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Confira as principais notícias sobre música: shows, festivais, premiações e eventos musicais de bandas e cantores do Brasil e do mundo.
Atualizado: 3 minutos 34 segundos atrás

Após flertes com a MPB, padre Fábio de Melo volta às origens em disco 'diferente'

seg, 26/03/2018 - 17:18

Após ter se aproximado da linguagem da MPB nos últimos dois álbuns de estúdio de discografia iniciada em 1997, Deus no esconderijo do verso (2015) e Clareou (2017), o padre cantor Fábio de Melo volta a entoar músicas religiosas de formato mais tradicional no álbum O amor me elegeu, previsto para ser lançado no início de abril através da Canção Nova. Com quatro músicas inéditas entre as 13 composições de repertório que inclui somente quatro canções de autoria do artista mineiro, o disco inclui músicas como Deus cuida de mim e Sinal de misericórdia, cujos títulos já dão o tom de oração do cancioneiro do álbum. Fábio de Melo caracteriza o álbum O amor me elegeu como um "retorno à simplicidade", como um disco "diferente". Chagas abertas, Filho de Davi, Minha raiz, Perdas necessárias e Vivo teu louvor são outras músicas gravadas pelo artista nesse 21º álbum da carreira fonográfica.

Parceria de Kassin com artista britânico promove edição brasileira do álbum 'Relax'

seg, 26/03/2018 - 12:33

Música composta por Alexandre Kassin com letra escrita pelo compositor e músico britânico Rob Gallagher (ex-Incognito), Seria o Donut? está sendo promovida pelo músico e compositor carioca como o segundo single da edição nacional de Relax (2017), álbum solo de Kassin que será lançado no Brasil na próxima sexta-feira, 30 de março de 2018. O disco foi lançado originalmente no Japão em junho de 2017. O clipe de Seria o Donut? entrou em rotação na web a partir de hoje, 26 de março. Produzido com recursos de animação criados e editados por Rafael Moreira, o clipe tem direção assinada por Fábio Audi. Já o single (capa acima) chegou às plataformas digitais um mês após o single com a regravação de Coisinha estúpida (Something stupid) (Carson Parks, 1966, em versão em português de Leno, 1967) feita por Kassin em dueto com a cantora Clarice Falcão. Além de Clarice, o soulman baiano Hyldon e o grupo português Orelha Negra também participam do álbum Relax, reeditando na música Estrada errada o encontro com Kassin articulado para a edição de 2012 do festival Rock in Rio Lisboa.

Segundo álbum de Domenico Lancellotti é lançado nos EUA por selo de David Byrne

seg, 26/03/2018 - 11:57

Segundo álbum solo de Domenico Lancellotti, Serra dos órgãos (2017) será editado nos Estados Unidos e na Europa em maio deste ano de 2018 através de parceria firmada com os selos Luaka Bop – selo fonográfico do ex-Talking Heads David Byrne, cantor e compositor de origem escocesa e vivência norte-americana que está no Brasil neste mês de março para shows nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) – e !K7 Records. Capa do álbum 'Serra dos órgãos' Divulgação Sucessor do álbum Cine privê (2011) na discografia solo do baterista e compositor fluminense, Serra dos órgãos foi lançado primeiramente no Japão, em abril de 2017, ano em que o disco também foi editado no mercado brasileiro, meses mais tarde, através do selo carioca Lab 344. No disco, Domenico – em foto de Caroline Bittencourt – registra músicas autorais como Aracne (parceria de Domenico com Alberto Continentino e Alexandre Kassin), Dama da noite (parceria com Bruno Di Lullo), Pare de correr (música composta e registrada com Pedro Sá, cuja voz e guitarra figuram na gravação), Tudo ao redor (composta e gravada com Moreno Veloso) e Voltar-se (gravada com o toque do violão de Bem Gil). Capa do single 'Tudo ao redor', de Domenico Lancellotti com Moreno Veloso Divulgação A faixa Tudo ao redor, aliás, foi lançada como single, disponibilizado nas plataformas digitais na última sexta-feira, 23 de março.

'Romeu e Julieta' com hits de Marisa paira acima do padrão do 'musical de barzinho'

