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Confira as principais notícias sobre música: shows, festivais, premiações e eventos musicais de bandas e cantores do Brasil e do mundo.
Atualizado: 2 minutos 51 segundos atrás

Primeiro álbum solo de Moraes Moreira ganha primeira edição (avulsa) em CD

qui, 15/03/2018 - 23:02

Capa do álbum 'Moraes Moreira', de 1975 Divulgação Em 1974, Moraes Moreira deixou o grupo Novos Baianos. Sem o grupo que lhe deu projeção a partir de 1969, o caminho natural foi seguir na música em carreira solo. Tanto que, em 1975, o cantor, compositor e músico baiano já apresentou o primeiro álbum solo, intitulado Moraes Moreira e lançado pela gravadora Som Livre. É esse disco que ganha edição avulsa em CD, prevista para chegar às lojas na primeira quinzena de abril em embalagem fabricada em formato digipack. O álbum Moraes Moreira era inédito em CD no Brasil até 2014, quando foi reeditado na caixa intitulada Moraes Moreira – Anos 70. Só que até então nunca saiu de forma avulsa em CD no Brasil, como já tinha acontecido no Japão antes da edição da caixa. Se analisado em perspectiva na obra do compositor, o repertório do álbum Moraes Moreira não é dos mais inspirados da discografia solo do artista, mas já delineia a construção de universo musical que alcançaria pico de inspiração no álbum de 1979. Sete das 12 músicas do disco de 1975 são assinadas somente por Moreira. Entre elas, há Chuva no brejo, Do som, Sempre cantando, Guitarra baiana – incluída na trilha sonora da novela Gabriela (TV Globo, 1975) em registro diferente da gravação desse disco – e Violão vagabundo. Completam o repertório duas sobras da parceria de Moreira com o novo baiano Luiz Galvão, Anda nega e Chinelo do meu avô, além de regravação em tom mais roqueiro de Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968). O toque mais inusitado desse repertório é PS, por se tratar de parceria bissexta de Moreira e Galvão com ninguém menos do que Luiz Gonzaga (1912 – 1989), eterno rei do baião.

Biografia e musical de teatro ecoam canto livre de Nara Leão, voz relevante da MPB

qui, 15/03/2018 - 15:05

Nara Leão na capa do álbum 'Romance popular', de 1981 Reprodução Uma das cantoras mais relevantes surgidas na década de 1960, na era da consolidação da música brasileira que veio a ser rotulada como MPB, Nara Leão (1942 – 1989) foi importante tanto pela discografia antenada quanto pelas opiniões manifestadas em entrevistas. Esse legado será inventariado ao longo deste ano de 2018. Um musical de teatro e uma (nova) biografia reavivam o canto livre de Nara, cantora capixaba associada tanto à Bossa Nova quanto à Tropicália. Com texto assinado por Hugo Sukman com o diretor Marcos França, dupla de dramaturgos que escreveu o sensível espetáculo Deixa a dor por minha conta (2017) com base no cancioneiro do cantor e compositor Sidney Miller (1945 – 1980), o musical se chama Nara – A menina disse coisas e tem estreia programada para abril, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O título foi extraído de verso de poema escrito por Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) sobre Nara. Já a biografia é obra de Daniel Saraiva, historiador mineiro residente em Florianópolis (SC). Provisoriamente intitulado Nara Leão – Trajetória, engajamento e movimentos musicais, o livro será publicado pela editora Letra & Voz, possivelmente ainda neste primeiro semestre de 2018. O texto já está pronto e em fase de revisão.

