeto e alteridade nos faz vislumbrar a humanidade dos artistas sobre os quais escreve, como se assim fizesse uma ode ao amor pelo ser humano e pelo que levou esses homens e mulheres de tão diferentes partes do globo a se traduzirem e se expressarem em música." As palavras acima foram escritas por Chico César para o primeiro livro de Badi Assad. O artista paraibano assina o prefácio de Volta ao mundo em 80 artistas, livro em que a violonista, compositora e cantora paulista apresenta crônicas sobre 80 nomes da música. São artistas de todos os continentes que a influenciaram na vida e na carreira que já soma 22 anos. Entre estes 80 artistas, oriundos de diversos cantos do mundo, há brasileiros como a cantora carioca Elza Soares, a cantora cearense Marlui Miranda, o cantor sul mato-grossense Ney Matogrosso e o músico fluminense Egberto Gismonti. Entre os nomes estrangeiros, há o inglês Sting, o violinista teuto-americano David Garrett, o irlandês Hozier, a cantora franco-tunisina Amina Annabi e a cantora canadense Sarah McLachlan. O livro Volta ao mundo em 80 artistas tem lançamento previsto para o fim de março, em publicação da editora Pólen Livros, gerando inédito show programado para estrear em abril, dando início a uma turnê nacional de Badi Assad.

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