seg, 26/03/2018 - 09:52

Por mais que haja eventuais desajustes no encaixe do repertório de Marisa Monte na narrativa lírica de Romeu e Julieta, tragédia romântica presumivelmente escrita em 1595 pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564 – 1616), o espetáculo recém-estreado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) paira acima do padrão populista de um subgênero que pode ser rotulado como musical de barzinho. Em bom português, há dramaturgia sólida – ainda que bastante diluída por Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche para adaptar o texto aos tempos modernos – e não somente um fio tênue de ação posto em cena como mero condutor para o canto coletivo de músicas conhecidas. O refinado padrão estético do espetáculo Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte se torna visível desde que as cortinas se abrem e o público vê as torres de pedra que compõem cenário verticalizado, erguido com a assinatura da arquitetura concreta de Daniela Thomas. Esse alto padrão é sublinhado pela luz de Monique Gardenberg, pela excelência dos atores – mais um mérito da produtora de elenco Marcela Altberg – e pelos arranjos vocais de Jules Vandystadt. Por mais que o diretor musical Apollo Nove tenha posto batidas contemporâneas em cena, sobretudo nos números musicais do irregular primeiro ato, o tratamento vocal dado ao cancioneiro de Marisa Monte por Vandystadt muitas vezes vai contra a própria natureza pop do espetáculo idealizado e dirigido por Guilherme Leme Garcia. E isso contribui positivamente para que Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte se distancie do formato do musical moderninho de barzinho. Thiago Machado e Bárbara Sut em 'Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte' Divulgação / Felipe Panfili É arrepiante o arremate da ação trágica ao som de A primeira pedra (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006), bela canção do versos "Atire a primeira pedra / Quem não sofreu / Quem não morreu por amor". Aliás, se Romeu + Julieta muitas vezes flui bem ao som do cancioneiro de Marisa Monte, é porque o amor é muitas vezes abordado na obra da compositora carioca sob prisma exacerbadamente romântico, com passionalidade adolescente que se ajusta ao tom fatalista da tragédia de Shakespeare. Como Romeu e como Julieta, Marisa Monte – vista ao lato em foto de Leo Aversa – ama o amor e a condição de estar amando. É da paixão pelo amor que tratam os versos de Amor, I love you (Marisa Monte e Carlinhos Brown, 2000) e de Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2006), ouvidos nas vozes de Julieta (Bárbara Sut) e Romeu (Thiago Machado), respectivamente. Por conta desse arrebatamento pelo romantismo, mote do texto de Shakespeare, texto e música se afinam como se tivessem sido feitos um para o outro quando Julieta pede para Romeu ficar mais ao som de Não vá embora (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2000) ou quando Romeu e Julieta reverberam juntos a decisão de seguirem incondicionalmente lado a lado em É você (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2002). No caso de Não vá embora, essa harmonia é potencializada pelo arranjo vocal que engrandece o número. O belo efeito sonoro de Vilarejo (Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Pedro Baby, 2006), em número puxado pelo Frei Lourenço (Claudio Galvan) e encorpado pelo coro na cena do casamento que fecha o primeiro ato, também exemplifica a sofisticação inerente ao espetáculo, ainda que a inserção da canção Vilarejo na narrativa soe menos natural. Claudio Galvan no musical 'Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte' Divulgação / Felipe Panfili Esse, a propósito, é o problema mais grave de Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte, sobretudo no primeiro ato. Na primeira metade do espetáculo, há forçados links entre o texto de Shakespeare e o repertório de Marisa Monte. Nada justifica a inclusão de Infinito particular (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006) na voz de Teobaldo (Pedro Caetano). Instantes depois, chega a soar risível a interpretação de Esqueça (Forget him) (Mark Anthony, 1963, em versão de Roberto Corte Real, 1966) – canção do reino pueril da Jovem Guarda que Marisa gravou para a trilha sonora de filme de 2003 – na voz do mesmo Teobaldo somente porque este integrante da família Capuleto proferiu que não iria esquecer ofensa do impulsivo Romeu. Os números musicais do baile da família de Julieta, aliás, soam artificiais, ainda que Panis et circenses (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968) faça algum sentido na cena, com a curiosidade adicional de ser música puxada por Kacau Gomes (Sra. Capuleto), atriz e cantora que já foi backing-vocal de Marisa Monte na época do show e disco Memórias, crônicas e declarações de amor (2000). Há também excesso de músicas no primeiro ato, o que provoca o desperdício de boas canções como Noturna (Marisa Monte, Lúcio Silva e Lucas Silva, 2016). Em contrapartida, soa charmosa a recorrente citação instrumental de Negro gato (Getúlio Côrtes, 1965) nas aparições de Mercuccio, personagem que ganhou composição andrógina na pele do expressivo ator Ícaro Silva. Da mesma forma, merece menção honrosa o uso de Volte para seu lar (Arnaldo Antunes, 1991) na cena que abre o segundo ato com o enfrentamento das gangues das famílias rivais. Engenhosa também é a cena em que Julieta canta Perdão você (Carlinhos Brown e Alain Tavares, 2000) após beber o elixir que provocará a sensação de falsa morte da jovem. O segundo ato redime o espetáculo das forçações do primeiro, soando mais fluente e dramático – o que oferece mais chance de brilho para atores tarimbados como Stella Maria Rodrigues (Ama, personagem alvo de humor quase caricato no primeiro ato). E por falar no elenco, a escalação do par central resulta acertada tanto do ponto de vista musical quanto teatral. Além de cantarem bem, Thiago Machado e Bárbara Sut dão a devida intensidade a Romeu e Julieta, tornando crível tanto a ardência do casal na fogueira das paixões desvairadas como a interpretação de canções como De mais ninguém (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 1994), doído solo do rapaz. Pedro Caetano e Ícaro Silva em 'Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte' Divulgação / Felipe Panfili Em cartaz no Teatro Riachuelo de sexta-feira a domingo até 27 de maio, Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte fragmenta o texto romântico de Shakespeare em nome da agilidade pretendida para um espetáculo pop, gerando musical moderno que se desvia do trilho nostálgico que conduz a maior parte das encenações do gênero no Rio de Janeiro, geralmente direcionadas a um público mais idoso e saudosista. O espetáculo de Guilherme Leme Garcia tem ótimo acabamento plástico e propicia a constatação da força e da coerência do cancioneiro de Marisa Monte ao lançar mão de músicas gravadas pela cantora desde o primeiro álbum, apresentado em janeiro de 1989, ao recente segundo disco dos Tribalistas, lançado em agosto de 2017 com repertório do qual o roteiro musical de Romeu + Julieta aproveita Um só (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Brás Antunes, 2017). Enfim, aproximar o texto de Romeu e Julieta do universo pop, com linguagem contemporânea, é algo já feito pelo cineasta Baz Luhrmann em filme norte-americano de 1996 estrelado pelo ator Leonardo DiCaprio. A sagaz ideia do atual musical carioca é inserir a música de Marisa Monte neste contexto pop. Felizmente, a equipe de criação de Romeu + Julieta ao som de Marisa Monte entendeu que musicais não podem se igualar a shows de barzinhos em que tudo se resume a fazer o público cantar junto um punhado de sucessos. Quando essa natureza populista se manifesta no espetáculo de Guilherme Leme Garcia, ao som do canto coletivo de Bem que se quis (E po' che fà) (Pino Danielle, 1982, em versão em português de Nelson Motta, 1989) nos agradecimentos do elenco, já é tarde. O público já viu um espetáculo que, mesmo com desajustes, se eleva no panorama atualmente preguiçoso da produção carioca de musicais de teatro. (Cotação: * * * 1/2)

Música indignada composta há 40 anos por Renato Russo ganha regravação coletiva

dom, 25/03/2018 - 15:50

Música composta em 1978 por Renato Russo (1960 – 1996) para o repertório do grupo brasiliense de punk rock Aborto Elétrico, fundado por Russo naquele ano, Que país é este tem uma das letras mais virulentas e políticas da história do rock brasileiro. Uma letra com versos indignados que continuam atuais diante da situação social do país. Tal atualidade motivou a reunião do grupo CPM 22 com a banda de reggae Maneva, com o funkeiro MC Zaac e com a cantora Clau em regravação de Que país é este que será lançada em single nas plataformas digitais na última semana deste mês de março de 2018. O single será lançado 40 anos após a composição da música, embora Que país é este somente tenha tido o primeiro registro fonográfico oficial em 1987, feito para álbum da Legião Urbana, banda fundada por Renato Russo em 1982 na sequência da dissolução do pioneiro Aborto Elétrico. A música inclusive batizou o álbum intitulado Que país é este 1978 / 1987.