Jane Duboc reitera em 'Duetos' as escolhas de cantora distante do gosto popular

qui, 15/03/2018 - 08:52

Em tese, a música Clube da esquina 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972) já foi tão bem (re)gravada ao longo de 46 anos de vida que parece difícil dar novo tom à composição. Mas tal teoria é demolida com a audição da abordagem de Clube da esquina 2 que abre Duetos, álbum independente que Jane Duboc lança amanhã, 16 de março de 2018, cerca de 40 anos após ter iniciado discografia nem sempre à altura da voz dessa cantora paraense, nascida em Belém (PA) em 1950. Na gravação de Clube da esquina 2, o Roupa Nova mostra todo o talento e potencial muitas vezes subaproveitados na discografia do grupo vocal carioca. A combinação das vozes do Roupa Nova com o canto límpido de Jane abre caminhos harmônicos para a canção, como exemplificam os vocais caudalosos dos cantores no verso "De um rio, rio, rio, rio, rio". Com arranjo conduzido pelo toque do piano da própria Jane, a inebriante gravação de Clube da esquina 2 valoriza Duetos, álbum produzido por Daniel Figueiredo. Os arranjos do disco são minimalistas, geralmente calcados no piano ou eventualmente no violão tocado pela própria Jane Duboc, como na canção Janela de um trem (Jane Duboc), gravada pela cantora e compositora em dueto terno com Toquinho. Em Duetos, a artista reitera o hábito de recusar os caminhos mais fáceis. Embora siga a fórmula popular dos encontros, o álbum tem repertório situado longe do trilho da obviedade. Duboc joga luz sobre canções pouco ouvidas, caso de Nada sem você (Ivan Lins, Ivano Fossatti e Celso Viáfora, 2000), gravada com o toque da guitarra de Roberto Menescal e com a voz geralmente kitsch de Marina Elali, cantora potiguar que acerta ao dosar a opulência vocal em nome do bom gosto. Capa do álbum 'Duetos', da cantora Jane Duboc Divulgação Ode ao canto, Voz (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro, 1995) se engrandece no disco pelo ousado arranjo vocal – criado pela própria Jane Duboc, cantora de refinada musicalidade – e pelo encontro afetivo da anfitriã com o filho cantor, Jay Vaquer, cuja presença dá sentido adicional a versos como "Abençoada a voz do ser que canta / É feito voz de mãe, só faz carinho / E mãe cantar para filho é coisa santa". Vaquer é o compositor de Aquela música (2003) – música revivida por Duboc em dueto com um correto Fábio Jr., em outra evidência dos riscos corridos pela cantora ao escolher os convidados do álbum Duetos – e de Cotidiano de um casal feliz (2005), composição gravada por Duboc com a deslocada Erika Ender, coautora do hit mundial Despacito (2017). Reminiscência de álbum obscuro da discografia da cantora, Jane Duboc (Som da Gente, 1982), Eu no sol tem a temperatura elevada demasiadamente pelo canto inflamado de Oswaldo Montenegro, parceiro de Jane na composição. Parceria de Duboc com o produtor Daniel Figueiredo, From sun to sun ameniza o calor na trama dos violões e no canto de Celso Fonseca, convidado da gravação feita em inglês, idioma também da bonita canção The angel, ouvida com a voz de Bianca Gismonti e com o toque do piano de Egberto Gismonti, parceiro de Duboc na composição. Já Fruto de estação (Jane Duboc e Sueli Corrêa, 2000), música revivida com a cantora italiana Mafalda Minnozi, é ambientada no clima jazzy que volta e meia aparece na discografia da artista. Melhor cantora do que compositora, Duboc optou por dar voz a algumas canções autorais no CD Duetos. Uma delas é o blues Rastro de sangue (Jane Duboc e Zeca Calazans, 2016), valorizado pelo canto caloroso de Claudio Damatta. Enfim, o álbum Duetos retrata os gostos e escolhas de Jane Duboc, cantora que, com exceção de três discos lançados entre 1987 e 1991, sempre prezou harmonias sofisticadas em detrimento da empatia popular, pagando no mercado o preço por tais escolhas. (Cotação: * * *)

Disco 'O tom da Takai' sai em maio com pérola rara de Jobim e Newton Mendonça

qui, 15/03/2018 - 05:02

Uma das músicas menos ouvidas da obra de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) com Newton Mendonça (1927 – 1960), parceria precocemente interrompida com a morte de Mendonça aos meros 33 anos, Só saudade ganha a voz de Fernanda Takai (vista em estúdio na foto de Pedro Hansen). Composição lançada em disco em 1956 em gravação da cantora fluminense Cláudia Moreno, mas nunca registrada por Jobim, Só saudade é uma das 12 músicas selecionadas por Takai para o quarto álbum de estúdio da carreira paralela da cantora sem o grupo mineiro Pato Fu. Intitulado O Tom da Takai, o disco está programado para chegar ao mercado fonográfico em maio em edição da gravadora Deck. Outra música confirmada no disco é Bonita (Antonio Carlos Jobim, Gene Lees e Ray Gilbert, 1964), lançada pelo próprio compositor no álbum The wonderful world of Antonio Carlos Jobim (1964). O álbum O Tom da Takai tem produção e arranjos divididos de forma igualitária por Roberto Menescal com Marcos Valle. A cada um foram confiadas seis das 12 faixas do disco. "Nós não pensamos nas músicas mais conhecidas ou óbvias para o repertório. Focamos na voz da Fernanda, como diz o título, no que ficaria muito bom no tom da Takai", ressalta Menescal. "Procuramos alguns lados B do maestro, mas nem por isso com menos qualidade. E músicas que se adequassem ao estilo e à voz suave e personalíssima da Takai. Buscamos também trazer novidades nos arranjos, porém sem tirar a característica do Tom", corrobora Valle.

Lucas Bueno grava parceria póstuma com João Nogueira em álbum com Feital

qua, 14/03/2018 - 23:02

Três anos após lançar o primeiro álbum, Tinto (2015), Lucas Bueno prepara a edição do segundo disco. Com repertório inédito dedicado às parcerias desse cantor, compositor e músico fluminense com o letrista Paulo César Feital, o álbum Lágrimas tem lançamento previsto para meados deste ano de 2018. Uma das curiosidades do repertório autoral é parceria póstuma de Bueno e Feital com o compositor carioca João Nogueira (1941 – 2000), um dos bambas do samba do Rio de Janeiro. Pão com goiabada é o título da composição finalizada por Lucas a partir da música inacabada que lhe foi cedida por Feital. Capa do single 'Dom Pedro das Flores' Divulgação Em que pese o nome de Nogueira em Pão com goiabada, o primeiro single do álbum Lágrimas é Dom Pedro das Flores. Programado para chegar às plataformas digitais em 23 de março, o single Dom Pedro das Flores foi gravado com a participação da cantora carioca Ana Costa, com arranjo e o toque do violão de sete cordas de Rogério Caetano. Também formatado com o bandolim tocado por Luís Barcelos, o baixo de André Vasconcellos e a bateria (e percussão) de Marcos Thadeu, o samba Dom Pedro das Flores traça na letra um paralelo entre a personagem-título da música – o lendário Pedro das flores, elegante e por vezes inoportuno florista que andava de smoking enquanto vendia rosas em bares e restaurantes da noite carioca da década de 1960 – e o imperador português Dom Pedro I (1798 – 1834).