Show solo de Paula Toller surte efeito e vibrações de apresentação do Kid Abelha

dom, 25/03/2018 - 15:12

Ao saudar o público que compareceu à casa Vivo Rio na noite de ontem, 24 de março de 2018, para assistir à estreia carioca do show solo Como eu quero!, Paula Toller prometeu apresentação cheia de "boas vibrações". Dito e feito. Tanto que, cerca de uma hora e meia depois, a cantora e compositora carioca saiu do palco consagrada e ovacionada pela plateia, após o bis iniciado com duas apaixonantes baladas, Grand' hotel (George Israel, Paula Toller e Lui Farias, 1991) e Os outros (Leoni, 1985), e encerrado com as duas músicas lançadas há 35 anos pelo ora desativado Kid Abelha no primeiro disco do grupo, um compacto editado em 1983 com as gravações originais de Por que não eu? (Leoni, Paula Toller e Herbert Vianna, 1983) e Pintura íntima (Leoni e Paula Toller, 1983). Ao fim do show, pessoas de meia-idade que adolesceram ao som pop do Kid Abelha, jovens e até algumas crianças estavam extasiadas pela sucessão de hits enfileirados por Paula no roteiro alinhavado com arranjos do diretor musical do show, Liminha, presente na banda como violonista. O fato é que, ao chegar na cidade do Rio de Janeiro (RJ) após passagens por algumas capitais do Brasil, o atual show solo de Paula Toller surtiu o mesmo efeito e as boas vibrações das apresentações do Kid Abelha. A cantora e compositora Paula Toller Divulgação Vivo Rio / Ricardo Nunes Afinal, quem ia aos shows do Kid Abelha queria ver e ouvir a platinada Toller dar voz (afinada com o passar dos anos) a uma cancioneiro pautado pela excelência pop. Escorado na figura eternamente jovial da artista, o show Como eu quero! seduziu o público carioca, revendendo todos os hits do grupo em embalagem que jamais diluiu a pegada pop dessas canções que atravessaram gerações, ainda ressoando luminosas, irresistíveis, após três décadas, a despeito de alguns críticos de música atuantes nos anos 1980 terem minimizado na época o Kid Abelha no confronto com outras bandas por puro preconceito contra repertório tão pop quanto popular que versava sobre anseios e amores juvenis em vez de rebobinar o discurso político de grupos mais engajados. Não, não houve o toque do saxofone de George Israel, integrante mais destacado do Kid após a saída de Leoni, e nem de nenhum outro saxofonista. Mas ninguém pareceu sentir tal ausência e muito menos pareceu se lembrar de que havia (bom) guitarrista, Bruno Fortunato, no grupo. O roteiro tampouco se restringiu ao repertório do Kid, incluindo uma canção fruto da vivência pessoal de Paula como mãe – Oito anos (Paula Toller e Dunga, 1998), lançada há 20 anos no primeiro álbum solo da abelha rainha com letra que relacionava perguntas feitas pelo então pequeno Gabriel, filho da artista – e pálida versão em português de música da lavra nobre de Stevie Wonder, Don't you worry 'bout a thing (1973). Intitulada Deixa a vibe te levar, em alusão ao nome do samba lançado em 2002 por Zeca Pagodinho, a inédita versão escrita por Paula foi um dos poucos momentos frios da primeira apresentação do show Como eu quero! no Rio. A cantora e compositora Paula Toller Divulgação Vivo Rio / Ricardo Nunes Contudo, em essência, foi como se o público estivesse assistindo a um show do Kid Abelha sem o Kid Abelha, mas com a voz de Paula Toller e com o repertório do grupo. O que, na prática, bastou para fazer a festa desse público. Com os toques de músicos jovens como Pedro Dias (no baixo) e Gustavo Camardella (nos violões), integrantes de banda pautada pela elegância pop, Paula Toller sustentou a leveza dos hits do Kid Abelha, já abrindo o roteiro essencialmente autoral com Fixação (Beni Borja, Leoni e Paula Toller, 1984), e relembrou algumas composições de discografia solo que resultou titubeante com a edição do recente álbum Transbordada (2014), lançado há quatro anos com repertório calcado na parceria da artista com o produtor Liminha, saudado efusivamente no palco da casa Vivo Rio pela cantora como "o maior produtor de rock do Brasil". Da safra menos imponente do disco Transbordada, Paula rebobinou no roteiro de Como eu quero! as músicas Calmaí (Paula Toller e Liminha, 2014) e O sol desaparece (Paula Toller e Liminha, 2014), número de brilho reduzido na estreia carioca do show. Do repertório solo de Toller, a melhor surpresa foi À noite sonhei contigo (Kevin Johansen em versão em português de Paula Toller, 2007), pérola do mais inspirado disco solo da abelha, Só nós (2007), lançado há 11 anos sem a merecida repercussão nacional. A cantora e compositora Paula Toller Divulgação Vivo Rio / Ricardo Nunes A cinco meses de completar 56 anos de vida, Paula Toller provou na estreia carioca do show que faz bem em insistir na juventude. O tempo pareceu não ter efeito sobre a cantora quando ela deu voz às músicas adolescentes Educação sentimental II (Leoni, Paula Toller e Herbert Vianna, 1985) e A fórmula do amor (Leoni e Leo Jaime, 1985) – esta cantada pela primeira vez ao vivo por ter ficado mais famosa na gravação feita por Paula para álbum de Leo Jaime do que no registro quase simultâneo do Kid – como se ainda tivesse vinte e poucos anos. Baseado nos toques do violões de Liminha e Gustavo Camardella, o arranjo de Educação sentimental II exemplificou bem o suave tom pop, por vezes folk, com que Toller anda revisitando os hits da juventude. Mesmo que a vocalista tenha esboçado certa intensidade no canto de Lágrimas e chuva (Leoni, George Israel e Bruno Fortunato, 1985), o show Como eu quero! chegou ao Rio sustentado pela leveza da música pop. Só que, sintomaticamente, sem guitarra e sem saxofone. Nem por isso o toque da bateria de Adal Fonseca deixou de sobressair, bem marcado, no arranjo de No seu lugar (Paula Toller, George Israel e Lui Faria, 1991). Fora do eixo autoral, a cantora deu voz a Ando meio desligado (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, 1970) com arranjo minimalista de tom levemente etéreo – música justificada no roteiro pelo fato de estar sendo tocada com a presença do ex-Mutantes Liminha na banda – e a Céu azul (Chorão e Thiago Castanho, 2011), canção melódica do repertório hard do grupo Charlie Brown Jr. que foi calorosamente recebida pelo público de Paula na estreia carioca do show. A cantora e compositora Paula Toller Divulgação Vivo Rio / Ricardo Nunes Contudo, foi mesmo nos sucessos do Kid Abelha que a comunhão entre artista e público se fez de forma mais plena. O hit acústico Nada sei (Apneia) (Paula Toller e George Israel, 2002) e a canção-título Como eu quero (Paula Toller e Leoni, 1984) – cuja interpretação foi confiada por Paula ao público, com o microfone virado para a plateia – geraram momento catárticos. Nem por isso o show deixou de evidenciar que, sim, existem músicas simplórias no cancioneiro pop da compositora. Reapresentada com pegada mais roqueira, com toque político e com discurso em que a cantora se referiu ao assassinato da vereadora Marielle Franco (1979 – 2018), Eu tô tentando (Paula Toller e George Israel, 2005) tangenciou o primarismo. Em contrapartida, como não reconhecer a beleza eternamente sedutora da balada Nada por mim (Paula Toller e Herbert Vianna, 1985), revivida no show com as luzes dos celulares da plateia, a pedido da própria Paula? Uma canção que, como a autora lembrou orgulhosamente no palco, já ganhou as vozes de cantores como Ney Matogrosso e Nelson Gonçalves (1919 – 1998) desde que foi lançada em 1985 em gravação de Marina Lima. Enfim, Como eu quero! é show que coloca Paula Toller no devido lugar de cantora e compositora com pleno domínio da língua da música pop. É fato que tal domínio somente foi alcançado porque a melhor parte desse cancioneiro foi composto por ela com parceiros como Leoni (fundamental para que os dois primeiros álbuns do Kid Abelha soem hoje como greatest hits do grupo) e o próprio George Israel. Mas é fato também que, sem a voz, o carisma e a jovialidade (eterna?) da cantora, esse cancioneiro talvez não surtisse o efeito e as boas vibrações perceptíveis na estreia carioca de Como eu quero! – um show solo de Paula Toller que soa como se fosse uma apresentação do Kid Abelha. (Cotação: * * * *)

Alaíde e Claudette se unem para cantar Alf, João e Vinicius na gravação de disco ao vivo

dom, 25/03/2018 - 10:48

Em 1955, João Donato tocou acordeom – primeiro instrumento desse músico acriano que ganharia projeção como pianista de toque cheio de bossa e latinidade – na gravação do samba Minha saudade feita pelo compositor e violonista carioca Luiz Bonfá (1922 – 2001) para álbum instrumental lançado naquele ano de 1955. Além de tocar na faixa, Donato é o autor do samba. Três anos mais tarde, em 1958, foi a vez do próprio Donato registrar Minha saudade em álbum também instrumental intitulado Dance conosco. Contudo, foi somente em 1959 que Minha saudade foi lançada em disco com a letra escrita por ninguém menos do que João Gilberto, parceiro bissexto de Donato nessa composição. Coube à cantora carioca Alaíde Costa apresentar a letra do samba Minha saudade em gravação lançada no álbum Gosto de você (1959) e também em disco de 78 rotações por minuto. Quase 60 anos depois, Alaíde voltou a cantar Minha saudade. Desta vez, em dueto com Claudette Soares. Minha saudade foi um dos cinco números que as cantoras cariocas – vistas ao alto em foto de Murilo Alvesso – fizeram juntas na noite de sexta-feira, 23 de março de 2018, em show no Teatro Itália, na cidade de São Paulo (SP), que foi captado ao vivo para gerar disco previsto para chegar ao mercado fonográfico entre junho e julho pela gravadora Kuarup. Claudette Soares e Alaíde Costa na gravação ao vivo de show Divulgação / Murilo Alvesso Além de Minha saudade, revivida pelas intérpretes com a letra original aprendida por Alaíde em 1959, as cantoras uniram vozes em Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959), em Ilusão à toa (Johnny Alf, 1961), na Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962) e em Primavera (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964), última música do pot-pourri que abriu o show com sucessos alternados das cantoras. Produtor do show que junta Alaíde Costa e Claudette Soares nos 60 anos da Bossa Nova, Thiago Marques Luiz assinará também a produção do primeiro disco em dupla das cantoras. Claudette Soares e Alaíde Costa na gravação ao vivo de show Divulgação / Murilo Alvesso