Show de Claudette com Alaíde é gravado ao vivo para gerar CD nos 60 anos da bossa

qua, 14/03/2018 - 13:32

Em 2018, a amizade de Alaíde Costa com Claudette Soares está completando 60 anos, assim como a Bossa Nova, movimento ao qual as cantoras cariocas são eventualmente associadas, embora ambas sempre tenham cantado e gravado repertório que extrapola o universo do gênero musical surgido em 1958 com a batida diferente do violão de João Gilberto. Atenta à efeméride, a gravadora Kuarup propôs ao produtor Thiago Marques Luiz a gravação ao vivo do show que Alaíde e Claudette andam apresentando pelo Brasil desde 2015. O registro do show será feito em apresentação programada para 23 de março, no Teatro Itália, em São Paulo (SP), cidade na qual as cantoras moram já há alguns anos. Como somente o áudio do show será captado na apresentação, a gravação dará origem apenas a um CD ao vivo. Thiago Marques Luiz está alinhavando com as cantoras o repertório que formará o roteiro da apresentação que será gravada para gerar o disco.

Com canto de luz, Rita Benneditto irradia brasilidade no pulso de show com Alem

qua, 14/03/2018 - 12:49

Reapresentado no Theatro Net Rio na última quarta-feira, 7 de março, o show feito por Rita Benneditto com o violonista Jaime Alem, Suburbano coração, já pouco tem a ver com o recital que a cantora maranhense estreou em abril de 2008 na mesma cidade do Rio de Janeiro (RJ) com título quase idêntico, (Sub)Urbano coração. A começar pelo fato de que, há dez anos, a intérprete ainda adotava o nome artístico de Rita Ribeiro. Mas já fazia sucesso com o show Tecnomacumba – projeto que já completa 15 anos em 2018 – quando idealizou aquele recital de canções em duo com o violonista João Gaspar. Dez anos depois, Rita continua em cartaz com Tecnomacumba, mas o nome artístico da cantora, o violonista e a maior parte do repertório já são outros. Virtuoso do violão e das violas, o paulista Jaime Alem é o atento condutor de Rita em roteiro que passa por vários (re)cantos do Brasil em rota nunca óbvia. A cantora Rita Benneditto no show 'Suburbano coração' Divulgação / Alexandre Moreira Embora possa ser considerado show cool na comparação com o fervente caldeirão afro-brasileiro de Tecnomacumba, Suburbano coração se aquece com o canto límpido e expressivo de Rita Benneditto, uma das mais belas e afinadas vozes do Brasil, como fica claro ao longo do show, sobretudo nas interpretações de canções como Hoje (Taiguara, 1969), Foi Deus que fez você (Luiz Ramalho, 1980) e Super-homem, a canção (Gilberto Gil, 1979). Contudo, a força do show vem justamente do fato de Rita Benneditto jamais se escorar na empatia de canções mais populares e digeríveis. Tanto que a cantora abre o show batendo o tambor no toque indígena de Credo (Marlui Miranda a partir de tema da tribo Urubu-Kaapor, 1997) e, na sequência, voa alto na poesia de As asas (Chico César, 1996). Já aí, neste começo, a artista sinaliza que a urbanidade do coração da cantora rima com brasilidade. Rita vem do Maranhão, longe demais das capitais que tentam ditar modas, músicas e costumes para todo o Brasil. Pela bagagem cultural que trouxe ao migrar para o sudeste do Brasil, a cantora consegue alinhar no roteiro composições inusuais como O conforto dos teus braços (João Linhares, 2001) – gravada pela própria Rita há 17 anos no terceiro álbum, Comigo (2001) – e No tempo dos quintais (Sivuca e Paulinho Tapajós, 1979), retrato nostálgico de tempos mais românticos. Se o samba Meu lugar (Arlindo Cruz e Mauro Diniz, 2006) soa deslocado na rota particular da artista, O sal da terra (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981) realça o tempero humanista do show em roteiro que alterna canções mais melódicas com temas de maior vivacidade rítmica como o espevitado Na cabecinha da Dora (Antônio Vieira e Pedro Giusti, 2001) e o dengoso Tem quem queira (Antônio Vieira, 1997), sambas de brejeiro tom maranhense. O violonista Jaime Alem e Rita Benneditto no show 'Suburbano coração' Divulgação / Alexandre Moreira Músico que simboliza porto seguro para a cantora transitar pela urbanidade plural de um Brasil de dimensões continentais, Jaime Alem é o maestro das cordas que sobressai no solo erudito de Sonata agreste (2010), tema instrumental e autoral do artista, também compositor de Feliz com meu bem (2010) – canção romântica cujo canto é dividido por Rita com o próprio Alem – e letrista de O que fomos nós, inédita versão em português da canção The way we were (Marvin Hamlisch, Marilyn Bergman e Alan Bergman, 1973), sucesso da cantora norte-americana Barbra Streisand. Como o conceito do show já resulta elástico ao longo desses dez anos, o elo mais forte é mesmo a voz de Rita Benneditto, intérprete hábil tanto nas canções urbanas, como a contundente Maiúsculo (Sergio Sampaio, 2006) e a tristonha Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1970), quanto nos temas afro-brasileiros de raiz mais ancestral, caso de Deixa a gira girar (Mateus Aleluia, Dadinho e Heraldo Bozas, 1973). O violonista Jaime Alem e Rita Benneditto no show 'Suburbano coração' Divulgação / Alexandre Moreira Seja tocando o tambor em Canto de luz (João Pereira Godão, 2005), herança do roteiro do show anterior Encanto (2015), seja baixando o santo ao improvisar versos sobre o presidente Michel Temer no tradicional ponto de umbanda Casca de coco no terreiro ("Vovó não quer casca de coco no terreiro / Que é para não levar o povo pro cativeiro / Vovó não quer o Michel Temer no governo / Que é pra não levar o povo pro cativeiro"), Rita Bennedito irradia brasilidade no pulso firme de Suburbano coração, humanista show com Jaime Alem. (Cotação: * * * *)