Pianista paulista Hamleto Stamato cruza 'Ponte aérea' para tocar Baden e Jobim

dom, 25/03/2018 - 09:14

Músico profissional desde 1988, o pianista paulista Hamleto Stamato Júnior celebra 30 anos de carreira com a edição do oitavo álbum solo, Ponte aérea (Fina Flor, 2018). Neste disco, produzido pelo próprio Stamato, o pianista – em foto de Márcia Moreira – forma trio com o baixista Augusto Mattoso e com baterista Erivelton Silva para reconstituir a atmosfera dos grupos que proliferaram ao longo da década de 1960, nas boates das cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), para tocar o samba-jazz derivado da carioca bossa nova. O repertório do álbum Ponte aérea inclui duas músicas inéditas de autoria de Stamato, Samba pro pai (dedicado ao saxofonista e flautista paulista Hamleto Stamato Sobrinho, músico que saiu de cena em 1976) e a composição que dá nome ao disco. Contudo, o repertório é formado basicamente por standards do cancioneiro de compositores projetados na efervescência da cena musical gerada pela bossa já sexagenária. Entre estes compositores, há os fundamentais Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), de cuja parceria Hamleto recria Garota de Ipanema (1962) e O morro não tem vez (1963), com liberdade estilística na criação dos arranjos e na interpretação dos temas. Capa do álbum 'Ponte aérea', de Hamleto Stamato Márcia Moreira O repertório do álbum também abarca A rã (João Donato e Caetano Veloso, 1974) e Berimbau (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), além de duas composições do músico e maestro pernambucano Moacir Santos (1926 – 2006), Coisa nº 2 (1965) e April child (1972, parceria com Jay Livingston e Raymond Evans). O título do álbum, Ponte aérea, alude tanto ao fato de o pianista viver entre Brasil e Holanda como à conexão entre as cenas musicais de Rio e São Paulo promovida nos anos 1960 pelo samba-jazz que pauta o disco instrumental de Hamleto Stamato.

Lâmina afiada de Dalva é evocada em álbum que celebra 100 anos da estrela

sab, 24/03/2018 - 14:35

Lâmina aguda que atravessou os anos 1950 como facho luminoso a irradiar fracassos afetivos em repertório folhetinesco que aglutinava sambas-canção, boleros, tangos e sambas, a voz matricial da cantora paulista Dalva de Oliveira (5 de maio de 1917 – 30 de agosto de 1972) reverbera em álbum duplo lançado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de março de 2018 com o registro ao vivo dos dois shows realizados entre julho e agosto de 2017 para celebrar os 100 anos de nascimento da estrela ainda reluzente, inspiração do canto de outra diva daquela década, Angela Maria, não por acaso escalada para abrir o disco 1 com interpretação outonal do samba-canção Neste mesmo lugar (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, 1956). Idealizado e produzido por Thiago Marques Luiz, o tributo duplo Dalva de Oliveira – 100 anos ao vivo oscila como todo disco coletivo do gênero, mas o saldo é positivo. Inclusive por misturar cantores musicalmente identificados com o tempo artístico de Dalva – vista em foto cedida pelo Arquivo Público de São Paulo para o encarte da edição em CD do disco – com vozes emergentes na multifacetada cena contemporânea nativa. Cabe ressaltar, a propósito, que o rigor estilístico do jovem Ayrton Montarroyos sobressai nesse disco 1 que reproduz 16 números do show roteirizado por Ricardo Cravo Albin e apresentado em 8 de julho de 2017 no Teatro J. Safra, em São Paulo (SP), cidade onde se radicou Montarroyos, cantor pernambucano que dá voz precisa a uma música pouco ouvida do repertório de Dalva, Não tem mais fim (Hervé Cordovil e René Cordovil, 1956). Cantor que ombreia com Montarroyos no posto de melhor voz masculina da atual geração, o gaúcho cosmopolita Filipe Catto reacende a aura sentimental do registro andrógino de contratenor para inventariar dores conjugais em medley que agrega Tudo acabado (J. Piedade e Osvaldo Martins, 1950) e Errei, sim (Ataulfo Alves, 1950), títulos alusivos à ruidosa separação de Dalva e Herivelto Martins (1912 – 1992), partner da cantora desde os tempos pioneiros do Trio de Ouro. O inventário dessa dor de amor expiada em praça pública e em discos rendeu sambas-canção como Calúnia (Paulo Soledade e Marino Pinto, 1951), revivido com classe e emoção por Alaíde Costa em grande interpretação. A mesma classe foi posta por Célia (1947 – 2017) no canto de Mentira de amor (Lourival Faissal e Gustavo de Carvalho, 1950) na última gravação desta grande cantora que saiu de cena no ano passado e a quem o produtor Thiago Marques Luiz dedica o disco. Capa do álbum 'Dalva de Oliveira – 100 anos ao vivo' Divulgação / Biscoito Fino Com agudos virtuosos que remetem ao canto lírico de Dalva, Tetê Espíndola solta os pássaros na garganta, deixando escapar também parte da ternura melancólica que pauta o pioneiro samba-canção Linda flor (Yayá) (Luiz Peixoto, Marques Peixoto, Henrique Vogeler e Cândido Costa, 1929). Também lançando mão dos agudos, a digna dama do cabaré Cida Moreira soa mais atenta aos versos de Velhos tempos (1959), parceria improvável do carioca bossa-nova Carlos Lyra com o compositor fluminense Marino Pinto (1916 – 1965), hábil letrista de cinzentos sambas-canções como Segredo (1947), parceria com Herivelto Martins confiada a Claudette Soares, intérprete de mais bossa do que dramaticidade. Já Maria Alcina dribla a insuficiência do arranjo de Kalu (Humberto Teixeira, 1952) – baião que pedia instrumentos típicos da música nordestina –com a habitual vivacidade, se comunicando bem com a plateia. Edy Star também brilha ao simular um cabaré particular para interpretar o tango Fumando espero (Juan Villadomat Masanas e Félix Garso em versão de Eugênio Paes, 1955) com a devida passionalidade. Márcio Gomes enfatiza a opulência vocal ao emendar Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo, 1950) e Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942) sem feitio de oração. Sem a preocupação de mostrar virtuosismo, Virgínia Rosa se prova intérprete segura ao cantar Teus ciúmes (Lacy Martins e Aldo Cabral, 1935) assim como a dupla As Bahia e a Cozinha Mineira se revela grata surpresa ao cantar o tango Eu tenho um pecado novo (Mariano Mores e Alberto Laureano Martínez em versão em português de Lourival Faissal, 1958) sem os clichês do gênero argentino e fora do natural ambiente sonoro das cantoras Assucena Assucena e Raquel Virgínia. Também merecem menções as intervenções das cantoras Xênia França, intérprete do samba-canção Pela décima vez (Noel Rosa, 1935), e Verônica Ferriani, que se confirma ótima cantora ao dar voz ao medley que junta Fim de comédia (Ataulfo Alves, 1953) com Não te esquecerei (Ana Luisa Costa Teixeira, 1960), música creditada equivocadamente no encarte do álbum aos compositores e ao autor da homônima versão em português de California dreamin' (1965), suceso do grupo norte-americano The Mamas and The Papas. Dalva de Oliveira Reprodução parcial da capa do álbum 'Dalva de Oliveira canta boleros' Com resultado mais irregular, a gravação ao vivo do show da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – também roteirizado por Ricardo Cravo Albin e apresentado em 24 de agosto de 2017 na casa de shows Imperator – tem aura mais kitsch. Entre altos e baixos, sobressaem a tarimba vocal das cantoras Áurea Martins, Júlia Vargas e Leny Andrade – intérpretes de Bom dia (Herivelto Martins e Aldo Cabral, 1972), Que será (Marino Pinto e Mário Rossi, 1950) e Há um Deus (Lupicínio Rodrigues, 1957), respectivamente – e a potência dramática da voz de Simone Mazzer, que acertou o passo do tango Lencinho Querido (El Pañuelito) (Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria Peñaloza), na versão em português escrita por Maugeri Neto e lançada em 1954, sendo popularizada por Dalva em 1956. Cabe destacar também as ótimas participações de João Cavalcanti e Zé Renato, dois cantores que se desviaram do trilho dramático que conduziu tributo em sintonia com o tom sentimental de grande parte do repertório de Dalva. Cavalcanti caiu no suingue ao cantar o samba sincopado Copacabana beach (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, 1958), pérola rara do baú da estrela. Já Zé Renato solou Palhaço (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes, 1952) somente com o toque do violão eletroacústico. Contudo, é justo ressaltar que o canto exacerbado de Dalva ficou eternizado na história da música brasileira pela alta voltagem emocional. O que justifica que o tributo fonográfico seja encerrado com a interpretação sentimental de Hino ao amor (Hymne a l'amour) (Edith Piaf e Marguerite Monnot, 1950, em versão em português de Odair Marsano, 1956) na voz opulenta de Gottsha. A lâmina afiada da estrela Dalva de Oliveira cortava corações por expor emoções à flor da pele da alma humana. (Cotação: * * * 1/2)

'Herói' do punk brasileiro, Billy Bond tem o primeiro álbum solo reeditado em CD

sab, 24/03/2018 - 09:43

Atualmente com 73 anos, Giuliano Canterini se tornou bem-sucedido produtor de comportados musicais de teatro encenados no Brasil. Contudo, a biografia de Canterini, vulgo Billy Bond na juventude roqueira, inclui passado punk conhecido por poucos. Nascido na Itália em 19 de novembro de 1944, mas criado na Argentina desde a infância, Canterini integrou banda de rock progressivo nessa estada portenha, na década de 1960, anos antes de vir para o Brasil. Foi aqui no Brasil que, com o nome artístico de Billy Bond, o cantor e compositor flertou pioneiramente com o punk ao se tornar vocalista do Joelho de Porco na segunda metade dos anos 1970, período em que o grupo paulistano aderiu ao punk que revolucionava o rock nos Estados Unidos e, sobretudo, na Inglaterra. Mas logo Bond partiu para a carreira individual, lançando em 1979 o primeiro álbum solo, O herói, que já expôs na foto da capa a inspiração punk. Até então raríssimo, este disco – produzido pelo próprio Bond e lançado pela gravadora Som Livre – está sendo reeditado pela primeira vez no formato de CD pelo selo carioca Discobertas. O relançamento do álbum O herói possibilita a redescoberta do som roqueiro de Bond, parceiro de Pisca na música-título do disco e em composições como Porco de ouro, Yanka (Ela) e Mick Jagger. Detalhe: o repertório inteiramente autoral de O herói também inclui duas parcerias – Amigo da sua família e Tudo o que eu quero é um fixo – de Bond com Lee Marcucci, guitarrista e compositor do grupo Tutti Frutti. Mesmo sem a fúria virulenta do genuíno punk, o som de Billy Bond influenciaria nomes do futuro rock brasileiro, como o lendário multimídia Kid Vinil (1955 – 2017). Curiosamente, foi ao longo da temporada de shows promocionais do álbum O herói que Billy Bond começou a se envolver com teatro, saindo dos holofotes para trabalhar nos bastidores como Giuliano Canterini.

RC na Veia dá peso ao soul pop de Roberto Carlos no pulso da guitarra de Kisser

sab, 24/03/2018 - 08:38

O maior sucesso do repertório do álbum lançado por Roberto Carlos em 1975, Além do horizonte, pode ser caracterizado como o derradeiro flerte do cantor com a soul music norte-americana. O arranjo orquestral da gravação original diluiu um pouco o espírito soul dessa luminosa canção composta por Roberto em parceria com Erasmo Carlos. Mas, em essência, Além do horizonte é soul. Tanto que a composição ganharia sintomaticamente registros posteriores de Tim Maia (1942 – 1998) – em tremendo dueto com Erasmo gravado para álbum gregário lançado em 1980 pelo parceiro de Roberto – e do grupo Jota Quest, que reviveu Além do horizonte em 2005. Contudo, a abordagem de Além do horizonte lançada em single neste fim de semana pelo RC na Veia – quarteto paulistano formado pelo baterista Dudu Braga, filho de Roberto, com Alex Capella (voz), Fernando Miyata (guitarra) e Juninho Chrispim (baixo) – é fiel à proposta do grupo de revisitar o cancioneiro de Roberto Carlos com pegada roqueira. No caso, o RC na Veia dá peso adicional ao derradeiro soul de Roberto, tocando Além do horizonte com o pulso da guitarra de Andreas Kisser. O músico do grupo mineiro Sepultura foi um dos convidados da gravação ao vivo de show captado em outubro de 2017, em apresentação na cidade de São Paulo (SP). Já disponível nas plataformas digitais, o single Além do horizonte é a primeira amostra oficial desse registro ao vivo que chega ao mercado fonográfico em abril em CD, DVD e em edição digital. Andreas Kisser, aliás, também participa da regravação do funk Não vou ficar (Tim Maia, 1969) feita com a adesão de Rogério Flausino, vocalista do grupo Jota Quest. O próprio Roberto Carlos entra em cena e se junta ao RC na Veia e em Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) e no número coletivo que encerrou a apresentação com o recado de É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969). Rafael Ramos assina a produção musical da gravação do show do grupo RC na Veia.