Marina exalta novas famílias "molhadas com amor" na música-título de CD autoral

qua, 14/03/2018 - 09:06

Marina Lima Rogério Cavalcanti "Céus!... Essas novas famílias / De terras molhadas com amor / Minando qualquer ditador". Os versos são da letra de Novas famílias, música que batiza o 21º álbum de Marina Lima. Nas lojas e nas plataformas digitais a partir da próxima sexta-feira, 16 de março, o álbum abre com essa composição-título, até então inédita em disco, mas apresentada pela cantora e compositora de vivência carioca em maio de 2016, no decorrer da temporada do show No osso. Com sete músicas inéditas, além das regravações do samba Climática (Gian Correa e Klébi Nori, 2015) e do hit autoral Pra começar (Marina Lima e Antonio Cicero, 1986), o álbum Novas famílias foi precedido em 23 de fevereiro pelo single que apresentou o controvertido e provocativo funk Só os coxinhas (Marina Lima e Antonio Cicero), uma das sete composições inéditas do repertório essencialmente autoral de Novas famílias. A música Mãe gentil (Marina Lima, Arthur Kunz e Letícia Novaes) foi gravada com a participação de Letrux, codinome artístico da parceira Letícia Novaes em carreira solo. A canção Árvores alheias (composta para a trilha sonora do ainda inédito filme Baleia), a balada Do Mercosul, o samba-funk Juntas e o tecnobrega É sexy, é gostoso completam o cardápio de músicas inéditas do álbum Novas famílias. Eis a letra da música-título do disco, assinada somente por Marina Lima: Novas famílias (Marina Lima) Mesmo que falte água no Estado Eu vou cuidar de você Grãos, shots, ervas, o diabo E nós vamos sobreviver É... basta olhar O que já construímos aqui Na força, na luz e na fé Um carioca acrobata Não deixa a peteca cair Júpiter, Kepler, outras galáxias Dou pra você decidir Céus!... Essas novas famílias Com terras molhadas de amor Minando qualquer ditador Mesmo que falte água no Estado Marte virá acudir É... basta olhar O que já construímos aqui Na força, na luz e na fé Um carioca acrobata Não deixa a peteca cair Júpiter, Kepler, outras galáxias Dou pra você decidir Céus!... Essas novas famílias de terras molhadas com amor Minando qualquer ditador Mesmo que falte água no espaço, Marte virá acudir

Com Frejat, Ivo Meirelles recicla música de 1993 em que aborda violência nas favelas

qua, 14/03/2018 - 05:02

"Brincadeira de guerra / Revolvinho na mão / Os seus ídolos estão ao lado / O futuro é incerto / O que pode fazer trancafiado / Morrer / No morro não tem play / No morro não tem playground" Os versos da música No morro não tem play foram escritos no início da década de 1990 pelo compositor carioca Ivo Meirelles e lançados há 25 anos na voz quente da cantora conterrânea Sandra de Sá em gravação feita para o álbum D' Sá (1993). Ao versar sobre a violência cotidiana nas favelas, sobretudo nas comunidades da partida cidade do Rio de Janeiro (RJ), Meirelles escreveu letra que continua atual, como mostra o noticiário diário sobre embates entre policiais e bandidos. Por isso mesmo, o compositor recicla No morro não tem play em gravação feita com o Funk'n Lata para #21, álbum ainda inédito em que o artista revive o grupo de percussão que criou em 1995, no Morro de Mangueira, para tocar mix de funk, rap e samba com instrumentos típicos de escolas de samba. Gravado com a adesão de Roberto Frejat, guitarrista carioca ligado ao rock que há 22 anos participou do primeiro álbum do grupo de ritmistas, Funk'n lata (1996), o single No morro não tem play desembarca nas plataformas digitais em 23 de março. Trata-se do quarto single do álbum #21. Frejat foi convidado por Meirelles para que a música ganhasse pegada roqueira, sem tirar o foco da letra. "A paz nos morros do Rio sempre teve prazo de validade. Eu sempre compus e cantei sobre esse tema, mas a verdade é que esse discurso não gera interesse da sociedade. Ser criança num morro carioca é andar no fio da navalha", sentencia Meirelles, cuja vivência no Morro de Mangueira se iniciou na década de 1970. Além de Frejat, o álbum #21 agrega nomes como Carlinhos Brown, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Leandro Lehart, Samuel Rosa, Sandra de Sá e Seu Jorge, além da banda holandesa Bernie's Lounge e dos grupos de pagode Bom Gosto e Molejo.

Banda Plutão Já Foi Planeta lança primeira música inédita após álbum de 2016

ter, 13/03/2018 - 20:08

Atração do Lollapalooza Brasil na edição do festival que acontece neste mês de março de 2018, a banda potiguar Plutão Já Foi Planeta vai se apresentar na cidade de São Paulo (SP) com música nova em rotação na web e no roteiro do show. Sem apresentar música inédita desde a edição do segundo álbum, A última palavra feche a porta (2016), lançado há dois anos, o quinteto promove Estrondo, música de autoria da vocalista e compositora do Plutão Já Foi Planeta, Natália Noronha. Já disponível nas plataformas digitais pelo selo slap, o single Estrondo foi produzido pelos integrantes da banda ao lado de Thommy Tannus. Na letra da música, a palavra estrondo é usada no sentido de pororoca, tal como na língua tupi. Nos versos metafóricos, Natália fala do encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas como se esse fenômeno da natureza simbolizasse as ondas agitadas de turbulenta relação afetiva. "Esse evento natural tem uma força tão grande que é capaz de deixar rastros de destruição nas margens do rio, assim como pode acontecer em uma relação", compara a compositora. Musicalmente, Estrondo incorpora certa latinidade e teclados de sonoridade alusiva à década de 1980 sem diluir a pegada pop evidenciada no último álbum de Plutão Já Foi Planeta.

Lançado em 1974, primeiro álbum de Belchior volta ao catálogo em LP e em CD

ter, 13/03/2018 - 16:38

Equivocadamente citado com o nome de Mote e glosa em vários textos publicados em mídia impressa e digital, o primeiro álbum do cantor e compositor cearense Antonio Carlos Belchior (1946 – 2017) volta ao catálogo simultaneamente nos formatos de LP e CD, ambos com lançamento previsto para este mês de março de 2018. Intitulado tão somente Belchior, o álbum foi lançado originalmente em 1974 pela extinta gravadora Chantecler. Fabricado em vinil de 180 gramas, o LP chega às lojas dentro da série Clássicos em vinil. Já o CD virá embalado na caixa Tudo outra vez, produzida por Renato Vieira com remasterizadas edições em CD dos seis álbuns do artista – Belchior (1974), Coração selvagem (1977), Todos os sentidos (1978), Belchior (1979), Objeto direto (1980) e Paraíso (1982) – que pertencem ao acervo da gravadora Warner Music. Lançado sem repercussão na época, o primeiro álbum de Belchior apresentou a gravação original de Todo sujo de batom, música erroneamente grafada na capa original do álbum como Todo sujo de baton. Já a composição A palo seco tinha sido lançada por Belchior em obscuro compacto de 1973 enquanto Na hora do almoço tinha sido defendida em festival exibido em 1971 pela extinta TV Tupi. O repertório do álbum Belchior inclui pérolas raras como Passeio, pescada pela cantora conterrânea Amelinha para o repertório do álbum De primeira grandeza – As canções de Belchior (2017), lançado em outubro do ano passado.

Em decisão sábia, Tiago Iorc se reabastece antes do quinto álbum de músicas inéditas

ter, 13/03/2018 - 11:37

É sábia – e rara no universo pop mundial – a decisão de Tiago Iorc de sair temporariamente de cena (inclusive das fervilhantes redes sociais) para se reciclar. Iorc vem de sucesso massivo. O primeiro álbum do cantor e compositor em português, Troco likes (2015), lançado há três anos, arremessou Iorc ao mainstream e fez o motor da indústria da música funcionar a todo vapor para dar conta da demanda e da exposição inéditas na carreira do artista. O álbum Troco likes gerou alguns hits virais (sobretudo Amei te ver), milhões de visualizações de clipes e uma turnê nacional que, estreada em julho de 2015, contabilizou 207 shows feitos em 113 cidades do Brasil até o último trimestre de 2017, rendendo também um DVD, Troco likes ao vivo (2016). Sem falar na miniturnê com Milton Nascimento que passou por algumas capitais do país de outubro a dezembro de 2017. Ou seja, Tiago Iorc – em foto de Rafael Kent – precisava interromper o funcionamento do motor para poder criar. Afinal, o artista pretende lançar um quinto álbum de músicas inéditas até o fim deste ano de 2018. E esse álbum precisa ter músicas com alto poder de sedução popular para que, na hora em que a equipe empresarial de Iorc reativar a engrenagem em torno do cantor, o público avalize o novo disco, as novas músicas, e tenha vontade de ir ao novo show. É por isso que é inteligente a decisão do artista de dar uma parada para se reciclar e ganhar fôlego para compor as músicas desse próximo álbum. Muitos artistas ignoram essa necessidade e compõem repertórios na estrada, em quartos de hotel, nas poucas horas vagas de uma turnê. Não raro, esse material resulta aquém da safra anterior e, como resultado, o artista perde público e status no mercado. A roda gira em alta velocidade. É preciso saber parar essa roda por um tempo para o necessário reabastecimento criativo, como sabiamente está fazendo Tiago Iorc.