Sobrinho de Caetano, J. Velloso carnavaliza a sofrência em single no ritmo do galope

sab, 24/03/2018 - 07:28

"Ela me deixou...". Cantado duas vezes em tom esmaecido, logo no início da gravação, o verso da música inédita lançada neste fim de semana por J. Velloso sinaliza uma canção sentimental, embebida na sofrência. Mas logo depois a música cai em ritmo agalopado que realça a ironia destilada na letra de Em paz, composição assinada por esse cantor e compositor baiano – sobrinho de Caetano Veloso e de Maria Bethânia – em parceria com a conterrânea Thati. Produzida por Luciano Salvador Bahia, a gravação foi feita com o toque do grupo Skanibais. Lançado simultaneamente com clipe filmado com a participação do cantor e compositor Gerônimo Santana, o single Em paz carnavaliza a sofrência e é a primeira música revelada do repertório do terceiro álbum de estúdio de J. Velloso, Não sei se te contei, previsto para ser lançado em maio pelo selo Alá Comunicação e Cultura em edição viabilizada em parceria com a Altafonte. Em cena desde 1984, o cantor e compositor J. Velloso é também produtor musical, área em que obteve mais relevância por ter dado forma a discos como Diplomacia (1998), projeto lançado há 20 anos em tributo ao então recém-falecido sambista soteropolitano Oscar da Penha (5 de agosto de 1924 – 3 de janeiro de 1997), o Batatinha. Com repertório autoral, o álbum Não sei se te contei sucederá os CDs Aboio para um rinoceronte (2004) e J. Velloso e os Cavaleiros de Jorge (2009) na discografia do artista, cujo cancioneiro inclui músicas registradas nas vozes de Maria Bethânia, Mariene de Castro, Gal Costa e Daniela Mercury.

LCD SoundSystem no Lollapalooza 2018: veja fotos do show

sex, 23/03/2018 - 20:03

Banda liderada por James Murphy mistura rock e eletrônico no 1º dia do festival. James Murphy é o líder da banda LCD SoundSystem, que tocou no 1º dia de Lollapalooza 2018 Celso Tavares/G1 LCD SoundSystem se apresenta no palco Onix Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem toca no palo Onix do Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 Show do LCD SoundSystem no palco Onix do Lollapalooza 2018 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no Lollapalooza 2018, em São Paulo Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1 LCD SoundSystem durante show no 1º dia de Lollapalooza 2018 Marcelo Brandt/G1

Frejat lança música com cordas e versos de poeta, gravada sem baixo e sem bateria

sex, 23/03/2018 - 19:44

A música inédita lançada hoje por Roberto Frejat, Tudo ainda, distancia o artista carioca do mundo do rock, embora a gravação tenha sido formatada por Liminha, produtor musical associado ao gênero. Tudo ainda é composição assinada por Frejat em parceria com o poeta alagoano Adriano Nunes e com Mauro Santa Cecília, letrista de Por você, canção de 1998 que se tornou um dos maiores sucessos do Barão Vermelho na fase em que Frejat era o vocalista do grupo carioca. A distância do universo do rock se deve pela forma como Tudo ainda foi registrada em estúdio, sem baixo e sem bateria, tendo como base as cordas orquestradas pelo maestro e violoncelista Jaques Morelenbaum. Diferente da linha mais pop seguida pelo cantor na discografia solo iniciada em 2001, a gravação de Tudo ainda pode ser ouvida em single disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de março de 2018, com distribuição feita via ONErpm.

G1 transmite ao vivo shows do Lollapalooza 2018

sex, 23/03/2018 - 18:54

Shows dos palcos 3 e 4 e as três primeiras músicas dos palcos 1 e 2 terão exibição ao vivo. Globo terá programa com os melhores momentos. O Lollapalooza 2018 tem trasmissão ao vivo no G1 com os principais shows do festival, que acontece de sexta-feira (23) a domingo (25), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Veja como assistir no G1: AO VIVO 1: trechos de shows dos palcos Budweiser, Onix, Axe e Perry's AO VIVO 2: todos os shows do palco Axe AO VIVO 3: todos os shows do palco Perry's Lollapalooza na TV Globo A Globo fará uma um programa com os melhores momentos de cada dia. A apresentadora Mari Moon dá todas as informações sobre as apresentações e os artistas que passarão pelos quatro palcos do evento. Na sexta-feira, dia 23, a exibição é após a série "Empire"; no sábado, dia 24, logo após o "Zero 1"; e no domingo, dia 25, depois do "Domingo Maior". No sábado seguinte, dia 31 de março, a Globo apresenta um especial com o que de mais importante aconteceu nos três dias de evento, logo depois do "Flash Big Brother Brasil". Sueca Zara Larsson se empolga em show no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1

Lollapalooza 2018: veja fotos do show da Zara Larsson

sex, 23/03/2018 - 18:35

Popstar sueca de 20 anos é atração do 1º dia de Lollapalloza. Sueca Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 A popstar sueca Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Zara Larsson canta no Lollapalooza 2018 nesta sexta-feira (23) Fábio Tito/G1 Posptar sueca Zara Larsson em fotografia feiat com múltipla exposição Fábio Tito/G1 Zara Larsson no 1º dia de Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Sueca Zara Larsson se empolga em show no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Sueca Zara Larsson se empolga em show no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Público curte show da sueca Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Público curte show da sueca Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Show de Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Zara Larsson no Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1 Sueca Zara Larsson é um dos destaques do 1º dia de Lollapalooza 2018 Fábio Tito/G1