Apple Music atinge 38 milhões de assinantes

ter, 13/03/2018 - 08:04

Serviço de streaming de música da Apple ganhou 2 milhões de pagantes em um mês. Rival, Spotify tem 71 milhões de assinantes. Music, novo serviço de streaming da Apple. Divulgação/Apple O serviço de streaming de músicas da Apple atingiu 38 milhões de assinantes, informou a empresa nesta segunda-feira (12). Em fevereiro, eram 36 milhões pagantes. Eddy Cue, vice-presidente sênior de software e serviços de internet, divulgou o número mais recente de assinantes da Apple Music no festival South by Southwest, em Austin, no Texas. O número da Apple se compara aos 71 milhões de assinantes "premium" que o serviço rival e líder do setor, Spotify, tinha no final de 2017. A Spotify planeja listar ações nas Bolsa de Valores de Nova York nas próximas semanas com o ticker SPOT. A Amazon Music Unlimited tem 16 milhões de assinantes pagantes e a Pandora Media possui 5,8 milhões de usuários. O Google não divulga números de assinantes do Google Play Music. Cue disse que a Apple, atualmente, tem 8 milhões de assinantes em período de teste gratuito. Essa é a primeira vez que a Apple divulgou o número de usuários de teste.

Excesso de cordas empobrece disco em que Raquel dilui Roberto em clima de fado

ter, 13/03/2018 - 07:11

Em tese, é excelente a ideia de trazer o cancioneiro romântico de Roberto Carlos e Erasmo Carlos para o universo do fado. Sobretudo porque há, em boa parte desse repertório atemporal, a mesma melancolia que alavanca o gênero português. Na prática, contudo, a ideia resulta pobremente executada no álbum Roberto Carlos por Raquel Tavares – Do fundo do meu coração, idealizado e produzido por Max Pierre. Recém-lançado em CD no Brasil pela gravadora Sony Music, o disco peca pelo excesso de cordas – sintetizadas por Tutuca Borba, tecladista da banda do Rei – nos arranjos criados pelo também tecladista Júlio Teixeira de acordo com o conceito de Pierre. Não basta inserir uma guitarra portuguesa (tocada por Bernardo Couto) para transformar uma música em fado. Sobretudo se as cordas virtuais estão ali, proeminentes, pasteurizando as orquestrações de músicas como A distância (1972) – grafada erroneamente como À distância na contracapa e no encarte da edição em CD – e Palavras (1973), balada em que a cantora dribla os equívocos dos arranjos e oferece aceitável interpretação. Capa do álbum 'Roberto Carlos por Raquel Tavares – Do fundo do meu coração' Divulgação / Sony Music No geral, contudo, o canto de Raquel Tavares dilui as emoções e sentimentos contidos em músicas como a balada-blues Sua estupidez (1969) e De tanto amor (1971), doída canção de amor que daria belo fado se tivesse sido gravada em tom adequado. De tanto amor, aliás, traz a voz passional de Ana Carolina, desperdiçada na gravação. Já a presença terna de Caetano Veloso em Debaixo dos caracóis dos seus cabelos (1971) é mais bem aproveitada, ainda que a faixa pouco ou nada tenha de fado. A linearidade dos arranjos, calcados em fórmula que parece se repetir com poucas variações, empobrece o disco, da primeira música – Você (1974), outra canção talhada para o universo do fado pela alta carga de tristeza – à última, Do fundo do meu coração (1986), uma das últimas grandes canções do Roberto. E o pior é quando produtor e arranjador procuram seguir a ideia do arranjo original da gravação de Roberto, como em Detalhes (1971), criando espécie de clone do registro original. De todo modo, a abordagem de Cavalgada (1977) deixa claro que a opção pelo excesso de cordas é o fator mais determinante para o resultado pífio do álbum, quase todo gravado no estúdio Cia. dos Técnicos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Somente a voz de Raquel Tavares e a guitarra portuguesa de Bernardo Couto foram captados em Portugal, no estúdio Vale de Lobos, situado em Lisboa. Se mais bem dirigida, Raquel Tavares talvez oferecesse canto condizente com esse magistral repertório. Afinal, mesmo competindo com tantas cordas, a voz da cantora ainda sobressai eventualmente em canções como Não se esqueça de mim (1977), evidenciando que o problema do disco não está em Raquel Tavares, mas na produção equivocada. O fato é que, do fundo do coração, esse disco soa totalmente aquém da boa ideia original. Porque não basta o toque de uma guitarra portuguesa para criar um fado. (Cotação: * *)

Taviani grava músicas na Argentina, lança single autoral e estreia show de 15 anos

seg, 12/03/2018 - 20:34

O lançamento do single autoral A vida vive sem você marca o início de ano de dupla comemoração na vida e na carreira de Isabella Taviani. Enquanto se prepara para iniciar em abril a turnê nacional com a qual celebra 15 anos de carreira fonográfica, a cantora e compositora carioca caminha para os 50 anos de vida, a serem festejados em outubro. Se o show 15 anos, eu e você tem roteiro retrospectivo, partindo do repertório do álbum lançado em 2003 com sucessos autorais como Digitais e Foto polaroid, o single A vida vive sem você (IT / Sony Music) dá a partida em série de edições digitais de músicas inéditas compostas por Taviani. Capa do single 'A vida vive sem você', de Isabella Taviani Divulgação / IT Já em rotação na gravação produzida por André Vasconcellos e Fabrício Matos, com cordas da Orquestra Sinfônica de St. Petesburgo arranjadas pelo pianista Eduardo Farias, A vida vive sem você é canção confessional que versa sobre dilemas amorosos – no caso, sobre a superação de paixão que deixou boas e más recordações – bem ao gosto do público majoritariamente feminino da artista. Lançado com a missão de apresentar a primeira música inédita da artista desde 2014, o atual single foi gravado no Brasil e tem os toques dos músicos André Vasconcellos (baixo), Eduardo Farias (piano), Marco Vasconcellos (violão) e Sérgio Melo (bateria). Já o próximo single apresentará uma das cinco músicas (também) inéditas gravadas por Taviani em Buenos Aires, na Argentina. "A ideia é ir trabalhando com os singles até o final deste ano de 2018. Aí, se tudo der certo, lançarei um álbum completo, incluindo as canções que forem sendo editadas em singles ao longo do ano e mais outras músicas inéditas", adianta Taviani.

A Cor do Som apresenta duas músicas inéditas no álbum em que celebra 40 anos

seg, 12/03/2018 - 16:01

A rigor, os 40 anos de vida da banda carioca A Cor do Som já são 41. Mas o grupo formado em 1977 ainda celebra em 2018 as quatro décadas de existência. A comemoração se dá com o álbum intitulado justamente 40 anos, gravado ao longo de 2017 e programado para chegar às plataformas digitais na próxima sexta-feira, 16 de março. No disco, produzido por Ricardo Feghali, Armandinho (guitarra, bandolim e guitarra baiana), Ary Dias (percussão), Dai Carvalho (baixo), Gustavo Schroeter (bateria) e Mú Carvalho (teclados) reciclam hits com convidados (caso de Zanzibar, revivido com a adesão de Samuel Rosa), registram músicas nunca gravadas pelo quinteto e apresentam duas músicas inéditas. Uma das inéditas é Somos da cor, parceria de Armandinho com Maria Vasco, autora da letra que exalta a miscigenação étnica do Brasil. A outra é Sonhos de Carnaval, música composta por Armandinho com letra de Fausto Nilo. No álbum, essa música foi gravada com suingue caribenho e pegada roqueira no toque da guitarra baiana de Armandinho. Outras duas músicas são inéditas somente na discografia d'A Cor do Som, casos de Alvo certo (Dadi Carvalho e André Carvalho) – disparada por Dadi em álbum editado em 2005 pelo selo japonês Rip Curl Recordings – e Sou volúvel (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Dadi Carvalho, 2013), composição lançada há cinco anos em álbum de Arnaldo Antunes. Já Olhos d'água (Mú Carvalho, Pierre Aderne e Alexia Bomtempo, 2011), embora esteja sendo apresentada como inédita, foi lançada há sete anos em álbum gravado por Mú com a cantora Ana Zingoni – convidada, por isso mesmo, do revival da música no disco 40 anos – e reapresentada pela Cor do Som em 2016 como single.

Daniela Mercury dirige 'Caju', show que festeja 60 anos do nascimento de Cazuza

seg, 12/03/2018 - 14:11

Daniela Mercury vai dirigir um dos shows que estreiam em abril para celebrar os 60 anos de nascimento de Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o cantor e compositor carioca conhecido como Cazuza. Caberá à artista baiana conduzir Marcelo Quintanilha em cena no show baseado no álbum Caju (2018), lançado em janeiro como o primeiro tributo alusivo às seis décadas do nascimento do Exagerado. "Amei o álbum Caju! Logo imaginei o show e fiquei empolgada de ver Quintanilha apresentando esse trabalho ao vivo. Dessa empolgação, veio o convite dele para dirigir o show. Nós sempre tivemos uma sinergia artística excelente e somos parceiros em várias músicas", ressalta Daniela, que, além de cunhada, é parceira de Quintanilha na composição de músicas como Alma colombina (2005), Três vozes (2015) e Minha mãe, minha pátria (2015). A estreia do show Caju está programada para 26 de abril, em Salvador (BA). Na sequência, o show segue para as cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Caju é disco em que o cantor, compositor e músico paulistano Marcelo Quintanilha procurou dar outros tons e nuances a músicas como Blues da piedade (Roberto Frejat e Cazuza, 1988), Codinome beija-flor (Reinaldo Arias, Cazuza e Ezequiel Neves, 1985) e Pro dia nascer feliz (Roberto Frejat e Cazuza, 1983).