Luan Santana se une ao grupo de pop latino CNCO na reciclagem de reggaeton

sex, 23/03/2018 - 17:59

Quatro anos após ter feito participação em remix de gravação do cantor espanhol Enrique Iglesias, Luan Santana faz outra conexão internacional no universo pop. Apresentada esta semana, a parceria gera single e clipe gravados por Luan com nome mais condizente com o perfil do público majoritariamente jovem e feminino do astro brasileiro. Trata-se da boyband norte-americana CNCO, formatada em dezembro de 2015 com cantores que venceram o reality La banda, exibido nos Estados Unidos por rede de TV dirigida à comunidade hispânica. Prestes a lançar o segundo álbum, intitulado CNCO e previsto para abril, o quinteto de pop latino reapresenta o reggaeton Mamita (Andres David Restrepo Echavarria, Carlos Alejandro Patino Gomez, Claudia Alejandra Menkarski e Salomon Villada Hoyos, 2018) com a adesão de Luan, recrutado para dar voz aos versos em português incorporados à música nessa versão lançada em clipe – filmado em estúdio em dezembro, em Miami (EUA), com a participação de Luan – e em single disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de março. A gravação original do reggaeton Mamita foi lançada em janeiro e se transformou num dos maiores sucessos da curta trajetória do CNCO.

Lollapalooza 2018: veja fotos do 1º dia

sex, 23/03/2018 - 13:49

Festival acontece de sexta (23) a domingo (25) no Autódromo de Interlagos. Ator Rodrigo Simas curte o Lollapalooza 2018 Celso Tavares/G1 Mariana e Maria Clara curtem o Lollapalooza nesta sexta-feira (23), em São Paulo Tatiana Regadas/G1 Letícia e Jennifer no Lollapalooza 2018 Tatiana Regadas/G1 Fernando e Luís resistindo ao sol no Lollapalooza 2018 Tatiana Regadas/G1

Nenhum de Nós faz conexão com Uruguai em faixas do primeiro EP do grupo gaúcho

sex, 23/03/2018 - 08:52

Doble chapa é expressão do Sul do Brasil que caracteriza os gaúchos que vivem próximos da fronteira com o Uruguai. Por isso mesmo, Doble chapa é o título do EP que o grupo gaúcho Nenhum de Nós lança em abril via Imã Records. Neste primeiro EP de discografia iniciada em 1987, o quinteto de Porto Alegre (RS) – em foto de Raul Krebs – faz conexões com músicos e músicas do Uruguai. A começar pela composição Uma vida ordinária, parceria do compositor e vocalista Thedy Corrêa com o compositor e músico uruguaio Federico Lima, conhecido pelo codinome artístico de Socio. Música que abre o EP Doble chapa, Uma vida ordinária está sendo lançada hoje, 23 de março de 2018, em single disponível nas plataformas digitais. A rigor, trata-se de dois singles distintos, apresentados de forma avulsa. Um traz a gravação em português da composição. Outro toca a versão em espanhol, Una vida ordinaria. Fede Lima participa da gravação. Capa do single 'Uma vida ordinária' Reprodução / Twitter Nenhum de Nós O EP Doble chapa inclui também abordagens das músicas Fã de Faith No More – sucesso do repertório do Socio, o projeto solo de Fede Lima – e O aprendiz, versão para o português de composição do repertório da banda uruguaia Cuarteto de Nos.

Paixão pela música é o legado de  Miranda, produtor que renovou o rock nos anos 1990

sex, 23/03/2018 - 06:18

Talvez somente o amor genuíno pela música explique o fato de o produtor Carlos Eduardo Miranda (21 de março de 1962 – 22 de março de 2018) ter sido o responsável pelo lançamento do grupo brasiliense de rock Raimundos no mercado fonográfico através do selo Banguela, em 1994, e também o cara que deu forma ao primeiro elogiado álbum da cantora paraense de tecnobrega Gaby Amarantos, Treme (Som Livre), editado em 2012 no embalo da redescoberta dos sons de Belém (PA) pelo Brasil. No caso, o elo improvável entre Raimundos e Gaby foi a paixão pelo sons que moveu o músico e produtor gaúcho em vida encerrada na noite de ontem, por conta de mal súbito, sofrido por Miranda em casa, na cidade de São Paulo (SP), um dia após ter festejado o 56º aniversário. Esse elo abarca o Skank, grupo mineiro que lamentou publicamente em redes sociais a saída de cena do produtor que, no início dos anos 1990, chamou a atenção do Brasil para aquele até então desconhecido quarteto de Belo Horizonte (MG) que misturava reggae com pop. Talvez Miranda atualmente seja mais conhecido pelo público pela atuação nos anos 2000 como jurado em programas de TV como Ídolos e Astros, mas a grande contribuição deste produtor à música brasileira foi dada nos bastidores. De início, ele tentou ficar sob os holofotes do palco. Nascido em Porto Alegre (RS), Miranda se iniciou na música como um tecladista aspirante a compositor que integrou bandas locais como Taranatiriça, Urubu Rei e Atahualpa Y Us Panquis. Ao migrar para São Paulo (SP), Miranda se aventurou na função de crítico musical sem deixar de atuar na cena independente. Mesmo quando deixou o jornalismo musical, Miranda continuou crítico. Ele questionou publicamente os caminhos musicais seguidos por Gaby Amarantos após o primeiro álbum e falou mal do rock produzido atualmente no Brasil. Só que, além de ter falado, Miranda também fez. Ele foi o diretor artístico do efêmero selo fonográfico StereoMono, patrocinado por marca de cerveja. Por esse selo, projetou em 2004 nomes como Jaloo, destaque da atual cena eletrônica paraense. Contudo, a contribuição mais relevante de Miranda à música pop do Brasil foi dada nos anos 1990. Miranda foi fundamental para renovar a cena roqueira da década ao lançar os Raimundos (em selo aberto com o aval e o patrocínio do grupo Titãs), ao propagar o Skank e ao trazer à tona o então emergente grupo pernambucano Mundo Livre S/A, entre outras proezas. Miranda foi do rock, mas também de todo o universo pop, porque sabia que a música desconhece fronteiras. Por isso, a precoce saída de cena do artista enluta nomes como a cantora Maria Rita, que já manifestou em rede social a tristeza pela morte de Carlos Eduardo Miranda, um apaixonado pela música que nunca cessa no universo pop.

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