Álbum de tom carioca, 'Integridade' atesta que Claudio Nucci segue outras toadas

seg, 12/03/2018 - 10:19

Em 1978, duas das músicas mais bonitas e conhecidas do cancioneiro autoral de Claudio Nucci – Sapato velho (Mú Carvalho, Claudio Nucci e Paulinho Tapajós) e Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho) – ganharam os primeiros registros fonográficos, embora ambas somente fossem obter projeção em gravações posteriores. Decorridos 40 anos, o cantor e compositor paulista – revelado nacionalmente em 1979 como um dos vocalistas do quarteto Boca Livre – renova esse cancioneiro com as dez músicas inéditas que compõem o repertório inteiramente autoral de Integridade – Parcerias com Felipe Cerquize, álbum lançado neste mês de março de 2018 em edição independente. Capa do álbum 'Integridade', de Claudio Nucci Arte de Lucas Canavarro Como o subtítulo já explicita, trata-se de disco devotado à parceria de Nucci com o poeta e compositor carioca Felipe Cerquize, letrista que, no samba Conselhos, cerze versos imperativos que tangenciam o universo da autoajuda. Também cantor, Cerquize se faz ouvir com a voz opaca em outro samba, o que batiza e abre o disco, Integridade, introduzido pelo toque de um violão que sugere clima de bossa nova. Contudo, é a partir da terceira das dez faixas que o álbum – produzido por Rafael Lorga com o próprio Claudio Nucci – desvela mais encantos. A começar por Sempre só, canção que contraria o título ao unir o canto do anfitrião à voz expressiva do convidado Lenine, intérprete sempre atento às intenções das canções. Já Olhos d'água tem o bucólico veio ruralista cortado pelo fluxo urbano da guitarra de Roberto Menescal, ícone da bossa que tem verso do célebre O barquinho (1961) citado na letra ("Banho na beira da praia / Antes que a tardinha caia") que também evoca o bucolismo de Antonio Carlos Jobim (1917 – 1994) em outro verso ("Chuva na roseira / Gotas na soleira"). Herdeiro de toda essa bossa, o pianista carioca Antonio Adolfo ginga com a habitual precisão na cadência bonita e fluente do samba Certeza, prova de que Nucci continua em forma como compositor, ainda que tenha levado quase 20 anos para apresentar repertório inédito em disco (o último álbum de inéditas, Casa da lua cheia, saiu em 1999 com repertório mais nordestino e mineiro). Já Sentimentos evoca tons do cancioneiro do Boca Livre no dueto de Claudio com o filho, Vicente Nucci. Felipe Cerquize e Claudio Nucci Divulgação / Pedro Anil Gênero recorrente no sotaque carioca do álbum Integridade, o samba dita o ritmo de Reencontro (de letra pautada por romantismo poético de cepa tão trivial quanto a pulsação da música), de Desafio – faixa em que sobressai o toque do bandolim de Renato Anesi – e de Descarada, composição em que a trama dos versos de Cerquize soa especialmente bem armada nas síncopes do samba dividido por Nucci com o cantor carioca Moyseis Marques. No fim, Rio de março junta o anfitrião com Zélia Duncan, fechando o verão autoral de Nucci na cadência do samba em que Felipe Cerquize, com autoridade carioca, alinha bônus e ônus da cidade do Rio de Janeiro (RJ), cuja trilha sonora inspira boa parte da música que sai dos sulcos do álbum Integridade, atestado de que o paulista Claudio Nucci vem seguindo outras toadas sem sair do tom. (Cotação: * * * 1/2)

Titãs encenam violência sexual contra mulher em ópera-rock que estreia em abril

dom, 11/03/2018 - 14:51

A violência sexual contra a mulher é o tema central da ópera-rock que o grupo Titãs estreia em abril. A ópera-rock se chama Doze flores amarelas, título de música composta por Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto com a adesão de Beto Lee para a inédita trilha sonora do espetáculo de natureza teatral. Escrito pelo dramaturgo Hugo Possolo, o texto da ópera-rock fala do abuso sofrido por três estudantes universitárias chamadas Maria em festa a que vão parar por indicação de aplicativo intitulado Facilitador. Abusadas por cinco garotos, as três Marias (apresentadas no texto como Maria A, Maria B e Maria C) decidem se vingar e consultam novamente o aplicativo, sendo instruídas a lançar mão da magia Doze flores amarelas para concretizar a vingança, que provoca a morte de um dos cinco homens abusadores e, posteriormente, também a decisão de denunciar os rapazes, abandonando o plano de vingança. O libreto da ópera-rock Doze flores amarelas foi escrito por Possolo a partir de argumento desenvolvido pelo dramaturgo com o escritor Marcelo Rubens Paiva e com Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto. Os três Titãs remanescentes da formação clássica da banda paulistana assinam a direção artística do espetáculo. Além do libreto, Hugo Possolo também assina a direção do espetáculo com Otavio Juliano. Ademais da música-título Doze flores amarelas, a ópera-rock dos Titãs traz na trilha sonora músicas como A festa (Sergio Britto e Branco Mello) e Me estuprem (Sergio Britto e Tony Bellotto). A trilha sonora já foi registrada em ainda inédito disco gravado com produção musical de Rafael Ramos.

Música de Gil, lançada em 1976, é terceiro single do álbum de Caetano com filhos

dom, 11/03/2018 - 13:55

Música de autoria de Gilberto Gil, lançada em 1976 nas vozes do grupo Os Doces Bárbaros, O seu amor é o terceiro single de Ofertório, álbum ao vivo que chega ao mercado fonográfico ainda neste mês de março – nos formatos de CD e DVD, além da edição digital – com o registro do show feito por Caetano Veloso com os filhos Moreno Veloso, Tom Veloso e Zeca Veloso (vistos em foto de Rafael Berenzinski). Foi Tom, filho caçula do artista baiano, quem sugeriu a inclusão de O seu amor no roteiro do show originalmente intitulado Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. Capa do single 'O seu amor' Marcos Hermes Com capa criada por Bruno Tavares, Rodrigo Araújo e Helio Eichbauer (autor do belo cenário do show) a partir de conceito de Zeca Veloso e de foto de Marcos Hermes, o single está sendo lançado nas plataformas digitais neste fim de semana, na sequência promocional da edição dos singles com as gravações das músicas Todo homem (Zeca Veloso, 2017) e Um canto de afoxé para o bloco do Ilê (Caetano Veloso e Moreno Veloso, 1982). "O seu amor é uma lindíssima canção de Gil, com arranjo vocal dele mesmo, e eu fiquei muito orgulhoso de Tom ter sugerido essa música e com tanta certeza. Foi quando ensaiamos O seu amor que eu senti que podíamos ter um show com considerável beleza", revela Caetano. A gravação ao vivo do show de Caetano com os três filhos homens e músicos foi feita em outubro de 2017 na cidade de São Paulo (SP), durante temporada no Theatro Net São Paulo.

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